Não é à toa que a Itália está entre os países mais visitados do mundo. O fascínio pelo país vem de séculos (ou milênios), e basta pensar na sua gastronomia, arquitetura e história para encontrar bons motivos para fazer as malas. Mas, acredite, a Itália vai muito além disso!
Talvez a melhor palavra para explicar por que o país da bota conquista tantos viajantes seja diversidade. A Itália é para quem gosta de comida boa e de história, mas também para quem busca praias paradisíacas, neve, paisagens de montanha e até vulcões. Pelo caminho, você ainda encontra influências francesas, austríacas, árabes e normandas, que ajudam a entender como uma região pode ser tão diferente da outra.
Se você busca inspiração para escolher as cidades e regiões da sua próxima viagem, confira as dicas a seguir. Reuni uma lista com 19 destinos incríveis para conhecer na Itália, com sugestões para explorar o país além dos destinos mais óbvios.
19 DESTINOS INCRÍVEIS PARA CONHECER NA ITÁLIA
Antes de começar a lista, vale explicar os critérios dessa seleção. Um erro comum entre quem visita a Itália pela primeira vez é acreditar que dá para conhecer o país em apenas 15 dias. Spoiler: não dá! Atravessá-lo até é possível, mas isso geralmente significa concentrar o roteiro nas maiores cidades e deixar de fora as pequenas joias escondidas bem pertinho delas.
Morando na Itália e tendo visitado quase todas as regiões do país, minha prioridade foi reunir destinos que considero especiais, seja pela paisagem, pela história ou pelas experiências que oferecem. Para facilitar o planejamento, organizei a seleção em grupos de cidades e regiões que fazem sentido conhecer na mesma viagem.
Ao longo da lista, você provavelmente vai perceber que uma viagem só não será suficiente para conhecer tudo o que a Itália tem a oferecer. A ideia é ajudar você a escolher por onde começar e, quem sabe, já deixar alguns planos para a próxima!
1. Roma e Vaticano

Fontana di Trevi | Foto: Fê Moro
Roma é, verdadeiramente, um imenso museu a céu aberto. Além de suas atrações icônicas, como o Coliseu, o Fórum Romano, a Galleria Borghese e o Panteão, basta andar pelas ruas para se deparar com monumentos milenares a cada esquina. Passear no final da tarde pela Piazza Navona e pela Piazza di Spagna, jogar uma moeda na Fontana di Trevi e ver o pôr do sol do Giardino degli Aranci ou da Ponte Sant’Angelo são experiências que não têm preço!
E como visitar Roma sem conhecer o Vaticano? Embora seja um país independente (o menor do mundo), sua localização dentro da cidade de Roma permite chegar até ele a pé mesmo!
Mesmo para quem não é católico, é um lugar para não perder. Os Museus Vaticanos, além de abrigarem a Capela Sistina, uma das obras mais célebres do Renascimento, também reúnem uma importante coleção de antiguidades egípcias, mapas antigos e obras de mestres como Rafael.
A monumentalidade da Basílica de São Pedro, então, nem se fala! Além da Pietà de Michelangelo, ela impressiona pelo grandioso baldaquino de bronze e pela enorme cúpula. À sua frente, a Praça de São Pedro é abraçada pelas colunas de Bernini e guarda um obelisco egípcio trazido a Roma no século I.
Para completar, Roma é um excelente ponto de partida para conhecer muitos outros destinos da Itália, já que sua posição na porção central do país e as ótimas conexões com trens de alta velocidade facilitam os deslocamentos.
Leia também:
- Onde ficar em Roma: melhores bairros e dicas de hotéis
- Roteiro em Roma para 3, 4 ou 5 dias (com mapa)
- Guia Vaticano: o que fazer, como visitar e dicas imperdíveis
- Coliseu: ingressos, como fugir das filas e mais dicas!
2. Nápoles, Pompeia, Costa Amalfitana e ilhas da Campânia

