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“O que fazer em Florença, na Itália: 20 atrações imperdíveis”


Berço do Renascimento e uma das cidades mais bonitas e importantes da Itália, Florença não decepciona quando o assunto é o que fazer por lá.

Para começar, a capital da Toscana abriga alguns dos maiores tesouros artísticos do mundo, tanto dentro quanto fora dos seus museus e galerias. Afinal, a cidade já foi endereço de renomados escritores, pintores, arquitetos, poetas e pensadores que marcaram a nossa história.

Neste guia, você encontra uma lista completa de o que fazer em Florença com as principais atrações da cidade, além de outras dicas que certamente te ajudarão no planejamento da sua viagem.

QUANTOS DIAS FICAR EM FLORENÇA

Apesar de não ser uma cidade grande, Florença concentra um número impressionante de atrações. E, sendo o berço do Renascimento, é impossível ignorar o fato de que a capital da Toscana é, por excelência, a “cidade das artes”.

Não por acaso, ela reúne algumas das obras mais famosas de artistas como Michelangelo, Leonardo da Vinci e Botticelli, além de abrigar alguns dos museus mais importantes da Itália.

Se a ideia for conhecer os principais pontos sem se aprofundar tanto, 2 dias inteiros são suficientes para explorar bem Florença.

Agora, se você quiser visitar museus e palácios com calma, vale reservar 3, 4 ou até 5 dias. E considere estender ainda mais a estadia caso pretenda usar a cidade como base para explorar outros destinos da Toscana, como Siena, Pisa, San Gimignano, a região de vinhos de Chianti e as paisagens do Val d’Orcia (embora, neste último caso, seja melhor dormir por lá).


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ONDE SE HOSPEDAR EM FLORENÇA

Prédios de Florença à beira do rio Arno

Foto: Pixabay

A maior parte das atrações de Florença está concentrada no centro histórico. Ou seja, ficar nessa região facilita muito a viagem, já que você consegue fazer quase tudo a pé. Ainda assim, vale entender que o centro se divide em alguns bairros.

San Giovanni é o coração da cidade, onde ficam pontos como o Duomo di Firenze e a Galleria degli Uffizi. Certamente é a escolha mais prática, principalmente em viagens curtas, mas também a mais cara. Além disso, está totalmente dentro da Zona de Tráfego Limitado, o que pode ser um problema para quem estiver de carro.

Santa Croce funciona como um meio-termo interessante. Você continua perto de tudo, mas em um ambiente um pouco mais tranquilo. Já Santa Maria Novella é a melhor pedida para quem prioriza logística. O bairro fica ao redor da principal estação de trem da cidade, facilitando a chegada e os deslocamentos, além de reunir hotéis com bom custo-benefício.

Por fim, o Oltrarno, do outro lado do rio Arno, entrega uma experiência mais autêntica, com menos turistas e um ritmo mais local. Ainda assim, basta atravessar a Ponte Vecchio para chegar ao centro.

Se quiser saber mais detalhes sobre cada região, vale conferir o nosso guia completo de onde ficar em Florença. Mas para encurtar o caminho, trouxemos uma boa seleção de hotéis bem localizados para se hospedar na capital da Toscana:

Econômico

  • YellowSquare Florence: nas imediações da estação de trem, esse hostel tem quartos privativos e compartilhados e uma decoração bem moderna. Ainda possui cozinha de uso comum, lounge, terraço, bar, restaurante e até mesmo piscina. Além disso, oferece várias atividades e o café da manhã é incluído nas diárias;
  • Hostel Archi Rossi: ainda na região da estação, este hostel tem um ambiente tranquilo e também conta tanto com quartos privativos quanto compartilhados. As áreas comuns incluem lounge, jardim e terraço;
  • Hotel Bavaria: a uma curta caminhada do Duomo de Florença, é um hotel simples em um edifício histórico, com arquitetura tradicional florentina. É o básico que funciona, com quartos confortáveis (alguns têm banheiro compartilhado) e tarifas econômicas para a zona.

