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“Roteiro na Cidade do México para 3, 4 ou 5 dias: completo e com mapa!”


Quem desembarca na Cidade do México com um bom roteiro em mãos sai na frente. Mas não me leve a mal, não se trata de nenhuma competição. A questão é que o viajante preparado, sem dúvida, ganha tempo – ainda mais se tratando de uma cidade enorme como a capital mexicana.

Minha primeira dica como moradora da Cidade do México é organizar seus dias de roteiro em regiões a serem exploradas. Em cada região, elenque as atrações de interesse, mas, claro, deixando uma folga para o inesperado. Afinal, queremos um roteiro estratégico e dinâmico sem engessá-lo.

Para ajudá-lo nessa missão, preparei neste guia uma sugestão de roteiro para 3, 4 ou 5 dias na Cidade do México. Além disso, incluí dicas de locomoção e hospedagem para facilitar ainda mais sua viagem.

COMO SE LOCOMOVER NA CIDADE DO MÉXICO

A Cidade do México oferece boas opções de deslocamento, atendendo a todos os perfis de viajantes.

O metrô e o metrobús – ônibus articulado que circula por faixas exclusivas – são as melhores alternativas de transporte público para os turistas. Além de econômicos (MXN 5 o metrô e MXN 6 o metrobús), eles conectam muito bem as principais áreas de interesse do destino.

Para utilizá-los, você precisará adquirir a Tarjeta de Movilidad Integrada (MI), cartão recarregável usado em todos os transportes públicos da cidade. Ele custa MXN 15 e pode ser comprado em máquinas automáticas dentro das estações de metrô e de metrobús.

Aos que buscam mais comodidade, a dica é usar carros de aplicativo, que são bastante seguros e práticos. A Cidade do México conta com serviços de duas empresas, Uber e Didi, sendo o primeiro o que oferece o maior número de motoristas.

Há também uma ampla disponibilidade de táxis na cidade – que no geral também são seguros –, mas usá-los exige um pouco mais de cuidado. Golpes como não usar o taxímetro para calcular o valor da corrida, por exemplo, são frequentes.

O ônibus turístico de dois andares, no estilo hop-on hop-off, também está presente no destino e pode agradar alguns perfis de viajantes. Com quatro linhas, eles chegam a boa parte das atrações.

Você encontra informações detalhadas sobre o tema no nosso guia de como se locomover na Cidade do México. Aconselho a leitura!

ONDE SE HOSPEDAR NA CIDADE DO MÉXICO

Monumento El Ángel da Cidade do México

Área da Av. Paseo de la Reforma | Foto: Getty Images

A decisão de onde ficar na Cidade do México é estratégica no planejamento de um bom roteiro. Afinal, estamos falando de uma das maiores cidades da América Latina.

Tão importante é o assunto que preparamos um artigo dedicado apenas a onde ficar na Cidade do México para tratá-lo em detalhes – outra leitura que vale a pena caso ainda não tenha reservado seu hotel.

Mas, para resumir, são sete os melhores bairros e regiões para se hospedar na Cidade do México: Roma Norte, La Condesa, Zona Rosa, Avenida Paseo de la Reforma, Polanco, Centro Histórico e Coyoacán.

Vizinhos, Roma Norte, La Condesa e a Zona Rosa são bairros com características boêmias. Neles você terá acesso fácil a muitos bares, restaurantes e lojas descoladas, além de garantir caminhadas por ruas arborizadas e agradáveis.

Escolher um hotel na Avenida Paseo de la Reforma também é uma boa ideia, já que é uma localização estratégica, bem servida pelo transporte público.

O Centro Histórico também tem boa localização (é nele que estão alguns dos principais cartões-postais do destino) e fácil acesso ao transporte, além de oferecer preços interessantes para quem quer economizar com hotel. Porém, como acontece em outros centros urbanos de grandes cidades, por ali a sensação de insegurança é maior.

Polanco é o bairro mais refinado da Cidade do México, com preços elevados, mas é perfeito para quem gosta de ambientes requintados e lojas de luxo.

Finalmente, temos Coyoacán, um bairro histórico e turístico, com ares interioranos e uma vida animada e autêntica. O ponto negativo é sua localização: fica mais afastado das demais regiões turísticas e ainda conta com acesso limitado ao transporte público.

