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“O que fazer em Lisboa: guia das melhores atrações e passeios”


Se você está preparando a sua viagem para a capital portuguesa, o primeiro passo do roteiro é saber o que fazer em Lisboa. A cidade é uma das mais procuradas pelos turistas em toda a Europa, e não é difícil entender os motivos. Além da beleza, Lisboa reúne história, gastronomia, cultura e paisagens incríveis.

Um ponto que gosto muito na cidade é que ela mistura, de forma única, tradição e modernidade. Por isso, você vai encontrar um pouco de cada elemento entre as principais atrações. E quais são elas? Confira as dicas detalhadas no artigo e prepare as malas!

QUANTOS DIAS FICAR EM LISBOA

Uma dúvida comum de quem planeja a viagem é: afinal, quantos dias ficar em Lisboa? A resposta depende do seu ritmo e do que deseja conhecer. A capital portuguesa oferece muitas opções de passeios e atrações, desde pontos turísticos icônicos até caminhadas por suas ruas históricas.

Considerando isso, eu diria que 3 a 4 dias inteiros são suficientes para explorar os principais pontos turísticos sem pressa, como Belém, Alfama, Baixa e Chiado.

Agora, se você quiser incluir bate-voltas para Sintra ou Cascais, recomendo separar pelo menos 5 dias. Assim, dá para aproveitar a cidade com calma e ainda conhecer alguns dos destinos mais encantadores nos arredores de Lisboa.

ONDE SE HOSPEDAR EM LISBOA

Baixa de Lisboa

Foto: Getty Images

Escolher onde ficar em Lisboa é uma das etapas mais importantes do seu planejamento, já que isso vai influenciar toda a sua locomoção durante os dias na cidade.

Para quem visita Lisboa pela primeira vez, a dica é priorizar a Baixa ou o Chiado, que são regiões centrais com fácil acesso ao transporte público, muitos restaurantes, lojas e atrações turísticas.

Esses bairros são os mais práticos para quem quer explorar a cidade a pé e aproveitar ao máximo o tempo em Lisboa. Além de serem vizinhos, fazem divisa com outros bairros importantes, como Bairro Alto, Cais do Sodré e Alfama.

Abaixo, você confere as nossas recomendações de hotéis para se hospedar na Baixa e no Chiado:

Econômico

  • The Central House Lisbon Baixa: oferece quartos privativos e dormitórios compartilhados, decoração charmosa, buffet de café da manhã (pago à parte), recepção 24 horas e organização de atividades para os hóspedes. É uma opção central e muito conveniente;
  • Lisbon Lounge Hostel: também no estilo hostel, oferece quartos privativos e compartilhados em um ambiente aconchegante. O café da manhã está incluso e também há uma cozinha para uso comum dos hóspedes. O local ainda organiza tours pela cidade e eventos de socialização;
  • Lost Inn Lisbon Hostel: oferece apenas acomodações compartilhadas, em um edifício renovado do século XVIII. É bem localizado e dispõe de cozinha de uso comum, bar, recepção 24 horas e atividades para os hóspedes. Serve café da manhã por um custo extra.

Bom custo-benefício

  • Be Poet Baixa Hotel: localizado em plena Rua Augusta, oferece quartos confortáveis com frigobar e máquina de café. O hotel serve um elogiado café da manhã (incluso em algumas tarifas) e também conta com restaurante;
  • Hotel Lis Baixa: a apenas 250 m do Elevador de Santa Justa, esse hotel em Lisboa tem decoração inspirada na cultura portuguesa. Os quartos são bem decorados e confortáveis, com banheiro privativo, frigobar e amenities. Conta com bar e restaurante, além de servir um buffet de café da manhã;
  • Dear Lisbon – Charming House: oferece quartos charmosos, com ar-condicionado e TV, e dispõe de jardim e pátio interno na área comum. O café da manhã está incluso nas diárias. Porém, vale saber que fica em uma ladeira e não conta com elevador.