A beleza estonteante de Capri | Foto: Fê Moro
A Campânia é uma das regiões turisticamente mais completas da Itália, embora constantemente seja reduzida a apenas alguns destinos de fama mundial.
Sua capital, Nápoles, é uma cidade que divide opiniões. A sujeira e o aspecto de descuido não agradam a todo mundo, é fato, mas basta olhar além dessa primeira impressão para encontrar uma cultura riquíssima, uma das melhores gastronomias da Itália e uma identidade que nenhum lugar consegue replicar.
Goste ou não, Nápoles tem boas conexões aéreas e trens de alta velocidade que a ligam a Roma em pouco mais de uma hora, o que faz dela uma excelente porta de entrada para conhecer a região.
Dali, 30 minutos de trem levam os visitantes às ruínas dos vilarejos de Pompeia e Herculano, soterrados pela erupção do Vesúvio em 79 d.C. Até hoje, os arqueólogos trabalham nas escavações e descobrem detalhes surpreendentes da Roma Antiga.
É de Nápoles também que saem os trens para Salerno e Sorrento, as principais cidades de acesso para a icônica Costa Amalfitana, com suas vilas coloridas esculpidas nos penhascos e vistas inesquecíveis do mar Tirreno.
Para completar, Nápoles possui um dos principais portos da Itália, de onde também partem balsas e barcos de passeio para algumas das ilhas mais bonitas do país. Entre elas está a mundialmente famosa Capri, com seus hotéis de luxo, ruínas romanas e paisagens de tirar o fôlego, mas também Ischia e Procida, duas ilhas igualmente espetaculares e muito menos conhecidas do público internacional.
Leia também:
- Onde ficar em Nápoles: melhores bairros e dicas de hotéis
- Roteiro em Nápoles para 1, 2 ou 3 dias
- Onde ficar na Costa Amalfitana: melhores cidades
- Costa Amalfitana: o que fazer, locomoção e dicas
- Capri: o que fazer, onde ficar e como chegar
3. Florença e interior da Toscana

Florença, a cidade das Artes | Foto: Fê Moro
Figurinha batida nos roteiros pela Itália (com razão!), Florença é a città d’arte por excelência. No berço do Renascimento, não pode faltar uma visita à Galleria degli Uffizi e à Galleria dell’Accademia. A Catedral de Santa Maria del Fiore, a Ponte Vecchio e o Palazzo Vecchio complementam o passeio, enquanto massas rústicas e vinhos toscanos fecham a experiência com chave de ouro.
Falando em vinhos, Florença é um excelente ponto de partida para conhecer a região viticultora de Chianti. Mais ao sul, o cênico Val d’Orcia reúne algumas das paisagens mais bonitas da Itália e vilas dos sonhos, como Pienza. Nessa parte da Toscana ainda são produzidos vinhos de renome mundial, como o Brunello di Montalcino e o Vino Nobile di Montepulciano.
Entre o Chianti e o Val d’Orcia está Siena, com sua arquitetura medieval e o famoso Palio, a corrida de cavalos disputada na Piazza del Campo. O roteiro ainda pode se estender a San Gimignano, com suas torres medievais, e a Arezzo, com sua bela Piazza Grande.
Voltando a Florença, vale um bate-volta a Lucca, com seu centro medieval cercado por muralhas, e à clássica Pisa, com sua famosa torre torta.
A própria Florença pode ser alcançada de trem de alta velocidade e de avião (também há aeroporto em Pisa), enquanto as principais cidades toscanas recebem ônibus ou trens regionais. Mas para explorar as áreas rurais, o melhor mesmo é alugar um carro.
Leia também:
- Onde ficar em Florença
- Roteiro em Florença para 2, 3 ou 4 dias
- O que fazer em Siena
- O que fazer em San Gimignano
- A Rota do vinho em Chianti
- O que fazer no Val d’Orcia
- Roteiro de 1 dia em Pisa
4. Cinque Terre e costa da Ligúria

Riomaggiore | Foto: Fê Moro
Casas coloridas espremidas entre as montanhas e o mar, pequenos portos de pesca e vinhedos em terraços explicam por que Cinque Terre se tornou um dos destinos mais visitados da Itália.
Cinque Terre, literalmente “cinco terras”, reúne cinco vilarejos dos sonhos na costa da Ligúria. Monterosso al Mare é a principal escolha para aproveitar a praia, enquanto Vernazza tem uma pequena praça à beira do porto que convida a sentar sem pressa. Manarola e Riomaggiore rendem algumas das vistas mais famosas da região, com suas casas empilhadas sobre as rochas. Já Corniglia, no alto de uma colina, garante um visual idílico e mais tranquilidade que as suas “irmãs”.
Parte da graça está em passear pelas ruelas e percorrer as trilhas entre os vinhedos. Mas não espere encontrar tudo isso em clima de isolamento! Cinque Terre recebe muitos visitantes, especialmente no verão, e passar alguns dias permite aproveitar os lugares antes e depois do movimento dos bate-voltas.
A costa da Ligúria, porém, vai muito além dessas vilas. Portovenere combina casas coloridas com a Igreja de San Pietro sobre um promontório rochoso. Seguindo em direção a Gênova, Camogli encanta com suas fachadas de frente para o mar, enquanto Portofino reúne restaurantes e embarcações de luxo ao redor do pequeno porto.
Gênova complementa a viagem com palácios e um centro histórico cheio de vielas. E, entre um passeio e outro, pesto genovês e focaccia dão bons motivos para parar à mesa!
O trem é um grande aliado para explorar a região. As cinco vilas têm estações, com acesso por La Spezia ou Levanto, e várias cidades do litoral também são atendidas pela ferrovia. Para Portovenere e Portofino, ônibus ou barcos complementam o trajeto.
Leia também:
5. Milão

