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“O que fazer na Cidade do México: melhores atrações do destino”


Decidir o que fazer na Cidade do México pode ser um desafio diante de tantas opções incríveis. Rica em história, arte, cultura e sabores, a capital mexicana é uma das cidades mais vibrantes do mundo – e, ainda assim, muitas vezes é subestimada ou deixada de lado nos roteiros de viagem.

Falo com propriedade: moro aqui há mais de um ano e, mesmo com todo esse tempo, ainda me surpreendo com tudo o que a cidade tem a oferecer. É também um lugar único no mundo para aprender sobre os povos pré-hispânicos, já que aqui floresceram algumas das maiores civilizações da América. Em nenhum outro lugar você encontrará com tanta força os vestígios, os símbolos e a herança viva dessas culturas.

Neste artigo, apresento as melhores atrações da Cidade do México, com dicas de passeios, bairros imperdíveis, visitas culturais, assim como sugestões práticas de hospedagem para te ajudar a planejar sua viagem.

QUANTOS DIAS FICAR NA CIDADE DO MÉXICO

A capital mexicana tem atrações suficientes para ocupar facilmente uma semana inteira de viagem. Para conhecer o essencial, o ideal é reservar pelo menos 3 dias completos.

No entanto, se puder estender o roteiro para 5 ou 6 dias, excelente! Assim, você terá tempo de explorar com calma os museus, bairros históricos, ruínas e até passeios nos arredores, como Teotihuacán ou Xochimilco.

ONDE SE HOSPEDAR NA CIDADE DO MÉXICO

Calçada da Avenida Paseo de la Reforma, Cidade do México

Avenida Paseo de la Reforma | Foto: Getty Images

Dentre os melhores bairros e regiões para se hospedar na Cidade do México, sete se destacam: Roma Norte, La Condesa, Zona Rosa, Avenida Paseo de la Reforma, Polanco, Centro Histórico e Coyoacán.

Todas essas áreas oferecem boa infraestrutura, ampla rede hoteleira e segurança. Para decidir onde ficar, vale considerar seus interesses, o perfil da viagem e o tempo disponível, assim como o orçamento.

Roma Norte, La Condesa, Zona Rosa e a Avenida Paseo de la Reforma têm localização estratégica e fácil acesso ao transporte público. Além disso, contam com ótimos serviços por perto, como restaurantes, bares e vida noturna animada.

Polanco é um dos bairros mais sofisticados da Cidade do México, o que, claro, reflete nos preços das hospedagens. Já o Centro Histórico costuma oferecer excelente custo-benefício, sendo uma boa escolha para quem tem poucos dias na cidade.

Por fim, Coyoacán é um bairro histórico encantador, mas fica um pouco mais afastado do centro e das principais atrações.

No nosso guia de onde ficar na Cidade do México, explicamos cada região em detalhes e indicamos ótimos hotéis em cada uma delas. Para facilitar, abaixo reunimos uma boa seleção de hotéis bem localizados para a sua estadia na cidade:

Econômico

  • Hotel El Salvador: no centro histórico, é um hotel simples, mas com o necessário para uma boa estadia. Todos os quartos têm banheiro privado, TV e mesa de trabalho. Além disso, a localização é ótima, entre o Zócalo e o Palácio de Bellas Artes;
  • MC Suites Mexico City: fica a um quarteirão da Avenida Paseo de la Reforma, no bairro de Juárez, que é muito bem servido de comércio e serviços. O hotel tem estrutura moderna e é muito bem equipado, com quartos com frigobar, micro-ondas, cafeteira, TV e mesa de trabalho;
  • Casa Pancha: fica no agradável bairro de La Condesa e tem café da manhã incluso nas diárias. O hostel oferece tanto dormitórios compartilhados quanto suítes privadas. Na área comum há cozinha e lounge. Finalmente, fica em uma avenida bem servida de comércio e bem localizada para explorar o bairro.