Conforto

  • Ferraria XVI FLH Hotels Lisboa: próximo à Praça do Comércio, este hotel 4 estrelas oferece quartos elegantes e modernos com decoração inspirada nas ruínas de uma ferraria do século XVI. Um bom café da manhã está incluído nas diárias;
  • My Story Hotel Figueira: situado em plena Praça da Figueira, oferece quartos antialérgicos modernos e bem decorados, com ar-condicionado, cafeteira, TV e frigobar, além de produtos de banho Rituals. O hotel conta com restaurante e bar e oferece um excelente café da manhã (à parte);
  • Solar dos Poetas: localizado em frente à Praça Luís de Camões, oferece quartos charmosos em um prédio histórico. Algumas acomodações contam com varanda e vistas para a praça e o Rio Tejo. Oferece um excelente café da manhã (incluso) ao som de piano.

Além da Baixa e do Chiado, outras opções para considerar são Alfama, Príncipe Real, Avenida da Liberdade e Belém. No nosso guia completo de onde ficar em Lisboa, falamos mais sobre cada um desses bairros, com detalhes sobre as vantagens e desvantagens de cada um.

O QUE FAZER EM LISBOA: MELHORES ATRAÇÕES E PASSEIOS

Lisboa é uma cidade cheia de história, cultura e vistas inesquecíveis. Caminhar pelas ruas da capital portuguesa é se deparar com belas praças, miradouros e bairros históricos.

Para ajudar no planejamento, reunimos aqui as melhores atrações de Lisboa, que vão do centro histórico a Belém, passando por museus, bairros típicos e até bate-voltas para destinos próximos. Assim, você consegue montar um roteiro variado e aproveitar o melhor da cidade!

Praça do Comércio

O que fazer em Lisboa: Praça do Comércio

Foto: Claudio Schwarz via Unsplash

Sem dúvida, você deveria começar o seu roteiro de Lisboa pela Praça do Comércio. Além de carregar séculos de história (ela foi construída no local onde ficava o Palácio Real antes do terremoto de 1755), a praça impressiona pela beleza e grandiosidade.

Logo ao chegar, é impossível não se encantar com a paisagem que se forma entre o Rio Tejo e o céu lisboeta. Do nascer ao pôr do sol, qualquer hora é um bom momento para visitar o local.

No centro da praça está a estátua de Dom José I de Portugal, inaugurada em 1775. Já bem em frente ergue-se o monumental Arco da Rua Augusta, que também pode ser visitado. Por 3 €, você sobe ao topo e tem uma vista panorâmica da praça e do Tejo, compondo um dos cenários mais clássicos de Lisboa.

Além disso, vale a pena caminhar pelas arcadas que cercam toda a praça, que abrigam cafés históricos, lojas e restaurantes.

Por fim, aproveite também para sentar próximo ao Rio Tejo, especialmente se a temperatura estiver agradável. Ali está o verdadeiro encanto de Lisboa: um convite para apreciar a vida!


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Rua Augusta

Rua Augusta

Foto: Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau

Seguindo direto pela Praça do Comércio, um dos passeios mais agradáveis para se fazer em Lisboa é caminhar pela charmosa Rua Augusta, a famosa rua pedonal que atravessa a Baixa e conecta a Praça do Comércio à Praça do Rossio.

Logo nos primeiros passos, você vai perceber o charme do lugar: a tradicional calçada portuguesa em preto e branco e os prédios históricos, com suas fachadas típicas, contam um pouco da história da cidade. Além de bonita, essa é uma das ruas mais movimentadas e emblemáticas de Lisboa, perfeita para quem gosta de caminhar com calma e apreciar a arquitetura local.

Ao longo do trajeto, há sempre algo acontecendo, incluindo artistas de rua animando o passeio com apresentações de fado. Além disso, os restaurantes com mesas ao ar livre convidam a fazer uma pausa para provar pratos típicos, como bacalhau e vinho. No entanto, é bom ter em mente que os preços por ali costumam ser mais altos, já que se trata de uma área bastante turística.