Duomo de Milão | Foto: Fê Moro
Famosa pela moda e pelo design, Milão representa uma Itália mais cosmopolita, com ritmo de grande cidade, vitrines sofisticadas e uma cultura mais internacional.
É verdade que, do ponto de vista de muitos visitantes (e do meu também), não há tanto para fazer em Milão. Pelo menos no aspecto turístico, principalmente quando comparamos a cidade com outros destinos da Itália. Mas isso não significa que ela deva ficar fora do roteiro, e há bons motivos para isso.
O primeiro é que, em apenas um dia, já é possível conhecer atrações como o Duomo, a Galleria Vittorio Emanuele II e o Castello Sforzesco, e ainda terminar com um aperitivo na região dos Navigli.
O segundo é que os três aeroportos que servem a cidade, Malpensa, Linate e Bergamo Orio al Serio, fazem de Milão uma boa porta de entrada para viajantes internacionais.
O terceiro, e talvez o mais importante, é a facilidade para explorar outros destinos do norte da Itália. Milão tem excelentes conexões ferroviárias com o Piemonte, o Lago di Como e o Lago Maggiore, além de ser um bom ponto de partida para o Vale d’Aosta. Falarei deles na sequência.
Milão também se conecta de trem a Tirano, de onde parte o famoso Bernina Express rumo à Suíça, em uma viagem por algumas das paisagens mais bonitas dos Alpes.
Para completar, os trens de alta velocidade ligam Milão a Verona em pouco mais de uma hora e a Veneza em cerca de duas horas e meia, facilitando sua inclusão em um roteiro ferroviário pela Itália.
Leia também:
- Onde ficar em Milão: melhores bairros e dicas de hotéis
- Roteiro completo em Milão para 1, 2 ou 3 dias (com mapa)
6. Lago di Como

Varenna | Foto: Getty Images
O Lago di Como é daqueles destinos que dispensam apresentações. Cercado por montanhas, vilarejos e mansões com jardins à beira d’água, ele reúne algumas das paisagens mais bonitas do norte da Itália.
Ao longo de suas margens, diferentes cidades convidam a conhecer o lago por outros ângulos. Como, que dá nome a ele, e Lecco são duas das principais portas de entrada, ambas a menos de uma hora de Milão nos trens mais rápidos.
Mas é na porção central do lago que estão algumas de suas paisagens mais famosas. Bellagio combina escadarias de pedra, lojas e jardins, enquanto Varenna encanta com suas casas coloridas e o caminho para pedestres que acompanha a margem. Do outro lado, Menaggio completa o trio de cidades que podem ser combinadas em passeios de barco pela região.
Além dos vilarejos, parte da graça de visitar o Lago di Como está em conhecer suas villas, antigas residências senhoriais que ocupam alguns dos terrenos mais privilegiados às margens do lago. Entre as mais famosas estão a Villa del Balbianello, em Lenno, a Villa Carlotta, em Tremezzo, e a Villa Monastero, em Varenna.
E, por mais bonitas que sejam as vistas da terra, navegar pelo lago é uma experiência que não pode faltar. Os próprios barcos de transporte público entre as cidades permitem apreciar a paisagem, mas quem quiser investir em um passeio privado não se arrependerá.
Leia também:
7. Lago Maggiore

Isola Bella | Foto: Getty Images
Outro lago muito próximo a Milão, que muitos brasileiros acabam não conhecendo, é o Lago Maggiore. Suntuoso, mas com uma atmosfera mais tranquila e menos ostensiva que a do Lago di Como, ele se estende até a Suíça e tem nas suas ilhas um dos maiores encantos.
Arona é uma das portas de entrada mais práticas para quem sai de Milão, com trens diretos que fazem o percurso em cerca de uma hora. Mas vale pegar mais um trem de 30 minutos e seguir até Stresa, uma das principais bases para explorar a região.
Dali, os barcos levam às Ilhas Borromeias, que concentram algumas das paisagens mais bonitas do lago. A Isola Bella impressiona pelo palácio da família Borromeo e pelos jardins dispostos em terraços, enquanto a Isola Madre encanta com seu jardim botânico. Já a Isola dei Pescatori tem um cenário mais simples, com ruelas estreitas, casas de pescadores e restaurantes à beira d’água.
8. Turim e Piemonte