Bom custo-benefício

  • Hotel Pendini: extremamente central, esse charmoso hotel ocupa um edifício histórico e é decorado com afrescos e móveis de época. Conta com quartos espaçosos e aconchegantes, com amenidades, frigobar e ar-condicionado. Além disso, tem estacionamento privativo e um ótimo café da manhã já incluído nas diárias;
  • B&B San Remigio: fica na região de Santa Croce e, além de oferecer quartos confortáveis, esta pousada tem um lindo terraço de uso comum com vista para Florença e uma cozinha compartilhada entre os hóspedes;
  • Adler Cavalieri Hotel: a 200 metros da estação Santa Maria Novella, tem tarifas mais altas, mas que são compensadas pela localização e conforto. O hotel conta com Spa, academia e estacionamento privativo, enquanto o café da manhã está incluído em algumas tarifas.

Conforto

  • Hotel Calimala: no coração de Florença em San Giovanni, seus quartos são modernos e bem decorados. Para completar, oferece café da manhã incluso servido no terraço com vista para a cidade, academia, bar e restaurante, além de estacionamento com valet (pago à parte);
  • Eurostars Florence Boutique: a 500 metros da igreja Santa Croce, este hotel 4 estrelas conta com decoração charmosa (alguns com varanda e vista da cidade). O café da manhã também está incluído.
  • Rivoli Boutique Hotel: entre a estação e o centro, fica em um prédio que já foi um antigo convento franciscano no século XIV. Sua área comum conta com um jardim de inverno e uma piscina com hidromassagem. Tem ainda um spa e uma academia, e o café da manhã está incluso.

O QUE FAZER EM FLORENÇA: MELHORES ATRAÇÕES

Chegou a melhor parte do planejamento, decidir o que fazer em Florença ao chegar a esse destino tão encantador.

Aqui, reunimos as principais atrações da cidade, com dicas para você aproveitá-las da melhor forma:

Duomo de Florença (Cattedrale di Santa Maria del Fiore)

Fachada do Duomo de Florença e parte do Batistério

Foto: Nicola Pavan via Unsplash

A Cattedrale di Santa Maria del Fiore, também chamada de Duomo di Firenze, é uma das maiores igrejas da Europa. Sua arquitetura gótica impressiona já do lado de fora, com a fachada de mármore rosa, verde e branco, que contrasta com o interior bem mais austero.

A construção começou no final do século XIII e se estendeu por séculos, sendo concluída apenas no século XIX. Já a famosa cúpula foi adicionada no século XV, com o interior decorado por afrescos de Giorgio Vasari e de seu aprendiz, Federico Zuccari.

A entrada na catedral é gratuita e ela funciona de segunda a sábado, das 10:15h às 15:45h — ou seja, não abre aos domingos.

Cúpula de Brunelleschi

Duomo de Florença

Foto: Michal Collection

Ainda dentro do complexo da Catedral di Santa Maria del Fiore, a imponente cúpula do Duomo é o grande símbolo de Florença e um dos marcos do Renascimento. Projetada por Filippo Brunelleschi, foi construída entre 1420 e 1436 com soluções inovadoras para a época, sem o uso de estruturas tradicionais de sustentação.

Com 45,5 metros de diâmetro interno, a cúpula é considerada uma verdadeira obra-prima da engenharia e da arquitetura. É possível subir os 463 degraus até o topo para observá-la de perto e, de quebra, ter uma vista espetacular da cidade.

Diferente da catedral, a cúpula abre diariamente. Mas para visitá-la, é necessário adquirir o Brunelleschi Pass, que custa €30, vale por três dias e inclui também o acesso às demais atrações do complexo — Campanário, Batistério, Cripta e Museu (falamos delas a seguir). Vale a pena comprar com antecedência pelo site oficial para evitar filas.