Entre os lugares mais procurados da Rua Augusta, vale mencionar a Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau, famosa pelo pastel de bacalhau recheado com queijo da Serra. Mesmo sendo um local bem turístico, a experiência vale a pena.

Tour pela baixa, Chiado e Bairro Alto

Elevador da Bica, em Chiado

Foto: Getty Images

Além das atrações pontuais, passear pelos bairros centrais de Lisboa já é uma experiência por si só. Por isso, eu super indico separar um tempo no roteiro apenas para caminhar por esses locais e se perder entre ruazinhas, cafés, lojas e uma linda arquitetura.

A Baixa é o coração histórico da cidade, marcada por ruas largas, praças monumentais e arquitetura elegante. É ali que ficam a Praça do Rossio e a Praça dos Restauradores, sempre movimentadas, além de várias lojas e cafés tradicionais.

Aliás, bem perto da Praça do Rossio está a A Ginjinha, um pequeno local que serve o tradicional licor de mesmo nome, feito com cereja ácida. Servido em um copinho de chocolate, é bem docinho, vale a pena experimentar.

Logo acima fica o Chiado, conhecido pelo charme boêmio e pela vida cultural intensa. O bairro é ótimo para quem gosta de caminhar entre vitrines e pontos culturais.

Entre cafés históricos, teatros e livrarias, destaca-se a Livraria Bertrand, a mais antiga do mundo ainda em funcionamento. Também é no Chiado que está o famoso café A Brasileira, com a estátua de Fernando Pessoa na frente.

Na divisa com o Bairro Alto, fica a Praça Luís de Camões, em homenagem ao poeta. A praça é muito bonita e cercada por edifícios históricos, além de contar com diversas opções para comer.

E por falar no Bairro Alto, ele é o coração da vida noturna lisboeta. À noite, suas ruas estreitas ficam lotadas de pessoas em busca de bares, tascas e casas de fado. Já durante o dia, o bairro é bem mais calmo, com lojinhas e ruas pitorescas que rendem boas fotos.

Torre de Belém

O que fazer em Lisboa: Torre de Belém

Foto: Alex Paganelli via Unsplash

Talvez o principal cartão-postal de Lisboa seja a Torre de Belém, e preciso admitir que ela merece a fama.

Construída entre 1514 e 1520, a torre foi projetada inicialmente para defender a entrada do porto de Lisboa. Além de sua função militar, também servia como ponto de partida e chegada das expedições marítimas portuguesas, funcionando como “porta de saída” para o mundo durante a Era dos Descobrimentos.

No entanto, não se deixe enganar pelas fotos: a torre não é tão grande quanto parece. Mesmo assim, o tamanho não diminui em nada a sua beleza, que se destaca ainda mais com o Rio Tejo ao fundo. Se puder, programe sua visita para o fim da tarde, quando o pôr do sol forma um cenário único.

Também é possível explorar o interior da Torre e observar sua arquitetura de perto. Para isso, é necessário comprar um ingresso de 15 € (incluso no Lisboa Card).

Depois da visita, vale a pena tomar um café e passear pelos arredores, que oferecem uma vista linda e um clima bem agradável.

Dica: a forma mais prática de chegar até a Torre de Belém é pegando o elétrico 15, que liga diretamente o centro de Lisboa ao bairro de Belém. O trajeto é agradável e já faz parte da experiência.

Importante: na data de publicação deste artigo, a Torre de Belém encontra-se fechada para obras, ainda sem previsão de reabertura.

Mosteiro dos Jerónimos

Mosteiro dos Jerônimos

Foto: Claudia Schillinger via Flickr

Ainda em Belém, você encontrará uma das construções mais bonitas e impressionantes de Lisboa: o Mosteiro dos Jerónimos.

Erguido no início do século XVI, o mosteiro celebra a Era dos Descobrimentos e foi financiado com as riquezas trazidas das expedições ultramarinas portuguesas. Encomendada por D. Manuel I, a construção foi entregue à Ordem de São Jerônimo, cuja missão era abençoar as viagens e orar pelos navegadores que partiam em busca de novas rotas e territórios.