Turim | Foto: Getty Images
Capital do Piemonte, Turim foi a primeira capital da Itália unificada e ainda preserva em seu centro histórico muito da elegância barroca dos tempos da Casa de Saboia.
Não podem ficar de fora do roteiro o Palazzo Reale e o Palazzo Madama, antigas residências da família real, e o Museo Egizio, que possui um dos mais importantes acervos egípcios do mundo. Outro ícone da cidade é a Mole Antonelliana, que hoje abriga o Museu Nacional do Cinema.
Para quem gosta de automobilismo, o Museu Nacional do Automóvel complementa o passeio (a Fiat nasceu justamente ali). E quem gosta de café também vai curtir o Museu Lavazza, dedicado à história da marca e à cultura da bebida.
Outro passeio imperdível nos arredores da cidade é a Reggia di Venaria, antiga residência de caça da família Saboia, bem ao estilo de Versalhes.
Fora da capital, o Piemonte é um prato cheio para quem gosta de comer e beber bem.
Para explorar o enoturismo na região e conhecer de perto a produção de alguns dos vinhos mais prestigiados da Itália, vale alugar um carro e percorrer as colinas das Langhe, entre vinhedos da variedade nebbiolo e vilarejos como Barolo, La Morra e Barbaresco.
Ainda nas Langhe, Alba é especialmente conhecida pelas trufas brancas e pela feira internacional dedicada a elas, que costuma acontecer entre outubro e o início de dezembro. Ali perto, você também pode conhecer Bra, o berço do movimento Slow Food, ou, em outras palavras, do resgate da comida boa apreciada sem pressa.
Leia também:
- Turim, na Itália: o que fazer, onde se hospedar e mais dicas
- O que fazer em Barolo, na Itália: guia completo do destino e dicas de vinícolas
9. Vale d’Aosta

Skyway Monte Bianco | Foto: Fê Moro
A menor região da Itália tem a maior montanha do país e duas línguas oficiais. Na fronteira com a França e a Suíça, o Vale d’Aosta carrega uma história de disputas territoriais e encontros culturais, onde o Mont Blanc também se chama Monte Bianco e as escolas lecionam em italiano e francês.
Courmayeur (ou Courma, como chamam os milaneses), aos pés da montanha, é separada de Chamonix, já em território francês, apenas por um túnel – e pelo pedágio mais caro da Itália.
Além do Mont Blanc, a região também reúne outros gigantes, como o Monte Cervino e o Monte Rosa, tendo no inverno sua alta temporada mais óbvia. Para além das muitas estações de esqui, também há atividades de inverno para quem não quer se arriscar nos esportes radicais.
Em dezembro, os mercados de Natal, com destaque para o de Aosta, são uma delícia! As piscinas termais em meio às montanhas nevadas, como as do QC Terme Pré Saint Didier, são um convite ao descanso. Para completar, a gastronomia combina tradições italianas e francesas e é um deleite.
Quem quer ter um gostinho de aventura sem virar alpinista ainda pode subir no Skyway Monte Bianco, o teleférico que leva até Punta Helbronner, a mais de 3.400 metros de altitude, no mesmo maciço do Mont Blanc. Mas prepare-se para o frio, porque lá em cima ele é de congelar!
A logística do Vale d’Aosta combina bem com Milão ou Turim. De ambas as cidades, é possível seguir de ônibus, mas alugar um carro oferecerá muito mais autonomia para explorar as cidades e atrações da região.
10. Verona