Campanário de Giotto

Campanário de Giotto do complexo do Duomo de Florença

Foto: DanFLCreativo

O Campanário de Giotto, que também faz parte do complexo do Duomo, é um dos mais emblemáticos da Itália. Sua construção começou em 1334, liderada por Giotto, que não chegou a vê-lo concluído. A obra foi finalizada por seu pupilo, Andrea Pisano.

Com quase 85 metros de altura, o campanário recompensa quem encara seus 400 degraus com uma vista privilegiada de Florença (e com um ângulo diferente da própria cúpula).

Para subir, é preciso adquirir o Brunelleschi Pass (que falamos no tópico anterior) ou o Giotto Pass, que custa € 20 e inclui o acesso ao Batistério, ao Museu e à Cripta (sem incluir a cúpula).

Battistero di San Giovanni

Battistero di San Giovanni e Duomo di Firenze

Foto: Getty Images

Até aqui, falamos de três atrações do complexo do Duomo: a Catedral, a Cúpula e o Campanário. Agora, é hora de conhecer o quarto ponto turístico dessa importante praça de Florença que também merece entrar no roteiro: o Batistério.

Situado em frente à Catedral Santa Maria del Fiore, o batistério foi o antigo centro religioso da cidade, consagrado no ano de 1059.

Com planta octogonal, ele é revestido com o mesmo mármore da catedral e do campanário. Na verdade, trata-se da construção mais antiga do complexo, erguida sobre um possível templo pagão dedicado ao deus Marte, que mais tarde foi convertido em igreja.

O interior é um dos grandes destaques, com mosaicos impressionantes iniciados por mestres da escola bizantina e finalizados por artistas toscanos entre os séculos XIII e XIV.

Além dos ingressos Brunelleschi Pass e Giotto Pass, que mencionamos acima, o Ghiberti Pass é outra opção que inclui o batistério, além do acesso ao Museu e à Cripta. Ele custa € 15, vale por três dias e pode ser comprado no site oficial.

Palazzo Vecchio

Palazzo Vecchio e Piazza della Signoria em Florença

Foto: Givagaphotos

O Palazzo Vecchio é a sede do governo de Florença há mais de sete séculos e uma das construções mais simbólicas da cidade. Desde o período medieval, ele concentra parte importante da vida política e cultural florentina.

Com uma torre de 94 metros de altura, o edifício foi erguido com aspecto de fortaleza para abrigar tanto a residência quanto o local de trabalho dos governantes da antiga república de Florença.

Ao longo do tempo, recebeu diferentes nomes, como Palazzo dei Priori, Palazzo della Signoria e Palazzo Ducale, quando passou a ser residência de Cosimo de Medici. Só depois da mudança da família para o Palazzo Pitti é que ganhou o nome atual, Palazzo Vecchio (literalmente, “palácio velho”).

Hoje, interior funciona como um museu e reúne obras importantes de diferentes períodos da história da cidade, com peças deDonatello, Michelangelo e Giorgio Vasari, além de salas monumentais como a Sala delle Mappe Geografiche e o Salone del Cinquecento, um dos ambientes mais impressionantes da Itália.

Para visitar, vale a pena comprar o ingresso antecipadamente online. A entrada custa € 18 + € 1 de taxa de reserva. Já o acesso à sua torre, a Torre di Arnolfo, é vendido separadamente por € 20.

Piazza della Signoria

Fonte do Netuno na Piazza della Signoria em Florença

Foto: Jean Giroux via Unsplash

A praça onde fica o Palazzo Vecchio também funciona como uma verdadeira galeria de arte a céu aberto. A Piazza della Signoria é uma das mais bonitas da Itália e cenário de acontecimentos históricos importantes, como a volta dos Medici a Florença após um período de exílio.

Além do próprio Palazzo Vecchio, a praça abriga a Fontana del Nettuno, uma estátua equestre de Cosimo I de Medici e a Loggia dei Lanzi, repleta de esculturas em mármore. Entre elas, uma das mais emblemáticas é o Perseo, de Benvenuto Cellini, levado à Loggia em 1554.

