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“O que fazer em Palermo, na Sicília, e mais dicas”

Capital da Sicília e um dos lugares mais visitados da ilha italiana, Palermo é sinônimo de história, multiculturalidade e muita comida boa. Apesar dos quase 700 mil habitantes e grande movimentação portuária, o melhor da cidade pode ser explorado em poucos dias, fazendo dela uma parada imperdível para quem chega à ilha pelo seu aeroporto. Mas, afinal, o que fazer em Palermo na Sicília?

Neste post você vai conhecer as melhores atrações para visitar em Palermo e todas as dicas essenciais para melhor explorá-la. Saiba quando ir, quanto tempo ficar, como chegar e se locomover, onde se hospedar e muito mais!


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CLIMA EM PALERMO: QUANDO IR

Vista das torres da Catedral de Palermo

Palermo é uma cidade que pode ser conhecida e aproveitada o ano todo. Mas é claro que a época  acaba influenciando na realização de algumas atividades, especialmente se a viagem for combinada com outros destinos de praia. Entenda melhor sobre o clima:

De novembro a fevereiro:

O clima é mais fresco na Sicília. Digo “mais fresco” porque o inverno da Sicília é incomparável com o resto da Itália, já que dificilmente as temperaturas baixarão de 10ºC (e não é raro fazer 20ºC).

Contudo, essa também é a época de maior incidência de chuvas na região. E, pra quem deseja esticar a viagem para as belíssimas praias sicilianas, a época pode não ser uma boa opção.

De março a maio e de setembro a outubro:

O clima é agradável e a cidade não está tão cheia de turistas. Chove pouco e as temperaturas são confortáveis, inclusive para dar um mergulho no mar. Particularmente, acredito que essa seja a melhor época.

Entretanto, a chuva pode começar a ser mais frequente em outubro.

De junho a agosto:

É o período de férias dos europeus, então se prepare para pagar mais na hospedagem e encontrar atrações lotadas. O calor extremo também é algo que pode incomodar. Julho e agosto são os meses mais quentes do ano e a temperatura alcança facilmente a casa dos 35ºC.

Entre 10 e 15 de julho  é celebrado o dia de Santa Rosalía, a padroeira da cidade. Os sicilianos são muito religiosos, então pode esperar muita gente e muitas celebrações nesse período. Aliás, na noite do dia 14 acontece uma grande procissão na cidade.

E atenção! Agosto traz com ele o feriado mais importante dos italianos: o Ferragosto. Esse feriado acontece no dia 15, mas muitos italianos viajam durante todo o mês de agosto. É algo que pode ser comparado com o carnaval no Brasil.

COMO SE LOCOMOVER EM PALERMO, NA SICÍLIA

Como os pontos turísticos de Palermo estão majoritariamente concentrados no centro histórico, dá pra fazer muita coisa a pé.

Aliás, algumas vias do centro histórico de Palermo possuem o tráfego de veículos restrito a moradores. Por isso, mesmo pra quem chega à cidade de carro, não dá pra evitar a caminhada.

Os pontos mais distantes do centro acabam sendo a Catacombe dei Capuccini, a Praia di Mondello e o Duomo di Monreale (que não fica exatamente em Palermo). A primeira até pode ser acessada a pé, mas requer uma caminhada mais longa. Já os dois últimos, somente de ônibus ou carro. Mais adiante, explico como chegar em cada uma das atrações.

E, se você pretende chegar na ilha de avião, não deixe de ler esse outro post para saber como ir do Aeroporto de Palermo até o seu hotel.

QUANTO TEMPO FICAR EM PALERMO, NA SICÍLIA

O que fazer em Palermo na Sicíla

No centro de Palermo, uma via “pedonale” de frente para a Igreja de Sant’Ignazio all’Olivella

Com mais de 700 mil habitantes, Palermo é a maior cidade da Sicília. Ainda assim, o seu centro histórico – onde ficam as principais atrações turísticas da cidade – é bem enxuto. Basicamente, dá pra fazer quase tudo a pé em um dia.

Do ponto de vista turístico, as áreas menos centrais não são muito atrativas. Essas áreas, na grande parte, são compostas por bairros residenciais, comerciais ou ligados à atividade portuária.

