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“Moeda da Hungria: saiba o que e quanto levar para Budapeste”

Planejando uma viagem para Budapeste? Então é bom saber que, assim como outros países do Leste Europeu, a Hungria não adota o euro como moeda oficial. Na verdade, a moeda da Hungria é o florim húngaro.

Neste post você vai entender melhor sobre essa moeda, quanto ela vale, qual é a melhor maneira de levar dinheiro para Budapeste e quanto, aproximadamente, você gastará na sua viagem. Confira!


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QUAL É A MOEDA DA HUNGRIA?

Embora faça parte da União Europeia, a moeda oficial da Hungria é oflorim húngaro (forint em húngaro), também abreviado para Ft. O código da moeda é o HUF.

No geral, é em HUF ou Ft que você verá os valores nos restaurantes, lojas e passeios turísticos.

As notas em circulação possuem valores de 500, 1.000, 2.000, 5.000, 10.000 e 20.000 florins. Já as moedas são encontradas nos valores de 5, 10, 20, 50 e 100 florins.

Florim húngaro, a moeda da Hungria

A moeda da Hungria é o florim húngaro

Cotação do florim húngaro: real x euro x dólar

Para se ter uma ideia da cotação do florim húngaro¹, seguem alguns comparativos com base na atual cotação:

 

  • R$ 1 = 58,80 HUF
  • 1 euro = 368,05 HUF
  • 1 dólar = 327,61 HUF

 

Pra facilitar a conta na hora de ver os preços, tenha em mente que, atualmente, 1.000 florins húngaros equivalem a R$17,00 (câmbio comercial).

E vale destacar que, assim como o real (mas não tanto quanto), o florim sofreu uma importante desvalorização nos últimos anos.

Mais adiante você verá um exemplificativo de custos para entender o quanto você gastará na sua viagem à Hungria.

¹ A cotação foi conferida na data de publicação deste artigo e segue o câmbio comercial.

QUAL MOEDA LEVAR PARA BUDAPESTE

Budapeste é a capital e a cidade mais visitada da Hungria.

Para quem sai do Brasil, é importante saber que o florim húngaro é uma moeda exótica no nosso país. Por isso, será quase impossível encontrá-lo em uma casa de câmbio brasileira. E mesmo que você encontre, a cotação provavelmente não será boa, já que a circulação da moeda da Hungria é baixa.

Da mesma forma, também será muito difícil trocar reais por florins em Budapeste ou qualquer outra cidade da Hungria.

Assim, recomendo levar uma moeda de grande circulação e comprar florins chegando em Budapeste.

Euro

Como é bem provável que você passe ou até mesmo inclua na viagem outro destino dentro da zona do euro, levar euros para a Hungria pode ser a melhor opção. Assim, você só trocará o necessário em florins e não correrá o risco de ficar com uma moeda “inútil” na carteira.

E, como o euro é uma moeda de grande circulação, você não perderá tanto nas taxas cambiais. Ainda assim, terá que fazer o caminho “reais → euros → florins”, passando por duas conversões.

Em Budapeste, não é incomum que alguns restaurantes turísticos e hotéis aceitam o pagamento em euros. Mas, nesses casos, a taxa aplicada é superior à das casas de câmbio e acaba não valendo à pena. Por isso, escolha sempre pagar em florins.

Libra

Você não terá problemas em trocar libras esterlinas nas casas de câmbio de Budapeste. Como a libra também é uma moeda de grande circulação, não haverá perda significativa no câmbio em relação ao euro.

Porém, levar libras para Budapeste só fará sentido se por algum motivo você já tiver a moeda ou se a sua viagem incluir uma visita ao Reino Unido. Senão, o euro continua levando vantagem.

Dólar

A mesma lógica da libra se aplica aos dólares. Se você possui dólares na carteira: leve-os. Caso tenha que comprar, não existe motivo para não recorrer ao euro como moeda intermediária.

DICAS PRÁTICAS

Onde comprar euro e outras moedas em espécie no Brasil

A melhor e mais econômica maneira de comprar euros e outras moedas em espécie no Brasil é através de uma comparadora de câmbio

Uma comparadora de câmbio é uma intermediária entre você e as melhores casas de câmbio, na qual você poderá checar as taxas e condições de todas em tempo real e de maneira facilitada. Em alguns casos, também te dá a oportunidade de fazer ofertas – e baixar alguns centavos na tarifa.

A que eu já usei e recomendo é a Melhor Câmbio.

Como a ferramenta é apenas uma intermediária, vale ficar de olho na nota de avaliação da Corretora – que é mostrada no próprio site.

Casas de Câmbio em Budapeste: onde trocar o dinheiro

Ao caminhar pelas zonas turísticas de Budapeste, você verá várias placas de “change” e “exchange” em portinhas na rua, lojas de souvenir e até mesmo hotéis. Dica: não troque o seu dinheiro nesses locais sem checar a procedência. Na cidade há muitos cambistas não confiáveis, com tarifas ruins ou que aplicam taxas ocultas fora da cotação anunciada.

Para uma compra segura e sem surpresas, essas são algumas das Casas de Câmbio confiáveis em Budapeste (clique na localização para ver no mapa):


Dentre as Casas de Câmbio citadas,
a Money Exchange muitas vezes pratica as melhores taxas (atente-se à localização, pois existem outras com o mesmo nome). Caso você não queira perder tempo pesquisando as cotações, essa é uma boa opção.

A vantagem do local é que abre inclusive aos finais de semana (confira os horários atualizados no Google Maps) e está bem no centro da zona turística – perto da Fashion Street e do ponto de ônibus para o Aeroporto

E, falando em Aeroporto, evite trocar muito dinheiro nas Casas de Câmbio de lá, pois as taxas costumam ser ruins.

