Berço do Renascimento e uma das cidades mais bonitas e importantes da Itália, Florença não decepciona quando o assunto é o que fazer por lá.
Para começar, a capital da Toscana abriga alguns dos maiores tesouros artísticos do mundo, tanto dentro quanto fora dos seus museus e galerias. Afinal, a cidade já foi endereço de renomados escritores, pintores, arquitetos, poetas e pensadores que marcaram a nossa história.
Neste guia, você encontra uma lista completa de o que fazer em Florença com as principais atrações da cidade, além de outras dicas que certamente te ajudarão no planejamento da sua viagem.
- QUANTOS DIAS FICAR EM FLORENÇA
- ONDE SE HOSPEDAR EM FLORENÇA
- O QUE FAZER EM FLORENÇA: MELHORES ATRAÇÕES
- Duomo de Florença (Cattedrale di Santa Maria del Fiore)
- Cúpula de Brunelleschi
- Campanário de Giotto
- Battistero di San Giovanni
- Palazzo Vecchio
- Piazza della Signoria
- Ponte Vecchio
- Galleria degli Uffizi
- Palácio Pitti
- Giardino di Boboli
- Basílica de Santa Croce
- Piazzale Michelangelo
- Giardino delle Rose
- Palazzo Strozzi
- Galleria dell’Accademia
- Mercato Centrale
- Basílica de Santa Maria Novella
- Basílica de San Lorenzo
- Cappelle Medicee
- Piazza Santo Spirito
- San Miniato al Monte
- VALE A PENA COMPRAR O FIRENZE CARD?
- COMO CHEGAR E SE LOCOMOVER EM FLORENÇA
- BAIXE O MAPA DE O QUE FAZER EM FLORENÇA
QUANTOS DIAS FICAR EM FLORENÇA
Apesar de não ser uma cidade grande, Florença concentra um número impressionante de atrações. E, sendo o berço do Renascimento, é impossível ignorar o fato de que a capital da Toscana é, por excelência, a “cidade das artes”.
Não por acaso, ela reúne algumas das obras mais famosas de artistas como Michelangelo, Leonardo da Vinci e Botticelli, além de abrigar alguns dos museus mais importantes da Itália.
Se a ideia for conhecer os principais pontos sem se aprofundar tanto, 2 dias inteiros são suficientes para explorar bem Florença.
Agora, se você quiser visitar museus e palácios com calma, vale reservar 3, 4 ou até 5 dias. E considere estender ainda mais a estadia caso pretenda usar a cidade como base para explorar outros destinos da Toscana, como Siena, Pisa, San Gimignano, a região de vinhos de Chianti e as paisagens do Val d’Orcia (embora, neste último caso, seja melhor dormir por lá).
Leia também:
- Roteiro em Florença para 2, 3 ou 4 dias (completo e com mapa)
- O que fazer em Siena: guia completo da incrível cidade toscana
- Roteiro de 1 dia em Pisa: o que fazer, onde ficar e onde comer
- O que fazer em San Gimignano, na Itália (com mapa)
- A rota do vinho em Chianti, na Toscana: guia completo do destino
- O que fazer no Val d’Orcia: Pienza, Montalcino, Montepulciano e mais!
ONDE SE HOSPEDAR EM FLORENÇA

Foto: Pixabay
A maior parte das atrações de Florença está concentrada no centro histórico. Ou seja, ficar nessa região facilita muito a viagem, já que você consegue fazer quase tudo a pé. Ainda assim, vale entender que o centro se divide em alguns bairros.
San Giovanni é o coração da cidade, onde ficam pontos como o Duomo di Firenze e a Galleria degli Uffizi. Certamente é a escolha mais prática, principalmente em viagens curtas, mas também a mais cara. Além disso, está totalmente dentro da Zona de Tráfego Limitado, o que pode ser um problema para quem estiver de carro.
Santa Croce funciona como um meio-termo interessante. Você continua perto de tudo, mas em um ambiente um pouco mais tranquilo. Já Santa Maria Novella é a melhor pedida para quem prioriza logística. O bairro fica ao redor da principal estação de trem da cidade, facilitando a chegada e os deslocamentos, além de reunir hotéis com bom custo-benefício.
Por fim, o Oltrarno, do outro lado do rio Arno, entrega uma experiência mais autêntica, com menos turistas e um ritmo mais local. Ainda assim, basta atravessar a Ponte Vecchio para chegar ao centro.
Se quiser saber mais detalhes sobre cada região, vale conferir o nosso guia completo de onde ficar em Florença. Mas para encurtar o caminho, trouxemos uma boa seleção de hotéis bem localizados para se hospedar na capital da Toscana:
Econômico
Bom custo-benefício
Conforto
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O QUE FAZER EM FLORENÇA: MELHORES ATRAÇÕES
Chegou a melhor parte do planejamento, decidir o que fazer em Florença ao chegar a esse destino tão encantador.
Aqui, reunimos as principais atrações da cidade, com dicas para você aproveitá-las da melhor forma:
Duomo de Florença (Cattedrale di Santa Maria del Fiore)