Vista panorâmica de Verona | Foto: Fê Moro
Ah, a cidade do amor! Famosa por ser o cenário de Romeu e Julieta, Verona é uma das cidades mais bonitas do norte da Itália e combina muito bem com um roteiro entre Milão e Veneza, já que fica no caminho dos trens de alta velocidade que conectam as duas cidades.
A Casa de Julieta é uma de suas atrações mais visitadas, mas a cidade tem muito mais para oferecer. A Arena de Verona impressiona pelo estado de conservação e até hoje recebe concertos e apresentações de ópera nos meses mais quentes do ano!
A Piazza delle Erbe, a Piazza dei Signori e o Castelvecchio complementam o passeio pelo centro histórico, mas vale atravessar a Ponte Pietra e subir até o Castel San Pietro, de onde se tem uma bela vista dos telhados da cidade (vá no pôr do sol!).
Para quem gosta de vinho, Verona tem mais um atrativo: a proximidade com a região vinícola de Valpolicella, famosa pelo Amarone. Você pode aproveitar a viagem para visitar vinícolas ou provar os rótulos locais nos bares e restaurantes da cidade.
Leia também:
11. Lago di Garda

O cenário cinematográfico do Lago di Garda | Foto: Fê Moro
Verona é um excelente ponto de partida para conhecer o Lago di Garda, o maior da Itália, que reúne pequenas cidades à beira d’água e belas paisagens de montanha, mas também se destaca pelas praias e pelos esportes aquáticos.
A porção sul é a mais acessível de transporte público. Sirmione pode ser alcançada de ônibus a partir de Verona e é uma das cidades mais visitadas, com seu centro histórico em uma estreita península. Peschiera del Garda e Desenzano del Garda são outras opções, ambas acessíveis de trem.
Mas as cidades mais bonitas, na minha opinião, ficam mais ao norte do lago. Para explorar essa parte, alugar um carro ou usar os barcos que conectam as cidades, mais frequentes no verão, são as melhores opções.
Malcesine tem um belo castelo à beira d’água e um teleférico que leva ao Monte Baldo, enquanto Limone sul Garda, na margem oposta, preserva antigas estruturas usadas no cultivo de limões e leva a estética da fruta para as vitrines, as cerâmicas e as lembrancinhas.
Já Riva del Garda e Torbole, no extremo norte, têm mais cara de balneário, cercadas por montanhas e com pequenas praias, mas são particularmente procuradas para a prática de vela, kitesurf e windsurf, já que os ventos dessa parte do lago dão uma bela ajuda!
Também vale a pena percorrer a pé ou de bicicleta a Ciclopista del Garda, em Limone, um trecho de cerca de dois quilômetros suspenso junto ao paredão rochoso, sobre o lago. E para quem estiver de carro, não dá pra deixar de passar pela Strada della Forra, considerada uma das estradas mais bonitas do mundo.
Leia também:
12. Veneza

Canal Grande de Veneza | Foto: Fê Moro
Já visitei Veneza dezenas de vezes e, a cada uma delas, encontro algo interessante para fazer. Mas lembro muito bem da primeira vez que cheguei lá, em 2019. O impacto foi imediato e muito além do que eu esperava pelas fotos!
Se você está em dúvida entre incluir ou não Veneza no roteiro, não hesite! Mesmo que você não goste (acho difícil), este é um lugar único no mundo.
Uma vez lá, suas atrações mais conhecidas não podem faltar, entre elas a Basílica de San Marco, o Campanário, o Palazzo Ducale, a Ponte dos Suspiros e a Ponte de Rialto. Um passeio de gôndola, principalmente no fim da tarde, é outra experiência que, apesar de extremamente turística, tem seu toque romântico.
Mas também vale caminhar sem rumo pelos canais menos centrais, explorar bairros como Cannaregio e Dorsoduro, visitar as Gallerie dell’Accademia e a Coleção Peggy Guggenheim e fazer como todo bom veneziano: parar em um bacaro, um dos tradicionais bares da cidade, para comer um cicchetto e tomar um spritz!
Para quem tem alguns dias de sobra, vale estender o passeio às ilhas de Murano, famosa pelo vidro artesanal, e Burano, conhecida pelas casas coloridas e pela produção de rendas.
Outra vantagem são as boas conexões aéreas e ferroviárias. A cidade é atendida pelos aeroportos Marco Polo, na parte continental de Veneza, e de Treviso, na cidade vizinha. Na parte insular, a estação Venezia Santa Lucia recebe trens de alta velocidade com conexões diretas de Milão, Verona, Bolonha, Florença e Roma.
Leia também:
- Onde ficar em Veneza: melhores regiões e dicas de hotéis
- Roteiro de 1 dia em Veneza: o que fazer num bate-volta à cidade
- Roteiro completo em Veneza para 2, 3 ou 4 dias (com mapa)
13. Dolomitas

