TOPO

“O que fazer no Val d’Orcia: Pienza, Montalcino, Montepulciano e mais!”


A paisagem é a protagonista absoluta do Val d’Orcia, uma área da Toscana caracterizada por doces colinas verdes, antigos vilarejos, corredores de ciprestes, casas rurais e campos dourados de trigo.

Com localidades como Pienza, Montalcino e Montepulciano nas proximidades, há muito o que fazer no Val d’Orcia, que desde 2004 faz parte da lista de Patrimônios da Humanidade da Unesco.

Em um encontro único de natureza, arte e tradição, esta região da Toscana é capaz de impressionar todos os tipos de turistas de maneira profunda através da sua atmosfera quase surreal.

Neste artigo, reunimos informações imprescindíveis para você desbravar da melhor forma essa incrível região da Itália. Aqui, você vai conferir o que fazer, onde ficar, como se locomover e muito mais. Confira todas as dicas a seguir!

ONDE FICA O VAL D’ORCIA

Este esplêndido vale, que leva o nome do rio que o atravessa, Orcia, está localizado no sul da Toscana, entre as províncias de Siena e Grosseto, e faz fronteira com a região da Úmbria.

As principais cidades que compõem o vale são Montalcino, Castiglione d’Orcia, Pienza, San Quirico d’Orcia e Bagno Vignoni. Na beira do vale se encontra Montepulciano que, apesar de não estar oficialmente dentro do Val d’Orcia, normalmente é incluída no roteiro de quem visita a área.

A região fica a cerca de 200 km de Roma e 130 km de Florença.

COMO CHEGAR E SE LOCOMOVER NO VAL D’ORCIA

Carro chegando a Pienza, na Itália

Foto: Getty Images

O Val d’Orcia é um destino ideal para viagens on the road. Não existem conexões ferroviárias com as principais cidades da região, sendo as estações mais próximas em Buonconvento e Chiusi, com trens que chegam de Siena.

Existem linhas de ônibus que conectam as cidades e vilarejos do Val d’Orcia com as principais cidades toscanas. Porém, além do serviço ser bastante limitado, para se locomover durante a viagem pela região o ônibus não é a melhor opção, já que muitas atrações e hospedagens ficam em áreas rurais.

Por isso, para esse tipo de viagem, a melhor forma de chegar e se locomover pelo Val d’Orcia é mesmo de carro. Se você estiver vindo de cidades maiores, como Siena ou Florença, que normalmente entram no roteiro de quem visita a região, uma boa ideia é alugar o carro por lá e seguir viagem pelo vale (lembrando que brasileiros precisam da PID). Para comparar tarifas e alugar um carro na Itália, a nossa recomendação é a DiscoverCars.

Dica: saindo de Siena, é comum que o GPS te jogue para a SS2 ou a SS715, que são as rodovias mais diretas e, portanto, mais rápidas. Mas a minha dica é rodar um pouco mais e seguir pela SP438, pegando o desvio que passa por Asciano. Esse caminho atravessa as Crete Senesi e revela algumas das paisagens mais bonitas da região.

Para quem não quer pegar no volante, uma boa alternativa é apostar nos tours guiados, que são bastante comuns na região. Neste caso, os melhores pontos de partida são Florença e Siena. Na nossa parceira GetYourGuide você pode conferir algumas opções.

QUANTO TEMPO FICAR NO VAL D’ORCIA?

Para ter um primeiro gostinho do Val d’Orcia, recomendo ficar pelo menos 2 dias na região. Com esse tempo, já dá para percorrer algumas das estradas panorâmicas mais bonitas, visitar vilarejos clássicos como Pienza e Montalcino, além de fazer paradas para fotos nos cenários mais icônicos.

Mas se a ideia for explorar o vale com mais calma, a minha dica é reservar 3 ou 4 dias. Assim, você consegue incluir outros lugares no roteiro, parar para as degustações de vinho, encaixar almoços demorados e simplesmente aproveitar o ritmo mais lento que combina tanto com essa parte da Toscana.

Caso você decida se hospedar em um “agriturismo” legal nessa região, aliás, reservar mais tempo é praticamente mandatório: acredite, você não vai querer sair da hospedagem!