Usando o cartão de crédito/débito em Budapeste

Cartão de crédito em Budapeste

Diferente do Brasil, o sistema “contactless” é adotado na Hungria. Basta aproximar o cartão da maquininha e, se o valor for baixo, sequer é solicitada a senha

Os cartões circulam bem em Budapeste e as bandeiras Visa e Mastercard são as que possuem maior cobertura. Os cartões American Express também são bem recebidos, mas podem não ser aceitos em um lugar ou outro.

Dificilmente você encontrará alguma loja ou restaurante que não possua a maquininha – até mesmo os tickets de ônibus e metrô podem ser pagos com o cartão.

Contudo, em algumas feiras, barraquinhas e (raramente) atrações turísticas o dinheiro vivo ainda é imprescindível.

Por isso, tenha sempre algumas notas na carteira!

A grande vantagem do cartão de crédito é a segurança e comodidade.

Já a desvantagem é a cobrança de IOF de 6,38% (contra 1,1% da compra de moeda em espécie), além de taxas cambiais nem sempre muito claras. E com a oscilação do real, fica difícil saber quanto de fato está sendo gasto.

Também é importante lembrar que o cartão precisa estar habilitado para uso no exterior. A maioria dos bancos permite a ativação dessa função via internet banking.


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Sacando dinheiro em Budapeste

Para sacar dinheiro em Budapeste, basta ir em qualquer caixa ATM com um cartão de crédito ou débito habilitado para uso no exterior.

O IOF, neste caso, também é de 6,38%. Já a taxa cambial, assim como acontece nas compras com cartão de crédito, é instituída pelo banco ou administradora do cartão.

Além disso, muitos cartões também cobram uma taxa de saque. Consulte o seu banco ou operadora do cartão para saber quais taxas serão aplicadas. 

E, como se já não fossem taxas o suficiente, o próprio terminal eletrônico também pode cobrar taxa de saque.

Para evitar as taxas do terminal, dê preferência aos caixas de bancos ao invés dos caixas genéricos.

E falando em caixas genéricos, você encontrará os da rede “Euronet” (que é tipo o “Banco24Horas”) por todo lado, principalmente nas áreas mais turísticas. Quando você ver um, fuja na velocidade da luz – as taxas são abusivas!

Por conta dessas tarifas (que normalmente são fixas e cobradas por operação), recomendo fazer poucos saques e em maior quantidade – e apenas se necessário.

Quanto vou gastar na minha viagem para Budapeste?

O custo de uma viagem depende muito do perfil de cada viajante. Não importa o destino, sempre dá pra gastar muito ou bem pouco.

Mas, para você ter uma ideia de custos, vamos falar um pouco da média de valores nos segmentos de hospedagem, alimentação e atrações turísticas – tudo na moeda da Hungria.


Hospedagem

A hospedagem é certamente o item mais variável – depende muito do nível de conforto, localização, serviços oferecidos e época do ano.

Em Budapeste, na média temporada, é possível encontrar diárias com boa localização nas seguintes faixas de preço:

  • Cama em Hostel bem avaliado (quarto compartilhado): a partir de 3.000 HUF
  • Quarto padrão em Hotel 3 estrelas para 2 pessoas a partir de 14.000 HUF
  • Quarto superior em Hotel 5 estrelas para 2 pessoas  a partir de 35.000 HUF

Alimentação

Para se ter uma ideia de custo da viagem com alimentação, você pode levar em conta o valor médio* de alguns itens nos restaurantes:

  • Refeição em restaurante econômico 2.500 HUF
  • Refeição completa para 2 pessoas (3 pratos) 14.000 HUF
  • Refrigerante lata 350 HUF
  • McMeal no McDonalds 1.800 HUF
  • Cerveja local (500 ml) 600 HUF

Vale lembrar que esses são valores médios. Pela minha experiência, é possível encontrar opções mais baratas que as apontadas.

De segunda a sexta, por exemplo, é comum que os restaurantes ofereçam um “menu do dia” econômico no almoço. Por cerca de 1.000 HUF você também poderá comer um lángos, comida de rua típica da Hungria. 

* Fonte: Numbeo


Atrações

Os ingressos das atrações em Budapeste variam bastante, por isso é ideal planejar as atividades com antecedência.

Para se ter uma ideia, a visita guiada ao Parlamento custa 6.700 HUF (para adultos não cidadãos da UE), enquanto um cruzeiro no Danúbio custa a partir de 3.464 HUF e um ingresso nas Termas de Széchenyi custa 9.237 HUF.

Você também pode conferir o preço de outros ingressos e experiências no site da Get Your Guide:

 

Em comparação com outros países da União Europeia, principalmente daqueles que fazem parte da Zona do Euro, a Hungria é considerada um país econômico para se visitar.

O QUE, COMO E QUANTO LEVAR PARA BUDAPESTE?

Agora que você tem uma ideia dos principais custos de uma viagem para Budapeste, basta adaptar ao seu perfil para entender o quanto você gastará na viagem.

Como, no geral, já saímos com hotel e passeios reservados (ou ao menos em mente), fica mais fácil entender o quanto precisamos levar. À hospedagem e atrações, some o custo estimado com alimentação e reserve mais uma quantia para o transporte, compras (se for o caso) e eventuais imprevistos.

Com esse valor em mente, é hora de decidir como levar o seu dinheiro.

Como vimos, pra quem sai do Brasil a opção mais econômica é levar euros em espécie e trocar por florins húngaros em uma Casa de Câmbio em Budapeste.

Já o uso do cartão de crédito ou débito internacional é muito mais caro, mas pode ajudar em emergências ou até mesmo ser a principal opção de quem prioriza comodidade.

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