Santa Maddalena em Val di Funes, nas Dolomitas | Foto: Fê Moro
As Dolomitas, até poucos anos atrás mais conhecidas pelos esportes de inverno e entre os adeptos do montanhismo, ganharam as redes sociais e se tornaram um dos destinos mais desejados da Itália graças às paisagens alpinas, lagos azul-turquesa e picos dramáticos.
É verdade que visitar as Dolomitas, hoje em dia, exige mais planejamento. Com essa popularidade, atrações como o Lago di Braies, Tre Cime di Lavaredo, Lago di Sorapis e Seceda ficam bastante disputadas no verão. Muitas vezes, entram na conta reservas antecipadas, restrições de trânsito e custos de estacionamento ou teleféricos que podem pesar no bolso.
Mesmo assim, é um destino imperdível na Itália. E, se você não gosta de filas e preços que beiram o abusivo (quem gosta?), saiba que a região é enorme e a beleza não se limita aos lugares mais midiáticos. Basta sair das rotas famosas ou cruzar um passo de montanha para encontrar paisagens absurdas, muitas vezes sem quase ninguém por perto.
Fugir dos finais de semana e feriados de julho e agosto também ajuda, pois é nessa época que a Europa “tira férias” e muitos italianos vão às montanhas. Ainda assim, para aproveitar as atividades de verão, com restaurantes, hotéis e teleféricos em pleno funcionamento, vale a pena planejar a viagem entre junho e outubro.
O carro é a forma mais prática de explorar as diferentes áreas das Dolomitas, já que o transporte público por ali limita bastante o roteiro. Para chegar e alugar um carro, Veneza e Bolzano (acessível de trem a partir de Verona) são dois dos melhores pontos de partida.
Leia também:
- O que fazer nas Dolomitas: 12 lugares imperdíveis
- O que fazer em Cortina d’Ampezzo e nas Dolomitas no inverno: um guia prático na região
14. Bolonha e Emília-Romanha

Telhados vermelhos de Bologna | Foto: Getty Images
A Emília-Romanha é particularmente interessante para quem tem pelo menos um desses interesses em uma viagem à Itália: arquitetura medieval, gastronomia e automobilismo.
Bolonha, a capital, é famosa pelos pórticos, pelas paredes e telhados avermelhados e pela universidade mais antiga do mundo ocidental. Mas também é um deleite para quem gosta de comer bem, com trattorias e vitrines de massas frescas que abrem o apetite só de olhar.
Pela região, você ainda encontrará alguns dos produtos com denominação de origem mais emblemáticos da Itália, como o Parmigiano Reggiano, Grana Padano, presunto de Parma e vinagre balsâmico de Modena. Ou seja, motivos para sentar à mesa não faltam!
E quem gosta de automobilismo provavelmente já ouviu falar da Motor Valley. Ligada a marcas como Ferrari, Lamborghini e Ducati, ela reúne museus, fábricas e experiências que permitem até sentir a emoção de andar em um desses veículos.
Outro bônus é que a Emília-Romanha é uma das melhores portas de entrada para conhecer outra micronação encravada na Itália, San Marino.
Bolonha combina muito bem com os percursos entre Florença e o Norte da Itália, já que fica no caminho e conta com trens de alta velocidade. De lá, é possível chegar de ônibus ou trem regional a outras cidades da região. Mas quem quiser conhecer os caseifici, onde são produzidos os queijos, visitar San Marino ou explorar as atrações mais espalhadas da Motor Valley ganha tempo alugando um carro.
Leia também:
- Bolonha, na Itália: o que fazer, onde se hospedar e mais dicas
- Guia de Parma, na Itália: o que fazer, onde ficar e mais dicas
15. Puglia

Os famosos trulli de Alberobello | Foto: Getty Images
O salto da bota guarda algumas das praias mais bonitas da Itália, mas seria injusto reduzir a Puglia a um destino de verão. Entre cidades de casas brancas, olivais, construções singulares e uma gastronomia bem característica, a região tem motivos de sobra para entrar no roteiro.
A capital, Bari, é a principal porta de entrada e vale uma parada. Seu centro histórico reúne monumentos, ruelas estreitas e senhoras que ainda preparam orecchiette à mão nas portas de casa.
Seguindo pelo litoral, Polignano a Mare impressiona pelas casas sobre as falésias e pela pequena praia de Lama Monachile, espremida entre os paredões. Ali perto, Monopoli combina um centro histórico à beira-mar, um antigo porto de pesca e praias que rendem belos dias de descanso.
No interior, Alberobello tem um dos visuais mais singulares da Itália graças aos trulli, casas de pedra com telhados cônicos que parecem formar uma pequena vila de fadas. O passeio pelo Valle d’Itria ainda pode incluir Locorotondo e Martina Franca, enquanto Ostuni encanta com seu casario branco sobre uma colina.
É nessa parte da viagem que também vale considerar a hospedagem em uma masseria, uma das antigas propriedades rurais que hoje recebem hóspedes em meio à paisagem do campo.
Mais ao sul, Lecce merece espaço pela riqueza da arquitetura barroca. Nessa porção da Puglia, conhecida como Salento, também estão algumas das praias mais paradisíacas da região, como as de Porto Cesareo, Pescoluse e dos arredores de Otranto.
Para chegar, os aeroportos de Bari e Brindisi são os mais práticos, e algumas cidades têm conexões ferroviárias com outras partes da Itália. Embora seja possível conhecer parte da Puglia de trem, alugar um carro facilita a viagem para quem quer explorar o interior e descobrir praias pelo caminho.
16. Calábria