As exceções são a praia de Mondello, o Duomo di Monreale e as Catacombe dei Capuccini.

Pensando nisso, 2 dias são suficientes para fazer as principais atividades. Já pra quem quer uma experiência mais imersiva ou prefere seguir um ritmo de viagem mais relax, recomendo ficar 3 dias ou mais.

ONDE SE HOSPEDAR EM PALERMO, NA SICÍLIA

Como a maioria dos atrativos turísticos de Palermo é concentrada no centro histórico, essa é a melhor região para se hospedar. Aliás, essa também é a área mais policiada e provavelmente mais segura da cidade.

Nesse outro post, você pode checar quais são as melhores zonas dentro do centro histórico e conferir as nossas sugestões de hospedagem.

O QUE FAZER EM PALERMO: PRINCIPAIS ATRAÇÕES

Teatro Massimo Vittorio Emanuele

O que fazer em Palermo: Teatro Massimo

Teatro Massimo à noite

A primeira sugestão dentre o que fazer em Palermo é conhecer o principal cartão postal da cidade.

O Teatro Massimo Vittorio Emanuele – mais conhecido como Teatro Massimo -, foi inaugurado em 1897 e é a maior Ópera da Itália e terceira maior da Europa. No último quesito, só perde para a Ópera Garnier (Paris), e para a Ópera de Viena.

Uma curiosidade para os cinéfilos de plantão: uma das mais importantes cenas do terceiro filme da trilogia de “O Poderoso Chefão” foi gravada ali.

Os ingressos para os espetáculos, assim como para visitas guiadas que podem ser feitas diariamente das 9h às 17:30h (o ingresso adulto custa 8 euros), podem ser consultados e comprados no site oficial do Teatro Massimo.

Museu Arqueológico Regional Antonino Salinas

Jardim interno do prédio histórico que abriga o museu

O Museu Arqueológico Regional de Palermo está a poucos passos do Teatro Massimo e é um dos mais importantes museus da Sicília.

O prédio histórico de 3 andares possui coleções das eras etrusca, romana, egípcia e grega, com importantes obras do Templo de Selinunte.

O museu é aberto de terça a sábado das 9h às 18h e aos domingos das 9h às 13:00h. O ingresso inteiro custa 6 euros e pode ser comprado no site da coopculture.

Quattro Canti

O que fazer em Palermo na Sicília

Turistas admirando os Quattro Canti. À esquerda, um artista de rua anima o ponto turístico

O monumento Quattro Canti nada mais é do que o cruzamento das principais ruas de Palermo: Via Vittorio Emanuele e Via Maqueda. O que o difere de qualquer outro cruzamento são as fachadas das quatro esquinas perfeitamente simétricas e trabalhadas no estilo barroco, formando uma praça octogonal.

Na base de cada esquina há um chafariz representando as estações do ano. No primeiro nível, há estátuas de quatro reis da Sicilia: Carlo V, Fillipo II, Fillipo III e Fillipo IV. Já no último nível, há a representação das quatro santas padroeiras de Palermo: Santa Cristina di Bolsena, Santa Ninfa, Santa Oliva di Palermo e Sant’Agata.

Fontana Pretoria

Fontana Pretoria ainda vazia, no início da manhã

A Fontana Pretoria é mais conhecida em Palermo como a “Fonte da Vergonha”. Os órgãos oficiais dizem que o apelido tem a ver com as estátuas nuas colocadas justamente na frente de um convento. Porém, muitos palermitanos alegam que a vergonha vem dos escândalos de corrupção envolvendo a sua construção, já que a obra teria sido extremamente cara e feita durante uma peste. 

Bom, fato é que a Fontana Pretoria é uma obra-prima. Criação do artista florentino Francesco Camilliani (1555), ela possui diversas figuras esculpidas, como animais, ninfas, monstros e deuses. À noite ela é especialmente bonita, quando spots de luz artificial iluminam as esculturas brancas.

Chiesa di Santa Maria dell’Ammiraglio (La Martorana)

O que fazer em Palermo na Sicilia: La Martorana

La Martorana durante a missa de domingo

A Igreja de Santa Maria do Almirante (ou Martorana, como é mais conhecida) foi construída em 1143 e é uma igreja originalmente bizantina. Apesar de ter sofrido diversas modificações ao longo dos séculos, a obra mantém os seus originais mosaicos dourados em destaque.