ONDE FICAR NO VAL D’ORCIA

Com um entorno digno de cartão-postal, no Val d’Orcia recomendamos se hospedar em um dos “agriturismos” espalhados pelo território.

Na Itália, os agriturismos são propriedades rurais com atividades agrícolas, que também oferecem acomodações para turistas. A ideia, no geral, é de um serviço mais familiar, com menos cara de hotel, em meio à arquitetura e à paisagem tão características dessa região.

Em alguns deles, ainda é possível contar com restaurantes com uma boa cozinha ‘casalinga’ (caseira), com produtos locais, e até mesmo experiências exclusivas, como degustações de azeites e vinhos produzidos na própria propriedade.

Se você tem pouco tempo para explorar o vale, a região de San Quirico d’Orcia pode ser uma boa opção por conta da sua localização estratégica, já que fica exatamente entre Montalcino e Pienza. Mas a verdade é que, ficando nas imediações de qualquer uma dessas cidades, você estará bem localizado e com paisagens de cair o queixo à porta.

Agora, caso você prefira ter diversos restaurantes à porta e o típico “centrinho” para explorar à noite, se hospedar nos próprios vilarejos pode ser uma boa ideia. Se for essa a ideia, saiba que Pienza, apesar de bem pequena, é provavelmente a cidade mais bonita e cenográfica. Mas Montalcino e Montepulciano não ficam muito atrás, sendo as principais escolhas de quem tem o enoturismo como foco (permitindo muitas degustações sem se preocupar com o carro).

Abaixo, confira as nossas sugestões de hospedagens para ficar no Val d’Orcia:

Econômico

  • Affittacamere dal Corso: no centro de Pienza, pertinho da praça principal, é uma opção básica, mas bem localizada e confortável. Não tem estacionamento privativo, mas há um estacionamento público nas proximidades;
  • I Due Cipressi: localizado na pequena cidade de Torrenieri, entre San Quirico d’Orcia e Montalcino, esta estrutura oferece apartamentos (sendo o maior para até 6 pessoas), com cozinha completa e ar-condicionado, assim como área de estar e área externa com churrasqueira;
  • Affittacamere La Torre di Montalcino: no centro de Montalcino, perto da torre, tem uma linda vista, jardim e estacionamento público gratuito nas proximidades. Os quartos possuem banheiro privativo, ar-condicionado e outras comodidades. Além disso, o café da manhã está incluído;
  • Anna Camere: com decoração rústica, os quartos contam com TV, banheiro privativo e amenidades de cortesia. A hospedagem fica em um edifício do século XVI no centro de Montalcino. Oferece café da manhã e estacionamento no local.

Bom custo-benefício

  • Agriturismo Il Cocco: localizada a 5 km de Montalcino, essa propriedade agrícola está rodeada pelas belas paisagens toscanas. Tem estacionamento gratuito, um belo jardim, lounge e terraço, além de ter café da manhã já incluído. Os quartos são espaçosos, confortáveis, e ainda possuem uma linda vista;
  • Agriturismo Poggio il Castellare: também fica na zona rural de Montalcino, a 20 min da cidade. Tem vistas deslumbrantes do vale, atmosfera romântica e, de quebra, também produz um ótimo Brunello e Rosso de Montalcino (inclusive com degustações no local). Tem acomodações confortáveis e espaçosas, e o café da manhã está incluso nas diárias;
  • Il Giglio B&B: no centro histórico de Pienza, tem café da manhã incluído nas tarifas além de serviços de bem-estar, como sauna e banho turco. Ocupa um edifício renascentista, com decoração em estilo toscano clássico;
  • Agriturismo Il Macchione: um palacete de pedras do século XVIII foi reformado e hoje é um agriturismo com apartamentos decorados em estilo rústico com cozinha, ar-condicionado, TV e WiFi. Tem piscina e buffet de café da manhã. Fica a cerca de 1,5 km de Pienza.