Tropea | Foto: Getty Images
Banhada pelos mares Tirreno e Jônico, a Calábria combina praias de águas transparentes, cidades históricas e um interior montanhoso, mas ainda é menos famosa entre o público internacional do que as suas vizinhas Puglia e Sicília.
Tropea é certamente o seu destino mais famoso, com um centro histórico que ocupa o alto de um paredão rochoso sobre praias de cair o queixo, de frente para um penhasco que abriga o Santuário de Santa Maria dell’Isola.
A cidade também é uma excelente base para conhecer a Costa degli Dei, onde fica Capo Vaticano, com suas enseadas entre rochas e um mar espetacular. Seguindo para o sul, Scilla é outro lugar que vale incluir no roteiro, onde o Castelo Ruffo separa a praia de Marina Grande do antigo bairro de pescadores de Chianalea, onde as casas ficam praticamente dentro da água.
Ali perto, Reggio Calabria tem um belo calçadão com vista para a Sicília, mas sua principal atração está dentro do Museu Arqueológico Nacional. É ali que ficam os Bronzes de Riace, duas estátuas gregas do século V a.C. encontradas no fundo do mar. O acervo também ajuda a entender a importância dessa parte da Itália na antiga Magna Grécia.
Para chegar, os aeroportos de Lamezia Terme e Reggio Calabria são boas portas de entrada. Há também conexões ferroviárias pelo litoral, mas, para combinar praias, vilarejos e passeios pelo interior, o melhor mesmo é alugar um carro. E, se a ideia for continuar até a Sicília, as balsas que atravessam o Estreito de Messina permitem incluir os dois destinos na mesma viagem.
17. Sicília

Favignana, nas Ilhas Egadi | Foto: Fê Moro
Quem visita a Sicília descobre um universo à parte na Itália. Pela sua posição estratégica no Mediterrâneo, a ilha foi ocupada por gregos, romanos, árabes e normandos, e essa mistura é perceptível na arquitetura, na gastronomia e nas tradições.
Palermo, a sua capital, reúne uma série de monumentos históricos e é o centro gastronômico da ilha. Dali, uma hora de trem te leva à lindíssima Cefalù, enquanto ônibus a conectam ao mar-piscina de San Vito Lo Capo e à cidade histórica de Trapani, ponto de partida para os barcos que levam às Ilhas Egadi, com as praias mais bonitas que eu vi na Sicília.
Ainda vale esticar o passeio às salinas de Marsala e aos paredões brancos da Scala dei Turchi, perto de Agrigento, onde fica o Vale dos Templos, um dos sítios arqueológicos mais importantes da Itália.
Do outro lado da ilha, Catânia é um bom ponto de partida para subir ao Etna ou visitar as vinícolas que cultivam uvas no solo vulcânico.
Seguindo pelo litoral ao norte de Catânia, você chegará a Taormina, com seu centro histórico no alto das encostas e hotéis de luxo superexclusivos.
Ao sul, Siracusa, com seu lindíssimo centro histórico de raízes gregas na ilha de Ortigia, e as praias da Reserva de Vendicari complementam o passeio. Vale ainda visitar as cidades barrocas de Modica, Ragusa e Noto.
No quesito transporte, a Sicília ainda deixa a desejar. Dá pra chegar a Palermo e Catânia facilmente de avião e fazer alguns deslocamentos de trem ou ônibus, mas, dependendo do roteiro, alugar um carro é mandatório.
Leia também:
- Onde se hospedar em Palermo
- O que fazer em Palermo
- O que fazer em Cefalù: roteiro de 1 dia
- Como subir o vulcão Etna
18. Assis e Perúgia