Foto: Nicola Pavan via Unsplash
A Cattedrale di Santa Maria del Fiore, também chamada de Duomo di Firenze, é uma das maiores igrejas da Europa. Sua arquitetura gótica impressiona já do lado de fora, com a fachada de mármore rosa, verde e branco, que contrasta com o interior bem mais austero.
A construção começou no final do século XIII e se estendeu por séculos, sendo concluída apenas no século XIX. Já a famosa cúpula foi adicionada no século XV, com o interior decorado por afrescos de Giorgio Vasari e de seu aprendiz, Federico Zuccari.
A entrada na catedral é gratuita e ela funciona de segunda a sábado, das 10:15h às 15:45h — ou seja, não abre aos domingos.
Cúpula de Brunelleschi

Foto: Michal Collection
Ainda dentro do complexo da Catedral di Santa Maria del Fiore, a imponente cúpula do Duomo é o grande símbolo de Florença e um dos marcos do Renascimento. Projetada por Filippo Brunelleschi, foi construída entre 1420 e 1436 com soluções inovadoras para a época, sem o uso de estruturas tradicionais de sustentação.
Com 45,5 metros de diâmetro interno, a cúpula é considerada uma verdadeira obra-prima da engenharia e da arquitetura. É possível subir os 463 degraus até o topo para observá-la de perto e, de quebra, ter uma vista espetacular da cidade.
Diferente da catedral, a cúpula abre diariamente. Mas para visitá-la, é necessário adquirir o Brunelleschi Pass, que custa €30, vale por três dias e inclui também o acesso às demais atrações do complexo — Campanário, Batistério, Cripta e Museu (falamos delas a seguir). Vale a pena comprar com antecedência pelo site oficial para evitar filas.
Campanário de Giotto

Foto: DanFLCreativo
O Campanário de Giotto, que também faz parte do complexo do Duomo, é um dos mais emblemáticos da Itália. Sua construção começou em 1334, liderada por Giotto, que não chegou a vê-lo concluído. A obra foi finalizada por seu pupilo, Andrea Pisano.
Com quase 85 metros de altura, o campanário recompensa quem encara seus 400 degraus com uma vista privilegiada de Florença (e com um ângulo diferente da própria cúpula).
Para subir, é preciso adquirir o Brunelleschi Pass (que falamos no tópico anterior) ou o Giotto Pass, que custa € 20 e inclui o acesso ao Batistério, ao Museu e à Cripta (sem incluir a cúpula).
Battistero di San Giovanni

Foto: Getty Images
Até aqui, falamos de três atrações do complexo do Duomo: a Catedral, a Cúpula e o Campanário. Agora, é hora de conhecer o quarto ponto turístico dessa importante praça de Florença que também merece entrar no roteiro: o Batistério.
Situado em frente à Catedral Santa Maria del Fiore, o batistério foi o antigo centro religioso da cidade, consagrado no ano de 1059.
Com planta octogonal, ele é revestido com o mesmo mármore da catedral e do campanário. Na verdade, trata-se da construção mais antiga do complexo, erguida sobre um possível templo pagão dedicado ao deus Marte, que mais tarde foi convertido em igreja.
O interior é um dos grandes destaques, com mosaicos impressionantes iniciados por mestres da escola bizantina e finalizados por artistas toscanos entre os séculos XIII e XIV.
Além dos ingressos Brunelleschi Pass e Giotto Pass, que mencionamos acima, o Ghiberti Pass é outra opção que inclui o batistério, além do acesso ao Museu e à Cripta. Ele custa € 15, vale por três dias e pode ser comprado no site oficial.
Palazzo Vecchio