A igreja também é Patrimônio Mundial da UNESCO, fazendo parte do itinerário árabe-normando de Palermo, junto das Catedrais de Cefalù e Monreale.

O local pode ser visitado diariamente, exceto durante as celebrações (evite domingos, caso não queira assistir a missa). Para visitar toda a parte interna, é necessário comprar um ingresso no valor de 2 euros, vendido na entrada. Para quem preferir não pagar, é possível acessar uma pequena área na entrada – suficiente para admirar a beleza da pequena igreja.

Além dessa, outras igrejas que valem a visita são: Chiesa di San Cataldo (por conta do estilo árabe, não lembra uma igreja cristiana), Chiesa di Santa Caterina, Chiesa del Gésu, Chiesa di San Domenico, Chiesa di Santa Matteo di Palermo e Chiesa del Carmine Maggiore.

Catedral de Palermo

O que fazer em Palermo na Sicília: Catederal de Palermo

Vista frontal da catedral. As torres, que aparecem na foto, também podem ser visitadas

Certamente uma das igrejas mais bonitas da Itália, especialmente pela sua arquitetura externa – já que por dentro não é tão impactante. Construída inicialmente em 1.185, a Catedral de Palermo sofreu várias alterações pelos diversos povos que dominaram a Sicília, por isso não tem um estilo arquitetônico único e dominante. Ainda assim, é possível identificar referências normandas, árabes, góticas, barrocas e neoclássicas.

A visita à catedral é gratuita e pode ser feita das 07:00h às 19:00h, exceto durante celebrações. E atenção para a vestimenta: roupas custas e ombros a mostra não são admitidos.

Também é possível subir nas torres da Catedral, mas nesse caso é cobrado um ingresso de 5 euros. Apesar de ser um passeio bem rápido, acredito que vale a pena. Além de se ter uma perspectiva diferente da igreja, também garante a vista panorâmica de Palermo.

Mercato di Ballarò

Cannole e granita de romã

Que a gastronomia faz parte da cultura local a gente já sabe. Na Itália então, nem se fala! E se existe uma coisa que é a cara da Sicília, são os mercadões a céu aberto. E Palermo é cheia deles!

O mais tradicional é o Mercato di Ballarò, no coração do centro histórico. Ele abre todos os dias, mas recomendo passar por lá de segunda a sábado e sempre pela manhã, que é quando todas as barracas estão abastecidas e em pleno funcionamento.

Não deixe de provar o suco de romã (spremuta di melograno) feito na hora. Se estiver perto da hora do almoço, existem várias barracas e pequenos restaurantes por ali – a especialidade são os peixes e frutos do mar, mas também dá pra encontrar boas massas e quitutes típicos, como arancine.

Para mais dicas gastronômicas na cidade, confira as minhas sugestões de o que e onde comer em Palermo.

Palazzo dei Normanni e Cappella Palatina

Mosaicos no altar da Cappella Palatina

O Palazzo dei Normanni, também chamado de Palazzo Reale di Palermo, é atualmente a sede da Assembleia Regional da Sicília. Construído no século IX pelo árabes, ele foi ocupado e ampliado pelos normandos e, mais tarde, pelos espanhóis. Basicamente, é uma representação perfeita da multiculturalidade siciliana. 

Além de ser a residência real mais antiga da Europa, o Palazzo dei Normanni também abriga a Capela Palatina, considerada por muitos a igreja bizantina mais bonita da Sicília. A Capela é dedicada a São Pedro e possui diversos mosaicos bizantinos, dentre os quais o que ilustra a sua imagem mais famosa: a do Cristo Pantocrator.

Para consultar os horários de funcionamento e comprar o seu ingresso (que custa 13,50 euros), acesse o site oficial.

Catedral de Monreale e Claustro dos Beneditinos

Claustro dos Beneditinos com seus arcos ornamentados

Patrimônio Mundial da UNESCO, a Catedral de Monreale é provavelmente a maior herança arquitetônica dos normandos na Sicília. Construída em 1174, reza a lenda que a obra foi encomendada pelo rei Guilherme II da Sicília após a aparição da virgem Maria em seus sonhos.