Conforto

  • Agriturismo Il Casalino: a menos de 2 km do centro de Pienza, o hotel está em uma quinta do século XIX, com produção de vinho e azeite. Oferece quartos espaçosos com uma varanda compartilhada e uma cozinha equipada. A estrutura oferece café da manhã e serviço de aluguel de bicicletas, assim como uma piscina ao ar livre;
  • Podere Brizio: a cerca de 10 minutos de carro de Montalcino, a propriedade está situada em uma fazenda que produz vinho Brunello e azeite de oliva. Tem um restaurante local, de culinária típica, além de comodidades como piscina e spa. Ainda conta com estacionamento gratuito e café da manhã incluído nas diárias;
  • Palazzo del Capitano Wellness & Relais: rodeado por plantações de oliveiras, o hotel foi construído em um palácio do século XV, nas proximidades das muralhas de San Quirico D’Orcia. Possui quartos decorados em estilo rústico com ar-condicionado, TV e frigobar. Oferece ainda piscina ao ar livre e um centro de bem-estar. O café da manhã é servido no restaurante ao lado, indicado pelo guia Michelin;
  • Agri Palazzo Massaini La Pieve: a 10 minutos do centro de Pienza, o hotel produz vinho e azeite e oferece quartos espaçosos com uma varanda compartilhada e uma cozinha equipada. A estrutura oferece café da manhã e serviço de aluguel de bicicletas, assim como uma piscina ao ar livre.

O QUE FAZER NO VAL D’ORCIA, NA TOSCANA: PRINCIPAIS ATRAÇÕES

Percorrer suas estradas panorâmicas e ver com os próprios olhos a paisagem maravilhosa dessa região especial já vale a viagem.

Mas, além disso, a área que durante séculos foi rota de peregrinação guarda ainda inúmeras atrações e segredos do passado em seus vilarejos medievais, abadias, termas e ruínas.

Veja as principais atrações para incluir no seu roteiro pelo Val d’Orcia:

Pienza

Ruela na cidade de Pienza, no Val d'Orcia

Foto: Federico Di Dio via Unsplash

Esta pequena vila, situada estrategicamente no topo de uma colina, foi reconstruída em estilo renascentista italiano por um seu ilustre cidadão, o papa Pio II. Hoje Patrimônio Mundial da Unesco, de Pienza é possível se perder por suas vielas e admirar uma bela vista panorâmica da região.

Para ter uma ideia das mudanças urbanísticas que o papa realizou em Pienza, não deixe de visitar a Piazza Pio II, onde estão os principais monumentos da cidade, construídos entre 1459 e 1462.

No centro da praça, o Duomo tem fachada renascentista com interior gótico. Do lado esquerdo está situado o Museo Diocesano e à direita o palácio que foi residência do papa, o Palazzo Piccolomini, que hoje é um museu.

Depois de circular pela praça, a dica é seguir em direção aos antigos terraços panorâmicos que contornam a vila. É dali que se descortina a paisagem mais clássica da Toscana, com uma imensidão de colinas onduladas, estradas emolduradas por ciprestes e campos que mudam de cor de acordo com a estação do ano.

Nos arredores da cidade, inclusive, fica uma das locações mais famosas do cinema. Os campos onde o personagem Maximus caminha no filme Gladiador ficam bem ali, nos chamados Campi Elisi.

Uma vez em Pienza, não deixe de provar o pecorino, um queijo de ovelha renomado e delicioso. Por fim, se puder, evite visitá-la aos finais de semana, quando a pequena vila fica tomada por turistas.


Leia também:


San Quirico d’Orcia e Cappella della Madonna di Vitaleta

Pôr do sol na Cappella della Madonna di Vitaleta, em San Quirico D'Orcia

Foto: Getty Images

Antes de chegar a San Quirico pela estrada que vem de Pienza, você encontrará um dos locais mais fotografados da Toscana: a pequena Cappella della Madonna di Vitaleta, emoldurada entre duas fileiras de ciprestes.

Estacionar ali, contudo, é um pouco chato. Trata-se de uma propriedade privada, onde é permitido chegar apenas a pé, partindo da estrada de chão ali próxima (são apenas 10 min de caminhada). O ponto é que não há um estacionamento propriamente dito. Os veículos param em um pequeno alargamento da via.

Caminhada feita, foto tirada e vista contemplada, então vamos para San Quirico d’Orcia. Rodeada por muros, a cidade era um importante ponto de parada dos peregrinos que percorriam a rota chamada Via Francigena (falaremos melhor dela adiante). Seu centro medieval é pequeno e perfeito para explorar a pé.

Entre os principais pontos de interesse estão a Collegiata di San Quirico, com belos portais românicos, o Palazzo Chigi, a Chiesa di Santa Maria Assunta e o Horti Leonini, um jardim renascentista do século XVI.