A arquitetura do edifício é impressionante tanto por fora quanto por dentro. A fachada manuelina, ricamente trabalhada com elementos náuticos, é uma verdadeira obra de arte. Já o claustro, extremamente ornamentado, revela a grandiosidade e a delicadeza dos detalhes.

Como a atração é uma das mais visitadas de Lisboa, é comum encontrar filas enormes na entrada. Por isso, a melhor forma de otimizar a visita é garantir o ingresso antecipadamente pelo site oficial, que custa € 18.

Além do mosteiro, vale a pena visitar a Igreja de Santa Maria de Belém, que está colada ao mosteiro e tem entrada gratuita (embora também costume ter filas). Além das sua importância arquitetônica, personalidades de grande relevância para a história de Portugal estão sepultadas ali, como o navegador Vasco da Gama e o poeta Luís de Camões.

Pastéis de Belém

Pastel de Belém

Foto: Macau Photo Agency via Unsplash

A gastronomia é quase um ponto turístico em Portugal, e nada representa melhor isso do que o doce criado justamente no Mosteiro dos Jerónimos: o famoso “pastel de nata”, ou melhor, o “Pastel de Belém”.

A história desse ícone português começou quando os monges do mosteiro passaram a aproveitar o excedente de gemas de ovos, já que usavam as claras para engomar os hábitos, para criar doces conventuais.

Quando as ordens religiosas foram extintas em 1834, a receita foi vendida a um empresário local, que fundou a confeitaria Pastéis de Belém em 1837. Desde então, o Pastel de Belém virou um produto exclusivo, com marca registrada e receita guardada a 7 chaves.

Com o tempo, outras confeitarias passaram a fazer versões inspiradas no original, que ficaram conhecidas como “pastel de nata”. Hoje, é possível encontrar o doce em praticamente qualquer esquina de Portugal e em vários outros países. Mesmo assim, provar o original ainda é uma experiência especial para quem visita Lisboa.

A confeitaria Pastéis de Belém fica na Rua de Belém nº 84, pertinho do mosteiro. E já aviso para ser paciente: há sempre fila na porta, embora o atendimento seja rápido.

Pastéis de nata para provar em Lisboa

Para quem também quiser provar os pastéis de nata (afinal, por que comer só um?), aqui vai uma lista de algumas confeitarias que são destaque em Lisboa:

  • Manteigaria – uma das mais famosas, tem pastéis de nata cremosos, com casquinha crocante, saindo do forno a toda hora (são 12 unidades espalhadas pela cidade, inclusive em Belém).

  • Fábrica da Nata – ótima relação custo-benefício, com várias unidades na cidade (Praça dos Restauradores, 62 e Rua Augusta, 275).

  • Pastelaria Santo António – eleita várias vezes como uma das melhores da cidade, fica perto do Castelo de São Jorge (Rua Milagre de Santo António, 10).

  • Pastelaria Aloma – eleita pela 4ª vez como a melhor pastelaria de nata em Lisboa (Rua Francisco Metrass, 67 – Campo de Ourique).

Alfama e Sé de Lisboa

Bairro da Alfama, em Lisboa

Foto: Getty Images

Alfama é o bairro mais antigo de Lisboa, cheio de ruazinhas estreitas, miradouros e casas típicas. Caminhar por aqui é como voltar no tempo, ouvindo o fado que ecoa das pequenas tascas.

É uma das áreas mais autênticas para sentir a verdadeira alma portuguesa e vale muito a pena separar um tempinho para explorar o local. Aliás, o bairro abriga alguns dos pontos turísticos mais importantes de Lisboa.

Entre eles está a Sé de Lisboa, que remonta ao século XII e é um dos monumentos mais antigos da capital. Foi ali que Santo Antônio foi batizado e frequentava. Por fora, a igreja tem uma aparência simples, mas, por dentro, revela uma bela combinação de estilos arquitetônicos. Para visitar o interior do templo, as capelas e subir ao cadeiral do coro, o ingresso custa 7 €.