Ponte Vecchio

Ponte Vecchio em Florença, na Itália

Foto: Getty Images

Florença é cheia de marcos simbólicos, e a Ponte Vecchio é um dos mais conhecidos. Ela atravessa o rio Arno, conectando o centro histórico à outra margem da cidade, e foi construída em 1345 no lugar de uma ponte anterior destruída por uma enchente.

Originalmente ocupada por açougues e peixarias, responsáveis pelos característicos “puxadinhos”, desde 1593 a ponte abriga exclusivamente joalherias.

Na parte superior, chama atenção o Corredor Vasariano, uma passagem elevada construída durante o domínio dos Medici. Por meio dela, a família atravessava o rio sem precisar circular entre a população.

Enquanto a passagem pelo nível inferior é livre para pedestres, o acesso ao corredor exige um bilhete combinado com a Galleria degli Uffizi, que falo a seguir.

Galleria degli Uffizi

Edifício do museu Galleria degli Uffizi

Foto: Álvaro Rotellar via Unsplash

A Galleria degli Uffizi é um dos museus mais importantes e visitados do mundo. Seu acervo reúne obras que marcaram a história da arte, como A Primavera e O Nascimento de Vênus, de Botticelli, a Anunciação, de Leonardo da Vinci, além de trabalhos de nomes como Michelangelo, Giotto e Caravaggio.

Para visitar, é fundamental comprar o ingresso antecipadamente e escolher um horário específico, evitando as longas filas da bilheteria. Também vale reservar um bom tempo para a visita: o ideal é separar ao menos meio dia para explorar o museu com calma.

O ingresso custa € 25, além de uma taxa de € 4 para reservas antecipadas. Quem quiser incluir o Corredor Vasariano (mencionado acima) paga € 43 pelo bilhete combinado.

Você pode comprar o ingresso no site oficial, onde também confere as opções de ingressos combinados com o Palazzo Pitti e o Giardino di Boboli.

Palácio Pitti

Pátio interno do Palazzo Pitti, em Florença

Foto: Rob Menting via Unsplash

O Palácio Pitti é, para Florença, algo comparável ao que o Palácio de Versalhes representa para a França: um símbolo máximo de poder, riqueza e influência política ao longo dos séculos.

Nomeado em homenagem ao seu primeiro proprietário, o banqueiro Luca Pitti, o palácio mudou de rumo quando foi adquirido, em 1550, por Cosimo de’ Medici. A partir daí, passou a ser residência da família mais poderosa de Florença durante o Renascimento. Os Medici não só governavam a cidade, como também financiavam artistas e projetos que moldaram a arte e a cultura ocidental.

Com o passar do tempo, o Palácio Pitti continuou sendo ocupado por outras grandes dinastias europeias. Primeiro, pelos Habsburgo, que comandaram boa parte da Europa Central no auge do Império Austro-Húngaro, e depois pela família Savóia, responsável pela unificação da Itália no século XIX.

Ou seja, o palácio atravessou diferentes fases de poder, sempre no centro das decisões políticas e simbólicas do seu tempo.

Hoje, o complexo abriga cinco museus diferentes:

  • Tesoro dei Granduchi – coleção de objetos que pertenciam aos Medici;
  • Galleria Palatina – reúne obras de arte e os antigos apartamentos reais;
  • Galleria d’Arte Moderna – com pinturas e esculturas dos séculos XVIII ao XX;
  • Museo della Moda e del Costume – dedicado à história da moda italiana, com mais de 6.000 peças; e
  • Museo delle Icone Russe – a mais antiga coleção de ícones russos da Europa Ocidental.

O ingresso para o Palazzo Pitti dá acesso aos cinco museus e custa € 16. Para quem quiser evitar filas, vale a pena reservar com antecedência, pagando uma taxa adicional de € 3.