Bom custo-benefício

  • Boutique Hotel Durango219: muito bem localizado em Roma Norte e com ampla oferta de bares e restaurantes no entorno, a acomodação oferece suítes aconchegantes e estilosas. Todos os quartos têm TV, máquina de café e isolamento acústico;
  • Casa Amari: estrategicamente posicionado nas imediações do Parque Lincoln, em Polanco, o hotel ocupa uma elegantíssima casa histórica e oferece quartos confortáveis e modernos. Tem terraço na área comum, bem como cafeteira em todas as acomodações;
  • Casa Prim Hotel Boutique: é um hotel quatro estrelas em uma área tranquila da Zona Rosa, mas a poucos quarteirões da região mais movimentada do bairro. Oferece academia, restaurante e bar. Por fim, o café da manhã está incluso.

Conforto

  • ONTO Tonalá Mexico City: esta moderna hospedagem localizada em Roma Norte oferece estúdios e apartamentos com cozinha e área para refeições. Tem rooftop com linda vista para a cidade, além de ótima localização;
  • Grand Polanco Residencial: em um elegante edifício histórico de Polanco, conta com apartamentos completos e espaçosos. Tem estacionamento (pago à parte), empréstimo gratuito de bicicletas e um agradável terraço interno;
  • Casa Comtesse: este hotel em La Condesa fica em uma charmosa casa histórica, com obras de arte expostas em suas suítes e áreas comuns. Conta com bar, jardim e uma cozinha compartilhada. Além disso, o café da manhã está incluso.

O QUE FAZER NA CIDADE DO MÉXICO: MELHORES ATRAÇÕES

Neste guia de o que fazer na Cidade do México, selecionei as atrações mais imperdíveis da capital mexicana, descobertas e visitadas ao longo de mais de um ano morando por aqui. Na minha opinião, todo viajante de primeira viagem precisa conhecê-las.

Para facilitar seu planejamento, ao final do texto você encontrará um mapa com todas as atrações mencionadas. Você poderá baixá-lo e usá-lo durante a sua estadia.

Zócolo

Fachada da Catedral Metropolitana da Cidade do México

Catedral Metropolitana | Foto: Getty Images

Ponto zero da Cidade do México e coração do Centro Histórico, o Zócalo (ou Plaza de la Constitución) é um excelente ponto de partida para explorar essa interessante região da capital.

A enorme praça tem grande importância histórica. Antes da chegada dos espanhóis, ela era o centro religioso e comercial da antiga cidade asteca de Tenochtitlán. Após a conquista, os colonizadores decidiram manter o local como centro político e religioso, aproveitando o fato de que a população já utilizava esse espaço como referência.

Para isso, usaram pedras dos próprios templos pré-hispânicos na construção de novos edifícios. Um exemplo disso é a Catedral Metropolitana, considerada a maior e mais antiga catedral da América Latina.

Sua construção começou em 1573, mas só foi concluída no início do século XIX, resultando em uma impressionante combinação de estilos arquitetônicos, como o barroco, o renascentista e o neoclássico. A entrada é gratuita.

Outro destaque é o Palácio Nacional, sede do poder executivo do México. O edifício atual começou a ser construído em 1693, no mesmo local onde ficava o antigo palácio do imperador asteca Moctezuma.

Além de seu valor histórico, o palácio abriga murais do Diego Rivera, que retratam a história do México desde as civilizações pré-hispânicas até o período pós-revolução. A visita é gratuita, mas exige agendamento prévio pelo e-mail [email protected].

 

Dica: um Free Walking Tour pelo Centro Histórico é uma excelente maneira de conhecer mais a fundo a história da Cidade do México. Este aqui acontece em inglês ou espanhol e, ao final do passeio, você paga ao guia o valor que achar apropriado.

Museu do Templo Mayor

Ruínas do museu do Templo Mayor, no Zócalo

Escavações no centro histórico | Foto: Getty Images

Outro lugar imperdível no Zócalo é o Museu do Templo Mayor. Ele abriga as ruínas do que foi, um dia, a antiga cidade de Tenochtitlán, o centro do império asteca.