Outro ponto que vale a visita é o Museu do Fado, dedicado ao gênero musical mais tradicional do país. A visita guiada custa 5 € e os ingressos podem ser comprados diretamente no local.

Mas, para uma experiência completa, nada melhor do que assistir a um espetáculo de fado em uma das casas tradicionais do bairro. Há várias opções, desde apresentações mais intimistas até jantares com música ao vivo, e muitas delas podem ser reservadas online.

Parque das Nações

Parque das Nações em Lisboa

Foto: Paulo Soeiro via Unsplash

O Parque das Nações é conhecido como a região mais moderna de Lisboa. Mesmo com seus prédios arrojados e infraestrutura contemporânea, o bairro não perde o encanto, já que todo o projeto foi desenvolvido valorizando a paisagem do Rio Tejo.

Caminhar por ali é uma forma agradável de conhecer um lado mais atual da cidade, com muito espaço ao ar livre e uma atmosfera tranquila.

Na área, você vai encontrar um grande centro comercial, restaurantes, prédios modernos e a Estação Oriente. Se chegar ou sair de Lisboa de trem, é bem provável que passe por ela. Aliás, o design da estação lembra o do Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, já que ambos foram projetados pelo mesmo arquiteto, Santiago Calatrava.

Ainda no Parque das Nações, uma das experiências mais legais é fazer um passeio de teleférico, que sai da parte de trás do Oceanário. O trajeto vai de uma ponta a outra do parque e vale a pena pela vista 360°.

No entanto, vale lembrar que o passeio não é tão proveitoso em dias nublados. O bilhete custa 7 € só de ida e 10 € ida e volta. Ah, e pra não confundir: em Portugal o teleférico é chamado de ‘telecabine’.

Elevador Santa Justa

Elevador de Santa Justa, em Lisboa

Foto: Sandra Grünewald via Unsplash

Acredite: uma das experiências mais icônicas para se ter em Lisboa é, simplesmente, andar em um elevador.

O mais famoso deles, o Elevador Santa Justa, liga a parte baixa à parte alta da cidade e funciona desde 1902. Mais do que um meio de transporte, ele é um verdadeiro cartão-postal, com uma estrutura imponente e detalhes arquitetônicos que valorizam a tradição portuguesa.

Os ingressos são vendidos no próprio local e, ao subir, você também pode acessar o mirante no topo do elevador. Além de viver uma experiência histórica, terá uma vista panorâmica da cidade.

O elevador funciona das 9h às 21h, e o bilhete custa € 6,10 (ida e volta, com acesso ao mirante incluído).

Importante: após o trágico acidente ocorrido em setembro de 2025 no Elevador da Glória, também em Lisboa, diversos equipamentos semelhantes foram temporariamente fechados para manutenção preventiva em Portugal. Entre eles está o próprio Elevador Santa Justa, que permanece sem data prevista de reabertura até a publicação deste artigo.

Miradouros de Lisboa

Miradouro São Pedro de Alcântara, em Lisboa

Foto: Getty Images

Lisboa é conhecida como a cidade das sete colinas, o que significa que é possível ter lindas vistas em diferentes pontos. Para aproveitar essas paisagens, vale a pena incluir no roteiro paradas em alguns dos miradouros. Eles são gratuitos e oferecem ângulos únicos da cidade.

Entre os mais famosos estão o Miradouro da Senhora do Monte, com uma das vistas mais completas da cidade, o São Pedro de Alcântara, de frente para o Castelo de São Jorge, e os clássicos Santa Luzia e Portas do Sol, perfeitos para observar Alfama e o Tejo.

O melhor é visitar no fim da tarde e assistir ao pôr do sol em grande estilo!