O palácio faz parte, junto com o Giardino di Boboli, do complexo cultural dos Uffizi. Por isso, os ingressos combinados costumam ter melhor custo-benefício. No site oficial você confere todas as opções disponíveis.

Giardino di Boboli

Bosque do Giardino di Boboli em Florença

Foto: Anastasia Collection

Localizado na colina atrás do Palazzo Pitti, o Giardino di Boboli ocupa cerca de 45 mil m² e vai muito além de um simples jardim. Encomendado por Cosimo de’ Medici, ele se tornou referência para diversas cortes europeias, dando origem ao chamado ‘jardim à italiana’.

Incluído na lista de Patrimônios da Humanidade da UNESCO em 2013, o espaço reúne uma combinação de esculturas, fontes, grutas e mirantes com belas vistas de Florença e arredores.

O ingresso para visitar apenas o Giardino di Boboli custa € 10 (mais € 3 se comprado antecipadamente). No site oficial você pode conferir também as opções de ingressos combinados.

Basílica de Santa Croce

Vista aérea da Basilica di Santa Croce em Florença

Foto: Getty Images

Florença é uma cidade que respira arte por todos os lados, inclusive dentro (e fora) das suas igrejas. Esse é o caso da Basílica de Santa Croce, localizada no bairro de mesmo nome.

Uma das mais antigas igrejas franciscanas da Itália, a Santa Croce abriga quase 300 tumbas em seu interior, incluindo nomes importantes como Michelangelo, Galileo Galilei, Maquiavel e Rossini.

Além disso, a basílica reúne obras de arte sacra de grande valor, como afrescos de Giotto e um crucifixo de Donatello, além de uma relíquia associada à túnica de São Francisco de Assis.

O ingresso custa € 10 (+ € 1 de taxa) e pode ser adquirido na bilheteria ou online.

Piazzale Michelangelo

Vista de Florença desde a Piazzale Michelangelo

Vista da Piazzale Michelangelo | Foto: Willian Matiola via Unsplash

Do outro lado do rio Arno, a Piazzale Michelangelo é o mirante mais famoso de Florença. Dali, você tem uma vista ampla da cidade, com o Duomo se destacando entre os telhados e as colinas ao redor.

O acesso é gratuito e, no local, há também uma réplica da escultura do David, de Michelangelo. No fim da tarde, a praça costuma ficar cheia, já que muita gente sobe até ali para assistir ao pôr do sol.

Se puder, escolha um dia de céu aberto para a visita. Mesmo com movimento, esse é o melhor momento para aproveitar a paisagem.

Giardino delle Rose

Giardino delle Rose em Florença

Foto: Getty Images

A apenas 200 metros da Piazzale Michelangelo, o Giardino delle Rose reúne cerca de 400 variedades de rosas e ainda oferece belas vistas da cidade. O auge da florada acontece em maio, mas o jardim permanece agradável ao longo de toda a primavera e verão.

Não é um passeio indispensável em Florença, mas, se você já estiver pela Piazzale, vale a pena estender a caminhada. A entrada é gratuita.

Palazzo Strozzi

Fachada do Palazzo Strozzi

Foto: Kent Wang via Flickr

O Palazzo Strozzi foi a residência de uma das famílias mais ricas de Florença, os Strozzi, conhecidos pela rivalidade com os Medici, tanto no campo político quanto financeiro.

A construção começou em 1489, com a primeira pedra colocada ao nascer do sol, seguindo a orientação de um astrólogo. Hoje, o palácio abriga importantes exposições temporárias ao longo do ano e funciona como um dos principais centros culturais da cidade.

Além das mostras, o pátio interno também recebe eventos e instalações, o que ajuda a manter o espaço sempre movimentado. Para conferir a programação e comprar ingressos, acesse o site da Fondazione Palazzo Strozzi.