O Templo Mayor era o principal templo da capital asteca. No entanto, após a conquista espanhola, foi progressivamente destruído. Como mencionei, muitas de suas pedras foram reutilizadas na construção dos edifícios coloniais.

Por séculos, o local exato e a grandiosidade do templo permaneceram ocultos sob as estruturas da nova cidade. Porém, tudo mudou em 1978, quando trabalhadores da companhia elétrica encontraram, por acaso, um enorme monólito esculpido representando Coyolxauhqui, a deusa asteca da lua.

A descoberta deu início a uma das maiores escavações arqueológicas urbanas do mundo, revelando diferentes camadas do Templo Mayor e uma vasta coleção de artefatos.

Ao caminhar pelas ruínas, é possível observar as diversas fases de construção do templo, já que os astecas tinham o costume de erguer um novo templo sobre o anterior a cada novo imperador que assumia o poder.

Além disso, você verá vestígios de altares dedicados a deuses, oferendas cerimoniais e a impressionante torre de crânios (Huey Tzompantli). Trata-se de uma estrutura que servia como demonstração do poder militar da cidade, exibindo as cabeças de guerreiros capturados.

Por muito tempo, historiadores debateram se essa torre era apenas uma lenda, até que ela foi encontrada ali mesmo, no subsolo do Zócalo.

A entrada ao Museu do Templo Mayor, aberto de terça a domingo das 9h às 17h, custa MXN 100. Ele é extenso e repleto de informações essenciais para entender a história pré-hispânica do México. Por isso, reserve cerca de 3 horas para a visita.

Palácio de Bellas Artes

Panorama do Palácio de Bellas Artes na Cidade do México

Foto: Daniel Lloyd Blunk-Fernández via Unsplash

Também no Centro Histórico, o Palácio de Bellas Artes é um dos edifícios mais marcantes da Cidade do México e não pode ficar de fora da sua lista de o que fazer na capital.

A construção teve início em 1904, quando o então presidente Porfírio Díaz quis erguer um teatro monumental para celebrar o centenário da independência mexicana. Na época, o estilo europeu Art Nouveau – e, mais tarde, o Art Déco – estavam em alta na América Latina, e isso se reflete claramente na arquitetura do palácio.

No entanto, a Revolução Mexicana acabou interrompendo as obras, que só foram concluídas três décadas depois, em 1934.

Além da impressionante fachada, recomendo muito visitar o interior do edifício. O museu do Palácio é dedicado ao muralismo mexicano, com destaque para obras de grandes nomes como Diego Rivera, David Alfaro Siqueiros, José Clemente Orozco e Rufino Tamayo.

Um dos murais mais famosos de Rivera, O Homem Controlador do Universo, foi originalmente encomendado para o Rockefeller Center, em Nova York, mas acabou sendo rejeitado por seu conteúdo político e recriado no palácio.

O ingresso custa MXN 95 e deve ser adquirido na bilheteria. O museu funciona de terça a domingo, das 10h às 17h.

Já para conhecer o magnífico teatro do edifício, uma ótima opção é assistir ao Ballet Folklórico de México, um lindo espetáculo que celebra as danças e músicas regionais do país.

Os ingressos partem de MXN 350 (visão parcial), mas podem chegar a MXN 1.400 nas melhores seções. As apresentações ocorrem às quartas e domingos, em horários variados, e os bilhetes devem ser comprados online no site oficial.