LX Factory

O Lx Factory é um dos espaços mais criativos e modernos de Lisboa. Com um espírito jovem e descolado, o local reúne escritórios, lojas, galerias de arte e uma ótima variedade de restaurantes e cafés.

O complexo ocupa a antiga área da Companhia de Fiação e Tecidos Lisbonense e preserva boa parte de sua estética original. O ambiente tem um ar industrial, com prédios de tijolos e estruturas metálicas, que hoje abrigam iniciativas ligadas à arte, cultura e inovação. Essa mistura de passado e presente é justamente o que torna o lugar tão legal.

Além da proposta artística, o Lx Factory também é um ótimo destino gastronômico, com opções que vão de hambúrgueres e sushi a pratos tradicionais portugueses. A dica é conferir a programação do local ao planejar sua visita, já que ao longo do ano acontecem shows, feiras, eventos culturais e apresentações gratuitas que deixam o espaço ainda mais interessante.

Castelo de São Jorge

Ainda em Alfama, o Castelo de São Jorge é um dos locais mais visitados de Portugal. Estar ali é como fazer uma verdadeira viagem no tempo, já que a fortificação remonta ao período medieval.

A origem do castelo data do século XI, quando foi construído pelos mouros como uma estrutura militar para proteger a cidade. Em 1147, durante a tomada de Lisboa pelos cristãos, ele foi conquistado por Afonso I de Portugal e passou a ter um papel central na defesa e administração da capital. Ao longo dos séculos seguintes, serviu como residência real e quartel militar, até se tornar um dos pontos turísticos mais emblemáticos de Lisboa.

Além da história impressionante, o castelo oferece uma bela vista da cidade a partir dos jardins, das torres e da Praça das Armas. Vale também explorar o Jardim Romântico e a exposição com objetos arqueológicos recuperados.

A minha atração preferida é a Câmera Escura (Periscópio), que permite observar, em tempo real, diversos pontos turísticos de Lisboa através de um sistema óptico instalado em uma das torres.

Para chegar ao Castelo de São Jorge, você pode fugir de subir as ladeiras pegando o ônibus 737. O castelo abre das 9h às 21h durante o horário de verão e das 9h às 18h no horário de inverno, e o ingresso custa € 15.

Vale saber: a Câmara Escura tem outro horário de funcionamento e está sujeita às condições meteorológicas:

  • 11h – 13h (janeiro, fevereiro, outubro, novembro, dezembro)
  • 11h – 14h (março)
  • 11h – 15h (abril, setembro)
  • 11h – 16h (maio, junho, julho, agosto)

Cais do Sodré e Time Out Market

Time Out Market Lisboa

Foto: Divulgação

O Cais do Sodré já foi conhecido como uma zona portuária boêmia e mal-afamada. Hoje, porém, o bairro passou por uma grande revitalização e se transformou em um dos lugares mais animados de Lisboa.

Durante o dia, a área é prática pela estação que conecta trem, metrô, ônibus e ferries. À noite, a Rua Cor de Rosa vira ponto de encontro para quem busca bares e baladas.

Além disso, é nessa região que está o Time Out Market Lisboa, um dos espaços gastronômicos mais famosos da cidade. Instalado no histórico Mercado da Ribeira, o local reúne bancas e restaurantes de chefs renomados, com opções que vão desde clássicos portugueses até criações contemporâneas. Vale a pena ir mais cedo ou no horário do almoço, já que à noite o espaço costuma ficar bem cheio.

Museus de Lisboa

Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia - MAAT Lisboa

Foto: Sara Depraetere via Unsplash

Lisboa tem uma oferta cultural riquíssima, com museus para todos os gostos. Se você gosta de arte e cultura, vale a pena incluir alguns deles no seu roteiro. Confira algumas opções:

Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT)

Um dos museus mais recentes de Lisboa é o MAAT, que tem se destacado em toda a Europa com diversas exposições ao longo do ano. O destaque vai para a sua localização privilegiada: às margens do Rio Tejo, com um belo reflexo da luz solar.