Galleria dell’Accademia

David de Michelangelo na Galleria dell’Accademia

Foto: Igor Ferreira via Unsplash

O edifício, que já funcionou como convento e hospital, foi transformado em museu em 1784. Hoje, a Galleria dell’Accademia é conhecida principalmente por abrigar o famoso — e original — David de Michelangelo.

A escultura foi transferida da Piazza della Signoria para o museu em 1873 e pode ser admirada ao lado de outras obras importantes, tanto de Michelangelo quanto de outros grandes artistas.

O ingresso custa € 20 (mais € 4 para reserva antecipada). Embora exista bilheteria no local, o ideal é comprar com antecedência pelo site oficial, já que os bilhetes costumam esgotar rapidamente e as filas podem ser longas.

Mercato Centrale

Praça gastronômica no Mercato Centrale de Firenze

Foto: Fê Moro

Difícil é visitar a Itália e ignorar a sua gastronomia. Em Florença, um dos melhores lugares para explorar sabores locais é o Mercato Centrale.

O mercado ocupa dois andares. No térreo, funciona o mercado tradicional, com bancas de queijos, vinhos, hortifruti, embutidos e outros produtos típicos. É um ótimo lugar para conhecer ingredientes locais e comprar algumas delícias para levar.

No piso superior, o ambiente muda: ali funciona uma espécie de praça gastronômica gourmet, com opções que vão de especialidades florentinas a pratos de outras regiões da Itália. É também onde fica a Cucina Lorenzo de’ Medici, que oferece workshops de culinária.

A dica é visitar na hora do almoço (chegue cedo para garantir mesa) ou no fim da tarde, para aproveitar o aperitivo italiano — algumas bancas, inclusive, oferecem promoções de happy hour.

Basílica de Santa Maria Novella

Basilica di Santa Maria Novella, Florença

Foto: Getty Images

Próxima à estação central de trens de Florença está a Basílica de Santa Maria Novella, construída por monges dominicanos no século XIII.

Sua fachada, além de marcante, já teve funções astronômicas, sendo utilizada para determinar os dias do solstício e do equinócio, além de auxiliar no cálculo das horas por meio de uma meridiana.

No interior, a basílica reúne obras de grande valor artístico, com destaque para trabalhos de Giotto e Masaccio, além de afrescos impressionantes e um púlpito projetado por Filippo Brunelleschi.

O ingresso inclui também a visita ao museu instalado no antigo convento e custa € 7,50, podendo ser adquirido na bilheteria local.

Basílica de San Lorenzo

Interior da Basílica de San Lorenzo

Foto: Getty Images

A Basílica de San Lorenzo é o local de culto mais antigo de Florença, consagrado no ano de 393. Sua fachada, que deveria ter sido finalizada por Michelangelo, permanece incompleta até hoje.

Ao longo da história, a basílica chegou a ocupar a posição de catedral da cidade por cerca de 300 anos. Em 1419, foi reconstruída por Filippo Brunelleschi, em um de seus primeiros projetos em Florença.

O interior abriga importantes obras, incluindo trabalhos de Donatello. Já na parte subterrânea, além de um pequeno museu, está o túmulo de Cosimo de’ Medici, também conhecido como Cosimo Il Vecchio.

Outro destaque é a biblioteca projetada por Michelangelo, criada para guardar os manuscritos da família Medici, uma das mais influentes da história italiana.

A basílica abre de segunda a sábado, das 10h às 17h30. O ingresso custa € 9 e é vendido apenas na bilheteria.

Cappelle Medicee

Cúpula da Capela dos Médicis em Florença com afrescos

Afrescos da cúpula da Cappelle Medicee | Foto: paologallophoto

A história de Florença e seu papel no Renascimento estão profundamente ligados à família Medici, que governou a cidade por cerca de três séculos.

As Cappelle Medicee, anexas à Basilica di San Lorenzo, abrigam os túmulos dos membros da família, incluindo monumentos esculpidos por Michelangelo.

O ingresso custa € 14 e deve ser comprado online, com horário marcado.