Foto: Givagaphotos
O Palazzo Vecchio é a sede do governo de Florença há mais de sete séculos e uma das construções mais simbólicas da cidade. Desde o período medieval, ele concentra parte importante da vida política e cultural florentina.
Com uma torre de 94 metros de altura, o edifício foi erguido com aspecto de fortaleza para abrigar tanto a residência quanto o local de trabalho dos governantes da antiga república de Florença.
Ao longo do tempo, recebeu diferentes nomes, como Palazzo dei Priori, Palazzo della Signoria e Palazzo Ducale, quando passou a ser residência de Cosimo de Medici. Só depois da mudança da família para o Palazzo Pitti é que ganhou o nome atual, Palazzo Vecchio (literalmente, “palácio velho”).
Hoje, interior funciona como um museu e reúne obras importantes de diferentes períodos da história da cidade, com peças deDonatello, Michelangelo e Giorgio Vasari, além de salas monumentais como a Sala delle Mappe Geografiche e o Salone del Cinquecento, um dos ambientes mais impressionantes da Itália.
Para visitar, vale a pena comprar o ingresso antecipadamente online. A entrada custa € 18 + € 1 de taxa de reserva. Já o acesso à sua torre, a Torre di Arnolfo, é vendido separadamente por € 20.
Piazza della Signoria

Foto: Jean Giroux via Unsplash
A praça onde fica o Palazzo Vecchio também funciona como uma verdadeira galeria de arte a céu aberto. A Piazza della Signoria é uma das mais bonitas da Itália e cenário de acontecimentos históricos importantes, como a volta dos Medici a Florença após um período de exílio.
Além do próprio Palazzo Vecchio, a praça abriga a Fontana del Nettuno, uma estátua equestre de Cosimo I de Medici e a Loggia dei Lanzi, repleta de esculturas em mármore. Entre elas, uma das mais emblemáticas é o Perseo, de Benvenuto Cellini, levado à Loggia em 1554.
Ponte Vecchio

Foto: Getty Images
Florença é cheia de marcos simbólicos, e a Ponte Vecchio é um dos mais conhecidos. Ela atravessa o rio Arno, conectando o centro histórico à outra margem da cidade, e foi construída em 1345 no lugar de uma ponte anterior destruída por uma enchente.
Originalmente ocupada por açougues e peixarias, responsáveis pelos característicos “puxadinhos”, desde 1593 a ponte abriga exclusivamente joalherias.
Na parte superior, chama atenção o Corredor Vasariano, uma passagem elevada construída durante o domínio dos Medici. Por meio dela, a família atravessava o rio sem precisar circular entre a população.
Enquanto a passagem pelo nível inferior é livre para pedestres, o acesso ao corredor exige um bilhete combinado com a Galleria degli Uffizi, que falo a seguir.
Galleria degli Uffizi

Foto: Álvaro Rotellar via Unsplash
A Galleria degli Uffizi é um dos museus mais importantes e visitados do mundo. Seu acervo reúne obras que marcaram a história da arte, como A Primavera e O Nascimento de Vênus, de Botticelli, a Anunciação, de Leonardo da Vinci, além de trabalhos de nomes como Michelangelo, Giotto e Caravaggio.
Para visitar, é fundamental comprar o ingresso antecipadamente e escolher um horário específico, evitando as longas filas da bilheteria. Também vale reservar um bom tempo para a visita: o ideal é separar ao menos meio dia para explorar o museu com calma.
O ingresso custa € 25, além de uma taxa de € 4 para reservas antecipadas. Quem quiser incluir o Corredor Vasariano (mencionado acima) paga € 43 pelo bilhete combinado.
Você pode comprar o ingresso no site oficial, onde também confere as opções de ingressos combinados com o Palazzo Pitti e o Giardino di Boboli.
Palácio Pitti