A visita é excelente para fãs de arte, já que as exposições trazem reflexões sobre temas relevantes da sociedade atual. As filas costumam ser rápidas e o ingresso custa € 15.

Museu Nacional do Azulejo

À primeira vista pode parecer curioso visitar um museu dedicado a azulejos, mas esse é um verdadeiro patrimônio de Portugal. Tradicionalmente pintados de branco e azul, os azulejos são um importante símbolo da cultura portuguesa.

O museu abriga peças que vão do século XV aos dias atuais, proporcionando uma viagem pela história, estilos e técnicas. O bilhete custa € 10 e pode ser adquirido no local ou pelo site oficial. As visitas ocorrem de terça-feira a domingo, das 10h às 18h.

Museu Nacional dos Coches

Para quem gosta de história e de viajar no tempo, esse museu é uma ótima escolha. Inaugurado em 1905, ele abriga a maior coleção do mundo de coches e carruagens dos séculos XVI a XIX, em sua maioria provenientes da Casa Real Portuguesa.

O ingresso custa € 15 e também é possível comprar pelo site oficial.

Bate e volta em Cascais

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Foto: Sandra Grünewald via Unsplash

Estamos falando sobre o que fazer em Lisboa, mas que tal aproveitar a viagem para conhecer também os arredores da capital?

Se estiver por lá na primavera ou no verão, não pense duas vezes: faça um bate e volta até Cascais. O balneário é famoso pelas praias, pelo centro histórico charmoso e pela bela orla à beira do Atlântico, perfeita para caminhadas ou passeios de bicicleta. Outro ponto imperdível é a Boca do Inferno, uma formação rochosa impressionante que atrai visitantes de todo o mundo.

Chegar até Cascais é simples e rápido. O trem parte da Estação do Cais do Sodré, leva cerca de 40 min e custa € 4,90 ida e volta. Os bilhetes podem ser comprados diretamente na estação ou carregados no cartão Navegante. Também há a opção de pegar o trem na Estação Rossio, mas o trajeto leva um pouco mais de 1 hora.

Para saber todos os detalhes do destino e montar um roteiro completo, confira o nosso guia de o que fazer em Cascais em 1 dia.

Bate e volta em Sintra

Palácio da Pena, em Sintra, Portugal

Palácio Nacional da Pena | Foto: Merve Selcuk Simsek via Unsplash

Outro bate e volta imperdível a partir de Lisboa é para Sintra, uma cidade que parece ter saído de um conto de fadas. Famosa por seus palácios, jardins e paisagens de tirar o fôlego, é um passeio que encanta a todos.

O grande destaque do destino é o Palácio da Pena, com suas cores vibrantes e uma vista panorâmica incrível da região. Também vale a pena visitar o Palácio Nacional de Sintra, localizado bem no centro histórico, e o Castelo dos Mouros, além da misteriosa Quinta da Regaleira, conhecida por seus jardins e túneis subterrâneos.

O trem para Sintra parte da Estação do Rossio, no centro de Lisboa, em média a cada 20 min. A viagem dura cerca de 40 min e custa € 4,90 ida e volta. Como Sintra é um dos destinos mais visitados de Portugal, a dica é comprar os ingressos dos palácios com antecedência e chegar cedo para evitar filas e aproveitar melhor o dia.

Quer saber mais sobre tudo o que conhecer e visitar na cidade? Confira o nosso guia de o que fazer em Sintra em 1 dia.

COMO SE LOCOMOVER EM LISBOA

Elétrico 28 em frente ao Arco da Rua Augusta

Elétrico 28 | Foto: Getty Images

Antes de explorar tudo o que Lisboa tem a oferecer, é importante entender como se locomover pela cidade. A capital portuguesa é bem conectada e oferece diferentes opções de transporte, que vão desde o metrô e os bondinhos tradicionais até elevadores e trens.

Caminhar também é uma ótima maneira de conhecer Lisboa, embora seja preciso estar preparado para ladeiras e calçadas de paralelepípedos.