Piazza Santo Spirito

Piazza Santo Spirito com igreja ao fundo

Foto: Getty Images

Com uma atmosfera mais boêmia e frequentada pelos moradores locais, a Piazza Santo Spirito oferece um lado diferente de Florença.

A praça costuma receber feiras, mercados de arte e reúne galerias, além de vários cafés e bares que ficam cheios ao longo do dia e, principalmente, à noite.

É ali também que fica a Basilica di Santo Spirito, um dos últimos projetos de Brunelleschi, que vale a visita para quem quer conhecer um pouco além do circuito mais tradicional da cidade.

San Miniato al Monte

Igreja de San Miniato al Monte em Florença

Foto: Getty Images

Situada no alto de uma colina próxima à Piazzale Michelangelo, a Abadia de San Miniato al Monte, construída a partir do século XI, chama atenção pela fachada de mármore, que lembra a do Duomo.

Além da arquitetura, a localização por si só já vale a visita: dali, você tem uma vista privilegiada de Florença e dos arredores, com um pouco mais de tranquilidade do que na Piazzale.

O complexo abriga ainda uma farmácia monástica, onde os monges produzem e vendem produtos fitoterápicos.

A entrada é gratuita. O horário de funcionamento vai das 9h30 às 19h de segunda a sábado e das 8h15 às 19h aos domingos, com pausa para almoço entre 13h e 15h.

VALE A PENA COMPRAR O FIRENZE CARD?

Mesmo não sendo uma cidade muito grande e concentrando os principais pontos turísticos dentro do centro histórico, não se deixe enganar: há muito o que fazer em Florença. E, como você já deve ter percebido, além de a maioria das atrações ser paga, os preços não são dos mais baixos.

Em toda a Itália existem descontos para estudantes, menores de 26 anos e maiores de 65. Ainda assim, para a maioria dos visitantes, é preciso pagar o valor integral dos ingressos.

Se a ideia for explorar Florença com mais profundidade e entrar nos principais museus e igrejas, vale considerar o Firenze Card.

Por € 85, o passe dá acesso a mais de 60 atrações pagas da cidade e é válido por 72 horas a partir do primeiro uso. Caso precise de mais tempo, é possível adicionar 48 horas extras por € 28.

Da nossa lista de o que fazer em Florença, o passe não inclui apenas as atrações do complexo do Duomo di Firenze. Outro ponto importante: em algumas atrações é possível reservar o horário de visita com antecedência usando o passe, mas pode haver cobrança de uma taxa adicional para essa reserva.

Por isso, a melhor estratégia é colocar na ponta do lápis quais atrações você realmente pretende visitar. Se o total dos ingressos ultrapassar os € 85, o Firenze Card valerá a pena. Para comprar e ver mais detalhes, acesse o site oficial do passe.

COMO CHEGAR E SE LOCOMOVER EM FLORENÇA

Bilheteria da estação de trem de Santa Maria Novella, em Florença

Foto: Fê Moro

Florença tem uma localização bastante estratégica. Além de ser bem conectada a outras cidades italianas, também funciona como uma excelente base para explorar a Toscana, incluindo destinos como Siena, San Gimignano e Pisa, além de regiões como o belíssimo Val d’Orcia e a famosa rota do vinho de Chianti.

Para organizar melhor a sua logística, vale conferir as nossas dicas:

Como chegar em Florença

De avião

O pequeno aeroporto de Firenze-Peretola, também conhecido como Amerigo Vespucci, fica a cerca de 10 km do centro e recebe voos de cidades italianas e europeias.

Ao desembarcar, você pode chegar ao centro de tram, ônibus ou táxi. O tram é a opção mais prática e econômica: custa apenas € 1,70 (aceita pagamento com cartão) e, em cerca de 20 minutos, a linha T2 leva até a estação Santa Maria Novella, fazendo algumas paradas ao longo do trajeto.