Foto: Rob Menting via Unsplash
O Palácio Pitti é, para Florença, algo comparável ao que o Palácio de Versalhes representa para a França: um símbolo máximo de poder, riqueza e influência política ao longo dos séculos.
Nomeado em homenagem ao seu primeiro proprietário, o banqueiro Luca Pitti, o palácio mudou de rumo quando foi adquirido, em 1550, por Cosimo de’ Medici. A partir daí, passou a ser residência da família mais poderosa de Florença durante o Renascimento. Os Medici não só governavam a cidade, como também financiavam artistas e projetos que moldaram a arte e a cultura ocidental.
Com o passar do tempo, o Palácio Pitti continuou sendo ocupado por outras grandes dinastias europeias. Primeiro, pelos Habsburgo, que comandaram boa parte da Europa Central no auge do Império Austro-Húngaro, e depois pela família Savóia, responsável pela unificação da Itália no século XIX.
Ou seja, o palácio atravessou diferentes fases de poder, sempre no centro das decisões políticas e simbólicas do seu tempo.
Hoje, o complexo abriga cinco museus diferentes:
- Tesoro dei Granduchi – coleção de objetos que pertenciam aos Medici;
- Galleria Palatina – reúne obras de arte e os antigos apartamentos reais;
- Galleria d’Arte Moderna – com pinturas e esculturas dos séculos XVIII ao XX;
- Museo della Moda e del Costume – dedicado à história da moda italiana, com mais de 6.000 peças; e
- Museo delle Icone Russe – a mais antiga coleção de ícones russos da Europa Ocidental.
O ingresso para o Palazzo Pitti dá acesso aos cinco museus e custa € 16. Para quem quiser evitar filas, vale a pena reservar com antecedência, pagando uma taxa adicional de € 3.
O palácio faz parte, junto com o Giardino di Boboli, do complexo cultural dos Uffizi. Por isso, os ingressos combinados costumam ter melhor custo-benefício. No site oficial você confere todas as opções disponíveis.
Giardino di Boboli

Foto: Anastasia Collection
Localizado na colina atrás do Palazzo Pitti, o Giardino di Boboli ocupa cerca de 45 mil m² e vai muito além de um simples jardim. Encomendado por Cosimo de’ Medici, ele se tornou referência para diversas cortes europeias, dando origem ao chamado ‘jardim à italiana’.
Incluído na lista de Patrimônios da Humanidade da UNESCO em 2013, o espaço reúne uma combinação de esculturas, fontes, grutas e mirantes com belas vistas de Florença e arredores.
O ingresso para visitar apenas o Giardino di Boboli custa € 10 (mais € 3 se comprado antecipadamente). No site oficial você pode conferir também as opções de ingressos combinados.
Basílica de Santa Croce

Foto: Getty Images
Florença é uma cidade que respira arte por todos os lados, inclusive dentro (e fora) das suas igrejas. Esse é o caso da Basílica de Santa Croce, localizada no bairro de mesmo nome.
Uma das mais antigas igrejas franciscanas da Itália, a Santa Croce abriga quase 300 tumbas em seu interior, incluindo nomes importantes como Michelangelo, Galileo Galilei, Maquiavel e Rossini.
Além disso, a basílica reúne obras de arte sacra de grande valor, como afrescos de Giotto e um crucifixo de Donatello, além de uma relíquia associada à túnica de São Francisco de Assis.
O ingresso custa € 10 (+ € 1 de taxa) e pode ser adquirido na bilheteria ou online.
Piazzale Michelangelo

Vista da Piazzale Michelangelo | Foto: Willian Matiola via Unsplash
Do outro lado do rio Arno, a Piazzale Michelangelo é o mirante mais famoso de Florença. Dali, você tem uma vista ampla da cidade, com o Duomo se destacando entre os telhados e as colinas ao redor.
O acesso é gratuito e, no local, há também uma réplica da escultura do David, de Michelangelo. No fim da tarde, a praça costuma ficar cheia, já que muita gente sobe até ali para assistir ao pôr do sol.
Se puder, escolha um dia de céu aberto para a visita. Mesmo com movimento, esse é o melhor momento para aproveitar a paisagem.
Giardino delle Rose