Abaixo, reunimos boas sugestões de hotéis para se hospedar na Cidade do México:

Econômico

  • Capri Reforma 410: oferece apartamentos compactos na Avenida Paseo de la Reforma, não muito longe do animado bairro de Roma Norte. Conta com piscina coberta na cobertura, sauna, bem como academia;
  • Hotel MX más roma: no coração de Roma Norte, este hotel descolado e moderno tem café da manhã incluso nas diárias, uma pequena academia e um agradável terraço de uso comum. Seus quartos são completos, com ar-condicionado e banheiro. Além disso, há estacionamento por uma taxa adicional;
  • Viajero CDMX Centro Hostel: excelente opção de hostel no Centro Histórico, oferece acomodações compartilhadas e privativas. Ele tem estrutura bem moderna e uma área comum propícia para conhecer novas pessoas.

Bom custo-benefício

  • Stella Bed & Breakfast: fica na arborizada e simpática Avenida Amsterdam, no bairro La Condesa, em uma casa antiga remodelada, e oferece diferentes configurações de quartos, alguns com banheiro privado externo. Além disso, o café da manhã está incluso;
  • Hotel Geneve CD de Mexico: localizado na animada rua Londres, na Zona Rosa, fica em um edifício de 1907 e oferece dois restaurantes, spa, academia, assim como estacionamento privativo gratuito. O café da manhã está incluso em algumas tarifas;
  • Hotel Marbella: perto de uma estação de metrô em Roma Norte, este hotel tem instalações modernas e oferece café da manhã (porém, pago à parte). Além disso, conta com um restaurante de culinária internacional e uma academia.

Conforto

  • Suites Obelisk: com jacuzzi na cobertura, academia, restaurante, estacionamento gratuito e café da manhã incluso, este hotel em Polanco oferece suítes amplas, todas com TV e mesa de trabalho. Algumas contam também com máquina de café;
  • Hotel Boutique Casa Alebrije: fica em Coyoacán, em um agradável casarão colonial. Tem café da manhã incluso e estacionamento gratuito. É perfeito para quem busca por um bom hotel para relaxar e estar bem localizado no bairro;
  • Hotel Casa Cuenca: próximo ao Parque Espanha, em La Condesa, fica em uma casa de época reformada, tem café da manhã incluso em algumas tarifas e suítes aconchegantes. Tem uma decoração de bom gosto e localização estratégica no bairro.

ROTEIRO DE 3, 4 OU 5 DIAS NA CIDADE DO MÉXICO

Agora sim, vamos ao que interessa: o roteiro de 3, 4 ou 5 dias na Cidade do México. Aqui no blog, já temos um artigo completo sobre o que fazer na Cidade do México, com a lista das principais atrações do destino – leitura que certamente complementa este roteiro.

A diferença é que, neste artigo, a proposta é organizar essas atrações de forma estratégica, para facilitar o seu planejamento.

Nos três primeiros dias, concentrei aquelas que considero as experiências mais imperdíveis da capital, especialmente para quem está indo pela primeira vez. Mas a ideia é que você adapte o roteiro de acordo com seus interesses e o tempo disponível.

Dia 1: Centro Histórico

Panorama do Palácio de Bellas Artes, Cidade do México

Palácio de Bellas Artes | Foto: Daniel Lloyd Blunk-Fernández via Unsplash

Dedique o primeiro dia do roteiro ao Centro Histórico da Cidade do México, o lugar ideal para mergulhar no passado pré-hispânico da capital e acompanhar os diferentes momentos da história do país, da colônia à república.

Além disso, o centro é um espaço vibrante, onde a cultura autêntica do México se revela nas ruas cheias de vida cotidiana.

Uma boa maneira de começar é participando de um Free Walking Tour – recomendo o tour oferecido pela Civitatis, disponível todos os dias, em inglês e espanhol, em diversos horários. Assim, você terá uma visão geral e já absorve parte da riqueza histórica dessa região.

Zócolo e Museu do Templo Mayor

O Zócalo (ou Plaza de la Constitución) é o coração do Centro Histórico e considerado o Ponto Zero da Cidade do México.

Antes da chegada dos espanhóis, era o centro religioso e comercial da antiga cidade asteca de Tenochtitlán. Após a conquista, os colonizadores mantiveram o local como centro político e religioso, aproveitando o fato de a população já reconhecer o espaço como referência.

Para isso, utilizaram pedras dos templos pré-hispânicos na construção dos novos edifícios. A Catedral Metropolitana, a maior e mais antiga da América Latina, é um exemplo claro desse processo.

Ao lado da praça está o Museu do Templo Mayor, que preserva as ruínas do principal templo asteca. Ele foi gradualmente destruído pelos espanhóis, mas parte de sua estrutura sobreviveu.

Caminhando pelo sítio, você poderá observar as diferentes fases de construção, já que os astecas tinham o costume de erguer um novo templo sobre o anterior a cada novo imperador.