Montalcino

Vilarejo medieval de Montalcino, no Val d'Orcia, em cima de uma colina, rodeado pela natureza e com construções medievais preservadas de tons terrosos e janelas verdes

Foto: Getty Images

Conhecida pela produção de um dos melhores e mais famosos vinhos do mundo, Montalcino permanece quase que intacta desde o século XVI. Além disso, conserva também uma fortaleza do século XIV que domina a entrada da cidade. O panorama da Fortezza é espetacular, e das suas muralhas é possível ver não só o Monte Amiata até Siena como também todo o Val d’Orcia.

A Piazza del Popolo é o coração de Montalcino, onde estão construções importantes. Por exemplo, o Palazzo dei Priori, com sua estreita e longa torre e sede da prefeitura, bem como a Loggia em estilo gótico.

Valem a visita ainda as igrejas Sant’Agostino e Sant’Egidio e, para quem gosta de arte medieval, o Museo Civico e Diocesano. Além disso, as vielas de Montalcino são deliciosas para fazer o que há de melhor: perder-se por entre os negócios locais de arte, artesanato e, claro, de vinho.

Aproveite para visitar as adegas da região e, quem sabe, fazer um tour especializado com degustação do famoso Brunello di Montalcino.

Vinícola em Montalcino

Plantações de uva em uma colina com o pôr do sol ao fundo

Foto: Michal Collection

Montalcino já era conhecida por seus bons vinhos tintos no longínquo século XV, mas ficou muito famosa por conta do célebre Brunello di Montalcino, um dos vinhos italianos mais apreciados do mundo.

A história do Brunello di Montalcino começa em 1888. Ela está ligada à família Biondi-Santi, da Tenuta Greppo, que consolidou a produção de um vinho feito exclusivamente com uvas Sangiovese, variedade conhecida localmente como “Brunello”.

Além do Brunello, o Rosso di Montalcino é outro personagem famoso no mundo da enogastronomia italiana. Trata-se de um vinho mais jovem e frutado, que passa somente por 1 ano de envelhecimento, enquanto o Brunello fica pelo menos 5 anos envelhecendo.

Para quem gosta de saber mais sobre o mundo da enologia, é possível visitar as vinícolas de Montalcino e arredores, que produzem também um excelente mel. Recomendo a Villa i Cipressi e a histórica Biondi-Santi Tenuta Greppo.

Além das próprias vinícolas, há vários tours com degustação das variedades que você pode conferir na cidade. Aqui você confere alguns:

 

 

Abadia de Sant’Antimo

Abadia de Sant'Antimo em um dia ensolarado

Foto: Getty Images

Localizada a 10 km de Montalcino, esta abadia histórica em estilo românico é um oásis de paz em um vale isolado.

Rodeada por oliveiras e campos cultivados, a lenda diz que Sant’Antimo foi fundada no século IX por Carlos Magno do Sacro Império Romano.

O interior da abadia possui uma atmosfera especial, principalmente nos horários em que a luz do sol entra através das janelas trazendo ao local um clima surrealista. A abadia ainda conta com um belo jardim e uma farmácia monástica com produtos fitoterápicos.

Via Francigena

Imensao campo de girassol com placa sinalizando o percurso da Via Francigena

Foto: Getty Images

A antiga estrada dos peregrinos que se dirigiam a Roma desde a Inglaterra ficou famosa após o bispo de Canterbury escrever o relato da sua própria peregrinação.

O percurso de 1.800 km que atravessa Reino Unido, França, Suíça e Itália ficou conhecido como Via Francigena. Até hoje é percorrido por aqueles que buscam um turismo slow e em contato com a natureza, a história, a tradição e a espiritualidade.

É possível fazer partes do itinerário a pé ou de bicicleta, e há estruturas de hospitalidade para os turistas que fazem o percurso, como restaurantes e alojamentos.

Bagno Vignoni

Piscina de água termal cercada por casarões medievais no Bagno Vignoni

Foto: Eddy Galeotti

O Bagno Vignoni era uma pequena estância termal muito apreciada no tempo dos romanos e ficou famosa ao longo dos séculos por conta dos personagens ilustres que a frequentaram, como Lorenzo de Medici.