A arquitetura, que une os estilos barroco, árabe e bizantino, surpreende pela beleza. Na parte interna da catedral, a decoração em mosaico dourado leva o título de maior da Itália (comparada por muitos com a Basílica de Santa Sofia, de Istambul). O destaque é a imagem do Cristo Pantocrator, tradicional da arte bizantina.

Ao lado da catedral, uma visita ao claustro do Convento Beneditino também não pode ficar de fora.

A visita à catedral tem custo de 4 euros e o horário de funcionamento pode ser consultado no seu site oficial. O claustro é aberto diariamente das 09:00h às 18:30h (09:00h às 13:00h aos domingos) e a visita custa 6 euros. Como Monreale fica a 7km de Palermo, é preciso ir de carro ou ônibus (a linha mais prática é a 389, saindo da Piazza Indipendenza).

Praia de Mondello

O que fazer em Palermo na Sicília: praia de Mondello

Praia de Mondello quase vazia no finalzinho da tarde

A praia de Mondello é a praia frequentada pelos palermitanos e é ótima: o mar é calminho e azul, não muito gelado, e a areia é clara. A parte negativa é que quase toda a extensão da praia é tomada por lidos privados (precisa pagar pra usar uma cadeira ou sombreiro).

Se você pretende visitar Cefalù, San Vito Lo Capo ou as Ilhas Egadi, sinceramente não acho que Mondello seja um ponto indispensável na viagem. Mas se tiver pouco tempo e quiser curtir um dia de praia, é uma excelente pedida.

Um outro ponto negativo é que, pra quem estiver hospedado no centro de Palermo, não é viável chegar lá caminhando. É preciso pegar um ônibus (várias linhas fazem o trajeto, que dura em média 1 h) ou ir de carro.

Bate e volta em Cefalù

Centro histórico de Cefalù no pô do sol

Uma joia na Sicília! Cefalù é um borgo medieval reconhecido como Patrimônio da Humanidade pela Unesco. O seu mar azul piscina e vielas vibrantes não podem ficar de fora de uma viagem para a Sicília! E, pra quem não tem muito tempo, é super viável fazer um bate e volta a partir de Palermo, já que a viagem de trem ou carro não dura mais do que 1 hora.

Confira o meu roteiro de 1 dia em Cefalú, na Sicília.

Catacombe dei Capuccini

A última sugestão de o que fazer em Palermo, na Sicília, não é assim tão agradável. Particularmente, não gostei muito da visita. Mas é algo muito pessoal!

A história das catacumbas é a seguinte: antigamente, os frades capuccinos eram enterrados numa fossa atrás do altar da Igreja de Santa Maria della Pace, até que começou a faltar espaço. Numa realocação dos corpos do antigo cemitério, descobriu-se que eles estavam bem preservados. Daí, surgiu um novo método de mumificação e a prática de enfileirar os corpos em galerias subterrâneas.

Depois de um tempo, as famílias nobres de Palermo começaram a procurar pelos capuccinos para ter seus corpos mumificados após a morte. Nos testamentos, os nobres escolhiam desde a roupa até como queriam ser embalsamados. 

As catacumbas deixaram de receber novos corpos em 1880, mas foi aberta uma exceção para a pequena Rosalia Lombardo, de apenas 2 anos, em 1920. A menina, que morreu de pneumonia, é  considerada “a múmia mais bonita do mundo”. A criança foi recentemente transferida para uma urna de vidro para melhor conservação.

Atualmente existem 1252 múmias expostas. Algumas ficam penduradas nas paredes e outras empilhadas em valas ou caixas. Existem corpos extremamente bem conservados e outros quase totalmente decompostos. As múmias que mais chocam são as de crianças: parecem bonecas.

Quanto ao local, não senti cheiro algum e também não achei o espaço claustrofóbico, mas caso você tenha algum problema com pó, saiba que tem muito. 

Para quem quiser conhecer, as catacumbas ficam na igreja de Santa Maria della Pace e podem ser visitadas diariamente, das 9:00h às 13:00h e das 15:00 às 18:00h. A entrada custa 3 euros. O local fica a 20 min de caminhada da Piazza Independenzamas também dá pra chegar de ônibus (linha 327).

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