Entre os vestígios estão altares dedicados a deuses, oferendas cerimoniais e a impressionante torre de crânios (Huey Tzompantli), que servia para exibir cabeças de guerreiros capturados como demonstração de poder.

A entrada custa MXN 100, e o museu funciona de terça a domingo, das 9h às 17h.

Palácio de Bellas Artes

Siga pela rua pedonal Calle Francisco I. Madero, uma das principais do centro, repleta de edifícios históricos e lojas, até chegar ao magnífico Palácio de Bellas Artes.

Construído entre 1904 e 1934, o edifício reflete a influência do Art Nouveau e, posteriormente, do Art Déco, estilos em alta na América Latina na época – uma tentativa de se assemelhar às principais cidades europeias.

Além de admirar sua fachada, vale entrar no museu (MXN 95), que celebra o muralismo mexicano com obras de grandes nomes como Diego Rivera, David Alfaro Siqueiros, José Clemente Orozco e Rufino Tamayo.

Para apreciar esse símbolo da Cidade do México de outro ângulo – e também fazer uma pausa merecida no roteiro –, há duas opções:

  • Subir no mirante da Torre Latinoamericana (MXN 220), que já foi o edifício mais alto da América Latina;
  • Tomar um café no terraço da loja Sears, em frente ao palácio, que oferece uma vista privilegiada (é preciso consumir algo e respeitar o tempo limite de permanência).

Inclua também no seu roteiro: às quartas e domingos, em diferentes horários, acontece no teatro do Bellas Artes o Ballet Folklórico de México. O espetáculo é lindíssimo e celebra as danças e músicas regionais do país.

Os ingressos variam de MXN 350 (visão parcial) a MXN 1.400 (melhores assentos) e podem ser comprados no site oficial.

Calle Tacuba

Sua próxima parada será na Calle Tacuba, bem pertinho do Palácio de Bellas Artes. Logo de cara, você vai se deparar com o Palácio dos Correios, um edifício impressionante do início do século XX, cujo saguão principal ostenta ferro forjado dourado trazido da Itália, mármore e madeira entalhada.

Não acho que a visita paga ao interior valha a pena, mas entrar no hall gratuitamente já é suficiente para admirar toda a riqueza arquitetônica.

Quase em frente, está o Museu Nacional de Arte (MUNAL), instalado em um majestoso edifício neoclássico que um dia abrigou o Palácio das Comunicações. Sua coleção percorre a história da arte mexicana, do período colonial ao século XX, e vale a visita para quem gosta do tema.

Por fim, não deixe de passar no Café de Tacuba, um restaurante histórico aberto em 1912 em um casarão do século XVII. Frequentado por nomes como Diego Rivera e Frida Kahlo, o espaço encanta pelo ambiente charmoso, pelo serviço atencioso e pela comida tradicional mexicana, saborosa e bem servida.


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Dia 2: Museu de Antropologia, Paseo de la Reforma, Roma Norte e La Condesa

Sala do Museu Nacional de Antropologia, Cidade do México

Foto: Divulgação

Museu de Antropologia

Se você tiver que escolher apenas um museu para incluir no seu roteiro pela Cidade do México, não tenha dúvida: vá ao Museu Nacional de Antropologia.

O museu abriga a maior coleção de artefatos pré-colombianos do mundo e mostra o quão sofisticadas e bem estruturadas eram as civilizações que habitavam a Mesoamérica antes da chegada dos espanhóis.

Entre os destaques, está a sala dedicada aos Mexicas (Astecas), onde se encontra o famoso Calendário Asteca, uma pedra monumental de 23 toneladas. No segundo andar, o museu apresenta exposições sobre as culturas indígenas atuais do México.

Reserve toda a manhã para conhecê-lo (entre 3 e 5 horas). O ingresso custa MXN 100 e pode ser adquirido diretamente na bilheteria.

Avenida Paseo de la Reforma

Depois da visita, siga caminhando pela Avenida Paseo de la Reforma, o coração financeiro da cidade. O trecho mais interessante vai do Bosque de Chapultepec (onde você estará ao sair do museu) até o Monumento El Ángel, uma das imagens mais icônicas da capital.

Roma Norte e La Condesa

Na altura do monumento, siga em direção à Zona Rosa e depois para os bairros vizinhos Roma Norte e La Condesa. Essas regiões têm uma atmosfera boêmia, criativa e animada, perfeitas para explorar tranquilamente.

Alguns pontos de referência ajudam a guiar a caminhada. Por exemplo, o Parque México, o Parque Espanha e a Avenida Amsterdam são rodeados por cafés, lojas charmosas e agradáveis áreas arborizadas.