Foto: Getty Images
A apenas 200 metros da Piazzale Michelangelo, o Giardino delle Rose reúne cerca de 400 variedades de rosas e ainda oferece belas vistas da cidade. O auge da florada acontece em maio, mas o jardim permanece agradável ao longo de toda a primavera e verão.
Não é um passeio indispensável em Florença, mas, se você já estiver pela Piazzale, vale a pena estender a caminhada. A entrada é gratuita.
Palazzo Strozzi

Foto: Kent Wang via Flickr
O Palazzo Strozzi foi a residência de uma das famílias mais ricas de Florença, os Strozzi, conhecidos pela rivalidade com os Medici, tanto no campo político quanto financeiro.
A construção começou em 1489, com a primeira pedra colocada ao nascer do sol, seguindo a orientação de um astrólogo. Hoje, o palácio abriga importantes exposições temporárias ao longo do ano e funciona como um dos principais centros culturais da cidade.
Além das mostras, o pátio interno também recebe eventos e instalações, o que ajuda a manter o espaço sempre movimentado. Para conferir a programação e comprar ingressos, acesse o site da Fondazione Palazzo Strozzi.
Galleria dell’Accademia

Foto: Igor Ferreira via Unsplash
O edifício, que já funcionou como convento e hospital, foi transformado em museu em 1784. Hoje, a Galleria dell’Accademia é conhecida principalmente por abrigar o famoso — e original — David de Michelangelo.
A escultura foi transferida da Piazza della Signoria para o museu em 1873 e pode ser admirada ao lado de outras obras importantes, tanto de Michelangelo quanto de outros grandes artistas.
O ingresso custa € 20 (mais € 4 para reserva antecipada). Embora exista bilheteria no local, o ideal é comprar com antecedência pelo site oficial, já que os bilhetes costumam esgotar rapidamente e as filas podem ser longas.
Mercato Centrale

Foto: Fê Moro
Difícil é visitar a Itália e ignorar a sua gastronomia. Em Florença, um dos melhores lugares para explorar sabores locais é o Mercato Centrale.
O mercado ocupa dois andares. No térreo, funciona o mercado tradicional, com bancas de queijos, vinhos, hortifruti, embutidos e outros produtos típicos. É um ótimo lugar para conhecer ingredientes locais e comprar algumas delícias para levar.
No piso superior, o ambiente muda: ali funciona uma espécie de praça gastronômica gourmet, com opções que vão de especialidades florentinas a pratos de outras regiões da Itália. É também onde fica a Cucina Lorenzo de’ Medici, que oferece workshops de culinária.
A dica é visitar na hora do almoço (chegue cedo para garantir mesa) ou no fim da tarde, para aproveitar o aperitivo italiano — algumas bancas, inclusive, oferecem promoções de happy hour.
Basílica de Santa Maria Novella

Foto: Getty Images
Próxima à estação central de trens de Florença está a Basílica de Santa Maria Novella, construída por monges dominicanos no século XIII.
Sua fachada, além de marcante, já teve funções astronômicas, sendo utilizada para determinar os dias do solstício e do equinócio, além de auxiliar no cálculo das horas por meio de uma meridiana.
No interior, a basílica reúne obras de grande valor artístico, com destaque para trabalhos de Giotto e Masaccio, além de afrescos impressionantes e um púlpito projetado por Filippo Brunelleschi.
O ingresso inclui também a visita ao museu instalado no antigo convento e custa € 7,50, podendo ser adquirido na bilheteria local.
Basílica de San Lorenzo

Foto: Getty Images
A Basílica de San Lorenzo é o local de culto mais antigo de Florença, consagrado no ano de 393. Sua fachada, que deveria ter sido finalizada por Michelangelo, permanece incompleta até hoje.
Ao longo da história, a basílica chegou a ocupar a posição de catedral da cidade por cerca de 300 anos. Em 1419, foi reconstruída por Filippo Brunelleschi, em um de seus primeiros projetos em Florença.
O interior abriga importantes obras, incluindo trabalhos de Donatello. Já na parte subterrânea, além de um pequeno museu, está o túmulo de Cosimo de’ Medici, também conhecido como Cosimo Il Vecchio.
Outro destaque é a biblioteca projetada por Michelangelo, criada para guardar os manuscritos da família Medici, uma das mais influentes da história italiana.
A basílica abre de segunda a sábado, das 10h às 17h30. O ingresso custa € 9 e é vendido apenas na bilheteria.
Cappelle Medicee