Trata-se de um aglomerado de casas que forma uma das praças mais singulares da Toscana, com uma piscina termal a céu aberto, onde a água medicinal sulfurosa surge a 49ºC.

Vale saber, porém, que não é permitido entrar na piscina termal da praça. Para aproveitar as águas quentes, é preciso recorrer aos hotéis e spas da vila, que oferecem piscinas termais, massagens e tratamentos, inclusive em programas de day spa.

Entre as opções mais famosas estão o Albergo Le Terme, localizado bem no centro histórico de Bagno Vignoni, e o Adler Spa Resort Thermae, um dos spas mais luxuosos da região. Outra opção é o Hotel Posta Marcucci, que tem piscinas termais com vista para o Val d’Orcia.

Bagni San Filippo

Uma das piscinas naturais do Bagni San Filippo

Foto: Getty Images

A 15 km ao sul de Bagno Vignoni estão as termas de Bagni San Filippo, a melhor opção para quem quer aproveitar as águas termais sem pagar nada. Diferentemente dos spas e hotéis termais, aqui a experiência é bem mais rústica: as águas sulfurosas correm em meio a um bosque e formam pequenas piscinas naturais entre as rochas.

O ponto mais conhecido é a chamada Balena Bianca, uma grande formação branca de calcário criada pela ação da água termal ao longo do tempo. Ao redor dela, surgem pequenas cascatas e áreas onde é possível entrar na água e relaxar em meio à natureza.

A entrada é gratuita, mas é importante saber o que esperar. Não se trata de um complexo termal estruturado, com vestiários, lockers ou controle de acesso. Além disso, na alta temporada e finais de semana, o local costuma ficar cheio. E como não há nenhuma estrutura junto às termas, o ideal é chegar cedo para conseguir parar nas ruas próximas do vilarejo.

Castiglione d’Orcia

Vista panorâmica do Castiglione D'Orcia

Foto: Getty Images

Esta aldeia deriva de um antigo castelo construído no topo da colina com vista panorâmica da região. O lugar é pequeno, portanto tranquilamente percorrível a pé em meio dia.

O coração da aldeia é a Piazza Il Vecchietta, com uma fonte ao centro e sugestivas construções medievais, sendo uma delas a sede da prefeitura.

A melhor forma de conhecer Castiglione d’Orcia é explorar o lugar sem rota definida. Siga o caminho que sua intuição mandar em direção a Rocca Aldobrandesca, que são as ruínas do que sobrou da antiga muralha medieval. Esse é o ponto mais alto e também o símbolo desta aldeia histórica.

O pequeno museu Sala d’Arte San Giovanni reúne obras dos maiores pintores da escola de Siena. Além disso, a Rocca di Tentennano é outro ponto do vilarejo que oferece vistas espetaculares das colinas toscanas.

Montepulciano

Vista panorâmica de um dos terraços de Montepulciano

Foto: Getty Images

Situada em cima de uma colina, Montepulciano fica entre o Val d’Orcia e o Val di Chiana. A cidade, inclusive, possui o privilégio de ter lindas vistas para os dois vales.

O lugar é muito conhecido não só pelos enólogos como também pelos apreciadores de vinho do mundo todo por conta do cultivo de uma variedade particular da uva Sangiovese, usada na produção do vinho Nobile di Montepulciano.

Não apenas pelo vinho, a região do Val di Chiana também é conhecida por outros produtos gastronômicos de excelência, como os azeites e os deliciosos pratos com carne de chianina, uma raça bovina italiana.

A sua posição estratégica fez com que Montepulciano tivesse grande importância durante o período medieval, tornando-se motivo de disputa entre Siena e Florença, que acabou saindo vencedora.

Montepulciano fica circundada por muros e é bastante íngreme, mas o exercício para as pernas vale a pena. A rua principal que atravessa toda a cidade, Il Corso, é cheia de pequenas lojas e belas construções.

A Piazza Grande é a praça central em forma quadrangular que concentra alguns dos edifícios mais marcantes da cidade. Por exemplo, o Palazzo Comunale, que possui um lindo terraço panorâmico, e o Duomo, com a sua fachada incompleta.