A Avenida Tamaulipas e Nuevo León concentram restaurantes e bares badalados. Já a Avenida Álvaro Obregón é uma das principais da área, cercada de endereços interessantes. Ali perto ficam a Plaza Rio de Janeiro e a Rua Colima, famosa por seus restaurantes requintados.

Se quiser inspirações gastronômicas, vale a pena ler o nosso guia sobre o que (e onde) comer na Cidade do México, com excelentes dicas de restaurantes e bares em Roma Norte e La Condesa.

Dia 3: Coyoacán e Museu Frida Kahlo

Fonte da praça do bairro de Coyoacán

Foto: elijah.lovkoff’s Images

Chegamos ao terceiro dia do roteiro e, para ele, a sugestão é um passeio por Coyoacán, um dos bairros mais simbólicos e encantadores da Cidade do México.

Esse é um bairro histórico, com ruas de paralelepípedo arborizadas, casarões coloniais preservados e uma atmosfera tranquila que faz você se sentir em um universo à parte, distante do ritmo intenso da metrópole.

Suas origens remontam ao período da colonização espanhola, quando se tornou um dos centros de organização da Nova Espanha. Já nas décadas de 1920 e 1930, Coyoacán atraiu artistas, intelectuais e boêmios. Entre os nomes ilustres que viveram ali estão Frida Kahlo, Diego Rivera, León Trotsky e Gabriel García Márquez.

Para aprender mais sobre a história de Coyoacán, sugiro encaixar no seu dia, se possível, o Free Walinkg Tour oferecido pela Civitatis. Ele dura 2 horas e é guiado em inglês e espanhol, quatro vezes por semana.

Passeio por Coyoacán

Chegue cedo a Coyoacán e comece o dia com um café da manhã em um dos charmosos cafés da região – o Aurelia Café, por exemplo, ocupa os jardins de um belo casarão antigo e é um dos meus favoritos.

Depois, caminhe sem pressa pelo bairro. Inclua no trajeto o Jardín Hidalgo, a praça central onde está a Paróquia San Juan Bautista, uma das igrejas mais antigas da cidade.

Visite também o tradicional Mercado de Coyoacán, o Mercado de Artesanías e o Museu Nacional de Culturas Populares, que tem entrada gratuita. Para um contato com a natureza, o Viveros de Coyoacán é um parque lindíssimo e merece uma pausa.

O importante é aproveitar o passeio sem pressa, entrando em galerias de arte e lojinhas interessantes. Vale destacar o Museu Casa de León Trotsky, onde o revolucionário viveu em asilo político e foi assassinado.

Outros dois espaços especiais são a U-Tópicas: Libros y Café, dedicado exclusivamente a artistas mulheres, e o Museu Nacional da Aquarela, dedicado a essa técnica de pintura.

Para o almoço, o bairro oferece ótimas opções, sobretudo de culinária típica. Entre os clássicos estão o La Coyoacana e o Corazón de Maguey. Já no Los Danzantes, você encontrará pratos da gastronomia mexicana em versões mais contemporâneas.

Museu Frida Kahlo

Encerrando o passeio, vá ao Museu Frida Kahlo, conhecido como A Casa Azul. Porém, é fundamental comprar os ingressos com antecedência – recomendo pelo menos um mês antes – no site oficial. O valor é de MXN 320.

O museu foi residência da artista: ali, Frida nasceu em 1907, viveu com Diego Rivera e faleceu em 1954. Não espere encontrar muitas de suas obras, mas sim mergulhar em seu universo íntimo, no espaço que moldou sua trajetória, suas paixões e sua marcante história de vida.

Dica extra: bairro de San Ángel

Se o seu passeio por Coyoacán cair em um sábado, aproveite para incluir no roteiro o charmoso bairro vizinho de San Ángel (vale a pena usar um Uber para se deslocar entre os dois).

Isso porque, aos sábados, a Plaza San Jacinto recebe o animado Bazar del Sábado (das 10h às 19h), uma feira de rua típica com artesanato e arte, onde é possível encontrar de tudo.

San Ángel é menor e mais simples que Coyoacán, mas também guarda atrações interessantes. Entre elas, o Museu Casa Estúdio Diego Rivera e Frida Kahlo, onde você pode conhecer mais sobre a obra dos dois artistas.

Além disso, o bairro conta com ótimos restaurantes e bares. Uma dica pessoal: os tacos do Taco Frontera 4 são imperdíveis.

 

Dia 4: Bosque de Chapultepec e Polanco

Panorama do Castelo de Chapultepec, Cidade do México

Castelo de Chapultepec | Foto: Getty Images

Bosque de Chapultepec

Comece o quarto dia de roteiro pelo Bosque de Chapultepec, o grande pulmão verde da Cidade do México.