Afrescos da cúpula da Cappelle Medicee | Foto: paologallophoto
A história de Florença e seu papel no Renascimento estão profundamente ligados à família Medici, que governou a cidade por cerca de três séculos.
As Cappelle Medicee, anexas à Basilica di San Lorenzo, abrigam os túmulos dos membros da família, incluindo monumentos esculpidos por Michelangelo.
O ingresso custa € 14 e deve ser comprado online, com horário marcado.
Piazza Santo Spirito

Foto: Getty Images
Com uma atmosfera mais boêmia e frequentada pelos moradores locais, a Piazza Santo Spirito oferece um lado diferente de Florença.
A praça costuma receber feiras, mercados de arte e reúne galerias, além de vários cafés e bares que ficam cheios ao longo do dia e, principalmente, à noite.
É ali também que fica a Basilica di Santo Spirito, um dos últimos projetos de Brunelleschi, que vale a visita para quem quer conhecer um pouco além do circuito mais tradicional da cidade.
San Miniato al Monte

Foto: Getty Images
Situada no alto de uma colina próxima à Piazzale Michelangelo, a Abadia de San Miniato al Monte, construída a partir do século XI, chama atenção pela fachada de mármore, que lembra a do Duomo.
Além da arquitetura, a localização por si só já vale a visita: dali, você tem uma vista privilegiada de Florença e dos arredores, com um pouco mais de tranquilidade do que na Piazzale.
O complexo abriga ainda uma farmácia monástica, onde os monges produzem e vendem produtos fitoterápicos.
A entrada é gratuita. O horário de funcionamento vai das 9h30 às 19h de segunda a sábado e das 8h15 às 19h aos domingos, com pausa para almoço entre 13h e 15h.
VALE A PENA COMPRAR O FIRENZE CARD?
Mesmo não sendo uma cidade muito grande e concentrando os principais pontos turísticos dentro do centro histórico, não se deixe enganar: há muito o que fazer em Florença. E, como você já deve ter percebido, além de a maioria das atrações ser paga, os preços não são dos mais baixos.
Em toda a Itália existem descontos para estudantes, menores de 26 anos e maiores de 65. Ainda assim, para a maioria dos visitantes, é preciso pagar o valor integral dos ingressos.
Se a ideia for explorar Florença com mais profundidade e entrar nos principais museus e igrejas, vale considerar o Firenze Card.
Por € 85, o passe dá acesso a mais de 60 atrações pagas da cidade e é válido por 72 horas a partir do primeiro uso. Caso precise de mais tempo, é possível adicionar 48 horas extras por € 28.
Da nossa lista de o que fazer em Florença, o passe não inclui apenas as atrações do complexo do Duomo di Firenze. Outro ponto importante: em algumas atrações é possível reservar o horário de visita com antecedência usando o passe, mas pode haver cobrança de uma taxa adicional para essa reserva.
Por isso, a melhor estratégia é colocar na ponta do lápis quais atrações você realmente pretende visitar. Se o total dos ingressos ultrapassar os € 85, o Firenze Card valerá a pena. Para comprar e ver mais detalhes, acesse o site oficial do passe.
COMO CHEGAR E SE LOCOMOVER EM FLORENÇA