Se a sua dúvida for sobre a chegada, já temos um artigo completo explicando como ir do aeroporto até o centro de Lisboa, com todas as opções detalhadas.

Transporte público em Lisboa

Lisboa tem um sistema de transporte público conectado e variado, que vão te levar aos principais pontos da cidade.

O metrô é a forma mais rápida de circular por lá. A Linha Vermelha conecta o aeroporto ao centro (Oriente, Alameda, Saldanha) e é a mais usada por turistas logo na chegada. A Linha Azul passa por estações estratégicas como Restauradores e Baixa-Chiado, que dá acesso ao coração da cidade. Já a Linha Verde também chega à Baixa-Chiado e conecta a Cais do Sodré.

A rede de ônibus e bondinhos (elétricos) cobre bem as áreas onde o metrô não chega, como Belém. O elétrico 28E percorre bairros históricos como Graça, Alfama, Baixa e Chiado. Já o 15E liga a Baixa a Belém em cerca de 30 minutos.

Existem ainda os elevadores, que ajudam a encarar as ladeiras. Os principais são: Glória (liga Restauradores ao Bairro Alto), Bica (do Cais do Sodré ao Bairro Alto) e Lavra (perto da Avenida da Liberdade). Já o Elevador de Santa Justa conecta a Baixa ao Largo do Carmo, além de ser um ponto turístico em si.

Bilhetes e formas de pagamento

Para usar o transporte público de Lisboa, a opção mais econômica é o cartão Navegante Ocasional, um cartão recarregável que custa € 0,50 e pode ser comprado nas máquinas e guichês do metrô. Ele funciona para todos os transportes públicos da cidade (incluindo trens e barcas) e você pode carregar diferentes tipos de bilhetes:

  • Bilhete único: custa € 1,85 por viagem.

  • Zapping: funciona como crédito pré-pago. Você pode carregar de € 3 a € 40, e o valor vai sendo debitado. Com ele, o preço da viagem fica mais barato: € 1,66 no metrô e ônibus.

  • Passe de 24h: € 7, válido para viagens ilimitadas no metrô, ônibus, bondes e elevadores durante 24 horas a partir da primeira validação.

  • Tarifa de bordo: para ônibus, elétricos e elevadores, o preço do bilhete é maior. Você pode consultar no site oficial.

Vale ressaltar que o cartão Navegante não pode ser usado por mais de uma pessoa na mesma viagem, pois deve ser passado na catraca de entrada e de saída.

Para quem busca praticidade, também é possível pagar com um cartão de crédito ou débito contactless (incluindo carteiras virtuais) diretamente nos validadores, sem precisar comprar o Navegante. É prático, mas segue as tarifas unitárias.

Lisboa Card vale a pena?

A capital portuguesa também tem um cartão turístico.

O Lisboa Card inclui uso ilimitado do transporte público (metrô, ônibus, bondes e trens para Sintra e Cascais) e ainda garante entrada gratuita ou descontos em várias atrações, como o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém. Ele está disponível nas versões de 24h (€ 31), 48h (€ 51) e 72h (€ 62), e você pode comprar online ou em pontos turísticos da cidade.

Para quem pretende visitar pelo menos duas ou três atrações pagas por dia, o cartão costuma compensar financeiramente. Mas é importante analisar o seu roteiro e colocar tudo na ponta do lápis. Para quem prefere caminhar e visitar menos atrações pagas, pode ser mais econômico comprar os ingressos individualmente.

CURTA LISBOA!

Depois de explorar todas essas dicas, fica claro que Lisboa é um destino que combina perfeitamente tradição, história e modernidade. Caminhar pelas suas ruas, subir em miradouros, provar os pastéis de nata e visitar seus monumentos icônicos é mergulhar na essência da capital portuguesa.

E não esqueça: escolher bem onde ficar e entender como funciona o transporte da cidade faz toda a diferença no seu roteiro. Com um bom planejamento, Lisboa se revela ainda mais acolhedora, deliciosa e inesquecível!

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