Já o ônibus Vola in Bus faz o mesmo percurso em aproximadamente 20 minutos, mas sem paradas, por € 6. O táxi é a alternativa mais confortável, porém mais cara: a tarifa fixa até o centro é de € 28, mas pode aumentar dependendo de alguns fatores (muita bagagem, horários noturnos e feriados).

Vale saber que o aeroporto de Florença não é o principal da Toscana. A cerca de 80 km está o Aeroporto Internacional de Pisa (Galileo Galilei), que concentra mais voos e, muitas vezes, tarifas mais competitivas.

A partir dele, é possível seguir até Florença de trem, em um trajeto de pouco mais de uma hora, com passagens a partir de € 15,80. Outra opção é o ônibus da Flibco, que leva cerca de uma hora e custa a partir de € 14,99.

De trem

O trem é um dos meios mais práticos para chegar a Florença. A principal estação da cidade, Firenze Santa Maria Novella, fica  a cerca de 10 minutos de caminhada da Piazza del Duomo, uma das principais da cidade.

Os trens de alta velocidade da Trenitalia e da Italo Treno conectam Florença a cidades como Milão, Veneza, Bolonha, Roma e Nápoles. Comprando com antecedência, é possível encontrar boas tarifas.

Há também os trens regionais, operados pela Trenitalia, que fazem mais paradas ao longo do trajeto e têm um ritmo mais lento, mas têm preço fixo. Por exemplo, no trajeto entre Roma e Florença, a passagem custa cerca de € 25, independentemente da antecedência da compra.

Você pode consultar rotas e horários no site da Trenitalia. E, se não estiver familiarizado com o sistema ferroviário italiano, vale conferir nosso artigo sobre os tipos de trem na Itália.

De carro

O carro pode ser uma boa escolha para explorar a Toscana, principalmente nas zonas mais rurais, como as lindíssimas regiões do Chianti e do Val d’Orcia (onde o transporte público é limitado). Mas para circular em Florença, não é a melhor opção.

O centro histórico, onde estão a maioria das atrações, faz parte da Zona de Tráfego Limitado (ZTL). Isso significa que, entre 7h30 e 20h30, apenas veículos autorizados podem circular na área. Quem desrespeita a regra está sujeito a multas altas.

Por isso, se a ideia for fazer uma viagem Toscana on the road, o ideal é alugar o carro apenas depois de conhecer Florença — ou se preparar para deixá-lo estacionado durante a estadia.

Se for essa a sua escolha, recomendamos a DiscoverCars para pesquisar, comparar e reservar seu carro com antecedência.

Como se locomover em Florença

Rua de Florença com parte do Duomo ao fundo

Foto: David Tip via Unsplash

A melhor forma de se locomover por Florença é a pé. Primeiro, porque a maior parte das atrações está concentrada no centro histórico ou muito próxima dele. Segundo, porque a cidade é praticamente plana. E, por fim, porque caminhar pelas suas ruas faz parte da experiência.

Se ainda assim precisar de transporte para encurtar distâncias ou ir além do centro, a melhor alternativa é o ônibus.

O bilhete unitário custa € 1,70 e tem validade de 90 minutos após a validação, que deve ser feita assim que você embarcar. A forma mais prática de comprar é pelo app at bus ou diretamente no veículo, aproximando o cartão de débito ou crédito nas máquinas com identificação “tip tap”.

BAIXE O MAPA DE O QUE FAZER EM FLORENÇA

Gostou das dicas? Para levar todas as dicas deste artigo com você durante a viagem, abra o mapa das atrações no Google Maps do seu celular!

Nossa lista de o que fazer em Florença não nos deixa mentir, a capital da Toscana respira arte e história como poucas cidades no mundo.

Não à toa que ela é um dos destinos mais visitados da Itália e parada obrigatória para aqueles que querem ver com os próprios olhos onde o Renascimento surgiu. Desfrute ao máximo sua estadia por lá!

Você sabia?

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