A partir da Piazza Grande é possível descer pela via Ricci e passar pela histórica cantina subterrânea De Ricci, que oferece degustação de vinhos. Na mesma rua está o Museo Civico, que abriga uma eclética coleção de arte, assim como a Piazza San Francesco, que oferece uma bela vista panorâmica do Val de Chiana.

Se você visitar Montepulciano durante o verão, não perca a famosa corrida com os barris chamada Bravio delle Botti.

Abadia de Monte Oliveto Maggiore

Vista panorâmica da Abadia de Monte Oliveto Maggiore, no Val d'Orcia

Foto: Getty Images

A Abadia de Monte Oliveto Maggiore, fundada em 1313, tem belas construções em meio a um bosque de ciprestes e carvalhos. É possível visitar a igreja, que possui muitas obras de arte, um claustro grande com afrescos de Luca Signorelli e Il Sodoma, o refeitório, bem como uma grande biblioteca.

Tente organizar sua visita para assistir também à missa cantada pelos monges em canto gregoriano, geralmente no final da tarde.

Para os amantes do vinho, ainda é possível visitar a cantina onde os monges vendem os vinhos que produzem na abadia. Além disso, há também licor, cervejas, azeites, mel e produtos fitoterápicos.

Radicofani

Ruela de Radicofani, na Toscana

Foto: Getty Images

Com pouco mais de 1.000 habitantes, nesta pequena vila medieval está situada uma das fortalezas mais belas da Toscana: a Fortezza di Radicofani, com mais de mil anos de história.

A pequena Radicofani teve por séculos o controle da fronteira entre o Ducado da Toscana e o Estado Pontifício. A vista panorâmica que se tem da vila é espetacular: é possível ver não só o Val d’Orcia e os Apeninos como também os lagos próximos, Trasimeno e Bolsena.

Além da Fortezza, merecem a visita a Chiesa di San Pietro, do século XIII, e a pequena Chiesa di Sant’Agata.

Há ainda um bosque esotérico, o Bosco Isabella, construído a partir do final do século XIX. A ideia foi criar um jardim em harmonia com a natureza pré-existente, por isso foram construídas trilhas e pontes com pedras encontradas no local. Lá também foram encontrados restos de um lugar de culto provavelmente do período etrusco.

QUANDO IR AO VAL D’ORCIA

Tons alaranjados de outono no Val D'Orcia

Foto: Getty Images

Assim como as outras regiões da Toscana, todas as épocas do ano são boas para conhecer o Val d’Orcia. Toda a sua área faz parte de um parque natural protegido, e a linda vegetação presente vai mudando de cor de acordo com as estações ao longo do ano.

No verão, por mais que seja um período em que se organizam várias festas interessantes com tema medieval, os dias podem ser muito quentes. Além disso, os lugares costumam ficar muito (muito mesmo) cheios de turistas. Por outro lado, é a melhor época para os aperitivos e jantares ao ar livre.

A primavera e o início do verão são bons períodos, pois na primavera é possível ver a natureza despertando, e no início do verão os dias já estão mais longos, mas sem as altas temperaturas de julho e agosto.

Outro bom período para conhecer o Val d’Orcia é no outono, quando a natureza muda de cor e as colinas adquirem tons de amarelo, laranja e vermelho. É no outono também que acontece a vindima, ou seja, a época da colheita, e diversas delícias começam a aparecer à mesa.

Já os turistas que visitam o Val d’Orcia no inverno aproveitam a região tomando banhos termais e saboreando a deliciosa culinária toscana (que vai muito bem com os tintos locais). A paisagem, por outro lado, não está no seu auge.

CONHEÇA O VAL D’ORCIA!

Um exemplo notável da harmonia entre o homem e a natureza, o Val d’Orcia é um tesouro toscano que emociona seus visitantes com paisagens naturais de tirar o fôlego, vilas pitorescas e vinhedos renomados.

Por meio da preservação das tradições e do território, a região oferece uma experiência autêntica da Toscana. É uma ótima oportunidade para se desconectar do mundo moderno e se reconectar com o passado, sua cultura, história e simplicidade.

Você sabia?

O Viaja que Passa ganha uma pequena comissão a cada reserva que você faz através dos links dos nossos parceiros. Você não paga nada a mais por isso e nos ajuda a continuar publicando conteúdos autorais e imparciais para ajudar na sua viagem!

Tags:   

«
»