Foto: Fê Moro
Florença tem uma localização bastante estratégica. Além de ser bem conectada a outras cidades italianas, também funciona como uma excelente base para explorar a Toscana, incluindo destinos como Siena, San Gimignano e Pisa, além de regiões como o belíssimo Val d’Orcia e a famosa rota do vinho de Chianti.
Para organizar melhor a sua logística, vale conferir as nossas dicas:
Como chegar em Florença
De avião
O pequeno aeroporto de Firenze-Peretola, também conhecido como Amerigo Vespucci, fica a cerca de 10 km do centro e recebe voos de cidades italianas e europeias.
Ao desembarcar, você pode chegar ao centro de tram, ônibus ou táxi. O tram é a opção mais prática e econômica: custa apenas € 1,70 (aceita pagamento com cartão) e, em cerca de 20 minutos, a linha T2 leva até a estação Santa Maria Novella, fazendo algumas paradas ao longo do trajeto.
Já o ônibus Vola in Bus faz o mesmo percurso em aproximadamente 20 minutos, mas sem paradas, por € 6. O táxi é a alternativa mais confortável, porém mais cara: a tarifa fixa até o centro é de € 28, mas pode aumentar dependendo de alguns fatores (muita bagagem, horários noturnos e feriados).
Vale saber que o aeroporto de Florença não é o principal da Toscana. A cerca de 80 km está o Aeroporto Internacional de Pisa (Galileo Galilei), que concentra mais voos e, muitas vezes, tarifas mais competitivas.
A partir dele, é possível seguir até Florença de trem, em um trajeto de pouco mais de uma hora, com passagens a partir de € 15,80. Outra opção é o ônibus da Flibco, que leva cerca de uma hora e custa a partir de € 14,99.
De trem
O trem é um dos meios mais práticos para chegar a Florença. A principal estação da cidade, Firenze Santa Maria Novella, fica a cerca de 10 minutos de caminhada da Piazza del Duomo, uma das principais da cidade.
Os trens de alta velocidade da Trenitalia e da Italo Treno conectam Florença a cidades como Milão, Veneza, Bolonha, Roma e Nápoles. Comprando com antecedência, é possível encontrar boas tarifas.
Há também os trens regionais, operados pela Trenitalia, que fazem mais paradas ao longo do trajeto e têm um ritmo mais lento, mas têm preço fixo. Por exemplo, no trajeto entre Roma e Florença, a passagem custa cerca de € 25, independentemente da antecedência da compra.
Você pode consultar rotas e horários no site da Trenitalia. E, se não estiver familiarizado com o sistema ferroviário italiano, vale conferir nosso artigo sobre os tipos de trem na Itália.
De carro
O carro pode ser uma boa escolha para explorar a Toscana, principalmente nas zonas mais rurais, como as lindíssimas regiões do Chianti e do Val d’Orcia (onde o transporte público é limitado). Mas para circular em Florença, não é a melhor opção.
O centro histórico, onde estão a maioria das atrações, faz parte da Zona de Tráfego Limitado (ZTL). Isso significa que, entre 7h30 e 20h30, apenas veículos autorizados podem circular na área. Quem desrespeita a regra está sujeito a multas altas.
Por isso, se a ideia for fazer uma viagem Toscana on the road, o ideal é alugar o carro apenas depois de conhecer Florença — ou se preparar para deixá-lo estacionado durante a estadia.
Se for essa a sua escolha, recomendamos a DiscoverCars para pesquisar, comparar e reservar seu carro com antecedência.
Como se locomover em Florença

Foto: David Tip via Unsplash
A melhor forma de se locomover por Florença é a pé. Primeiro, porque a maior parte das atrações está concentrada no centro histórico ou muito próxima dele. Segundo, porque a cidade é praticamente plana. E, por fim, porque caminhar pelas suas ruas faz parte da experiência.
Se ainda assim precisar de transporte para encurtar distâncias ou ir além do centro, a melhor alternativa é o ônibus.
O bilhete unitário custa € 1,70 e tem validade de 90 minutos após a validação, que deve ser feita assim que você embarcar. A forma mais prática de comprar é pelo app at bus ou diretamente no veículo, aproximando o cartão de débito ou crédito nas máquinas com identificação “tip tap”.
BAIXE O MAPA DE O QUE FAZER EM FLORENÇA
Gostou das dicas? Para levar todas as dicas deste artigo com você durante a viagem, abra o mapa das atrações no Google Maps do seu celular!
Nossa lista de o que fazer em Florença não nos deixa mentir, a capital da Toscana respira arte e história como poucas cidades no mundo.
Não à toa que ela é um dos destinos mais visitados da Itália e parada obrigatória para aqueles que querem ver com os próprios olhos onde o Renascimento surgiu. Desfrute ao máximo sua estadia por lá!