Caminhar por suas áreas arborizadas já é uma experiência deliciosa, mas o parque também guarda algumas atrações imperdíveis. Três delas merecem destaque:

  • Castelo de Chapultepec: antiga residência imperial e presidencial, no alto de uma colina. Hoje abriga o Museu Nacional de História (MXN 90), que retrata a trajetória do México da Conquista à Revolução Mexicana;

  • Museu Tamayo: dedicado à arte moderna e contemporânea, com ênfase em artistas mexicanos (MXN 95);

  • Museu de Arte Moderna: reúne obras de grandes nomes da arte mexicana do século XX, como Frida Kahlo, Diego Rivera, David Alfaro Siqueiros e José Clemente Orozco (MXN 95).

Polanco

Após a visita, pegue um Uber e siga para Polanco, um dos bairros mais sofisticados da capital.

A primeira parada é o Museu Soumaya (entrada gratuita), instalado em uma área moderna do bairro. A entrada é gratuita e o espaço abriga, em seis andares, a coleção particular do bilionário Carlos Slim.

Entre os destaques estão a maior coleção de esculturas de Auguste Rodin fora da França e obras de grandes mestres europeus como Salvador Dalí, Claude Monet, Vincent van Gogh, Edgar Degas, Édouard Manet e Pablo Picasso. Já entre os latino-americanos, vale mencionar Diego Rivera, David Alfaro Siqueiros, Rufino Tamayo e Fernando Botero.

Para encerrar o dia, explore a charmosa área conhecida como Polanquito, a parte mais boêmia de Polanco. Ali, antigos casarões foram transformados em bares e restaurantes.

Aproveite também para passear pelo Parque Lincoln e pela elegante Avenida Presidente Masaryk, repleta de lojas de luxo e boutiques exclusivas.

Dia 5: Teotihuacán ou Xochimilco

Pirâmides do sítio arqueológico de Teotihuacán

Teotihuacán | Foto: Getty Images

Para quem tem mais um dia de roteiro na Cidade do México, sugiro dedicá-lo a um passeio um pouco mais distante das regiões centrais.

Teotihuacán

Como primeira opção, recomendo a visita ao sítio arqueológico de Teotihuacán, que fica a 50 km da capital. O passeio revela as ruínas da antiga cidade de Teotihuacán, que foi uma das maiores da Mesoamérica pré-hispânica, com auge em 500 d.C.

Você verá, entre tantos outros resquícios de construções históricas interessantes, as Pirâmides do Sol e da Lua e a Cidadela, um vasto complexo de pátios que teria sido residência da elite local.

Para que a visita seja ainda mais proveitosa, aconselho fortemente que a faça acompanhado de um guia. Você pode optar por um tour guiado com transporte da Cidade do México ou contratar um dos guias credenciados na entrada do sítio.

O ingresso de Teotihuacán custa MXN 100 e é vendido na bilheteria. O acesso é simples: você pode chegar de ônibus, saindo do Terminal de Autobuses del Norte (onde várias companhias operam o trajeto), ou de Uber.

Xochimilco

Finalmente, minha segunda sugestão é o passeio a Xochimilco. Essa área, no extremo sul da cidade, fazia parte de um engenhoso sistema agrícola pré-hispânico desenvolvido pelos astecas. Hoje, os canais são tomados por barquinhos tradicionais coloridos que levam os turistas por uma animada navegação.

O ambiente é festivo, com mariachis tocando ao vivo e vendedores de comidas e bebidas circulando entre as embarcações.

O valor do passeio é cobrado por barco e por hora e vale sempre negociar o preço diretamente com o barqueiro.

BAIXE O MAPA DO ROTEIRO NA CIDADE DO MÉXICO

Gostou das dicas? Abra o mapa das atrações no Google Maps do seu celular e tenha tudo à mão durante a viagem!

Organizar um roteiro pela Cidade do México pode parecer um desafio à primeira vista. Afinal, são muitas atrações imperdíveis espalhadas por diferentes regiões da cidade. Mas, com um bom planejamento, tudo se encaixa.

A melhor forma de aproveitar sua estadia é justamente dividir os dias por áreas, evitando deslocamentos longos e aproveitando cada bairro no seu ritmo. Lembre-se: a ideia não é ver tudo de uma vez, mas mergulhar na atmosfera vibrante da capital mexicana sem pressa.

Com calma e estratégia, você conseguirá montar um roteiro inesquecível e ainda vai querer voltar para explorar tudo o que ficou de fora.

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