Colinas de Assis | Foto: Getty Images
Para quem quer incluir um roteiro religioso na viagem pela Itália, Assis é uma extensão natural de Roma e do Vaticano. A cidade natal de São Francisco e Santa Clara fica na Úmbria e reúne alguns dos lugares mais importantes da história dos dois santos, além de um centro medieval que, por si só, já vale a visita.
A Basílica de São Francisco é a principal parada. Ela guarda o túmulo do santo e um conjunto de afrescos que está entre os mais importantes da arte medieval italiana. Mesmo para quem não é católico, a riqueza artística e a monumentalidade do complexo impressionam.
Do outro lado do centro histórico, a Basílica de Santa Clara abriga o túmulo da santa e o Crucifixo de São Damião, diante do qual, segundo a tradição, Francisco ouviu o chamado para reconstruir a Igreja. Entre uma basílica e outra, o passeio passa por ruelas de pedra, pequenas praças e mirantes com vistas para o vale.
Quem puder esticar a estadia pode incluir Perúgia, a cidade dos famosos chocolates Perugina. Para os apaixonados por chocolate, vale visitar a Casa del Cioccolato, que fica junto à fábrica e reúne um museu dedicado à marca e experiências de degustação.
A facilidade de chegar é outro ponto a favor. Há trens regionais diretos de Roma e Florença até a estação de Assis, na parte baixa da cidade, com viagens de cerca de duas a três horas. Dali, ônibus levam à cidade alta, onde ficam o centro histórico e as duas basílicas.
Leia também:
- Guia completo de Assis, na Itália: o que fazer, onde ficar e dicas
- O que fazer em Perugia: melhores atrações e dicas
19. Sardenha

O incomparável mar da Sardenha | Foto: Getty Images
Segunda maior ilha do Mediterrâneo, a Sardenha reúne praias de areia clara, enseadas entre rochas e um mar que parece uma piscina. Não à toa, é um dos destinos de verão mais desejados pelos próprios italianos.
A famosa Costa Smeralda, no nordeste da ilha, combina praias como Capriccioli e hotéis luxuosos nos arredores de Porto Cervo. Mas não se engane pensando que toda a Sardenha se resume a iates e resorts exclusivos. A ilha é enorme e tem muito mais para conhecer!
Mais ao norte, Palau é um dos principais pontos de partida para explorar o Arquipélago de La Maddalena, onde os passeios de barco passam por pequenas ilhas e praias de águas transparentes.
Já na costa leste, o Golfo di Orosei guarda algumas das paisagens mais impressionantes da Sardenha. Praias como Cala Luna e Cala Mariolu aparecem entre enormes paredões rochosos, e muitas enseadas só podem ser alcançadas de barco ou por trilhas.
Do outro lado, no noroeste, Alghero combina praias com um centro histórico cercado por muralhas e uma forte herança catalã. Dali, vale esticar o passeio até Stintino, onde fica a famosa praia de La Pelosa, com sua água rasa e uma torre de pedra sobre uma pequena ilha.
Ao sul, a capital Cagliari merece uma parada pelo bairro histórico de Castello e seus mirantes. Nos arredores, Villasimius e Chia complementam o roteiro com mais praias de cair o queixo.
Para chegar, os aeroportos de Olbia, Alghero e Cagliari atendem diferentes partes da ilha, enquanto as balsas permitem viajar da Itália continental levando o carro. E ele faz bastante diferença por aqui! Para explorar as praias com liberdade, o melhor mesmo é alugar um carro e escolher as bases conforme a região que você pretende conhecer.
CONHEÇA A ITÁLIA!
Uma única viagem à Itália é pouco para conhecer tudo o que o país guarda. E, depois de tantos lugares incríveis, a parte mais difícil talvez seja justamente escolher o que deixar para a próxima!
Para começar, vale pensar na época da viagem e nas experiências que você mais quer viver. Praias, montanhas nevadas, vinhedos e cidades de arte combinam com momentos e roteiros diferentes.
Depois, considere quantos dias terá e resista à tentação de atravessar o país inteiro de uma vez. Às vezes, conhecer menos destinos significa aproveitar muito mais, com tempo para descobrir uma vila pelo caminho, prolongar um almoço ou simplesmente sentar em uma praça e ver a vida passar.
Seja qual for a sua escolha, a Itália tem tudo para deixar saudade. E não se surpreenda se, antes mesmo de voltar para casa, você já estiver pensando na próxima viagem!