Outras atrações de destaque no Centro Histórico

Interior do Palácio dos Correios da Cidade do México

Palácio dos Correios | Foto: Ole M. Steffensen via Flickr

Além do Zócalo, do Templo Mayor e do Palácio de Bellas Artes, o Centro Histórico da Cidade do México é um verdadeiro museu a céu aberto. Abaixo, listo outras atrações que merecem entrar no seu roteiro:

  • Palácio dos Correios: construído no início do século XX, impressiona pelo saguão decorado com ferro forjado dourado (trazido da Itália), mármore e madeira entalhada. A entrada no hall principal é gratuita e vale muito a pena ser visitado;

  • Torre Latinoamericana: arranha-céu que por muitos anos foi o mais alto da América Latina. É também um feito de engenharia, já que sobreviveu a diversos terremotos. A vista do mirante (MXN 220) é espetacular. Mas há uma alternativa gratuita (ou quase): o café no terraço da loja Sears, bem em frente ao Palácio de Bellas Artes. Para acessar, é preciso consumir algo e respeitar o tempo limite de permanência;

  • Calle Francisco I. Madero: principal rua de pedestres do centro, é sempre movimentada. Caminhe com calma para observar a arquitetura ao redor;

  • Museu Nacional de Arte (MUNAL): instalado em um imponente edifício neoclássico que já foi o Palácio das Comunicações, abriga uma belíssima coleção de arte mexicana, do período colonial ao século XX (MXN 95).

 

Dica gastronômica: no Centro Histórico, meus dois lugares preferidos para comer são o Café de Tacuba e o La Casa de Toño.

O primeiro, aberto em 1912 em um casarão do século XVII, já foi ponto de encontro de artistas como Diego Rivera e Frida Kahlo. O ambiente é lindo, o serviço é ótimo e a comida deliciosa.

Já o La Casa de Toño é uma rede com clima informal, comida mexicana caseira e preços excelentes. Prove o pozole, uma sopa de milho típica que remonta à época pré-hispânica.

Museu Nacional de Antropologia

Exposição do Museu de Antropologia da Cidade do México

Foto: Divulgação

O Museu Nacional de Antropologia, o principal do país, é um verdadeiro tesouro da humanidade. É a partir dele que temos dimensão do que existia na Mesoamérica antes da chegada dos espanhóis – e fica evidente o quão impressionantes eram essas civilizações!

Nas salas do térreo, você encontrará artefatos pré-colombianos organizados em ordem cronológica e por região (começando pela primeira sala à direita, no sentido anti-horário). A visita percorre a história das civilizações originárias do território mexicano antes da colonização europeia.

O museu é enorme, então vale reservar entre 3 e 5 horas para explorá-lo com calma e, de preferência, com foco nos temas que mais despertam seu interesse.

Não deixe de visitar a sala dos Mexicas (Astecas), onde está o famoso Calendário Asteca, uma escultura de pedra com 23 toneladas. Também recomendo as salas dedicadas às civilizações Maia, Olmeca (com suas imponentes cabeças esculpidas em pedra) e Teotihuacana.

No andar superior, o museu apresenta exposições sobre as culturas indígenas atuais do México, uma excelente forma de entender a continuidade dessas tradições.

O Museu de Antropologia fica no Bosque de Chapultepec e funciona de terça a domingo, das 9h às 18h. O ingresso custa MXN 100 e pode ser comprado na hora.


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Bosque de Chapultepec

Panorama do Castelo de Chapultepec

Castelo de Chapultepec | Foto: Getty Images

O Bosque de Chapultepec é o maior parque urbano da Cidade do México e um dos maiores da América Latina. Com mais de 600 hectares, funciona como um verdadeiro pulmão verde da cidade, onde moradores aproveitam para se exercitar ou fazer passeios tranquilos em família, especialmente nos finais de semana.

Além da natureza, o bosque abriga importantes atrações culturais e históricas que merecem ser incluídas no seu roteiro, como o Museu Nacional de Antropologia, já mencionado acima. Mas, além dele, há muitos outros pontos de interesse por lá!

Um dos destaques é o Castelo de Chapultepec, situado no alto de uma colina com vista privilegiada da cidade. Antiga residência imperial e presidencial, atualmente abriga o Museu Nacional de História (MXN 90), que narra a trajetória do México desde a Conquista até a Revolução Mexicana.

Outro espaço imperdível é o Museu Tamayo (MXN 95), dedicado à arte moderna e contemporânea, com ênfase em artistas mexicanos. Fundado pelo renomado artista Rufino Tamayo, o museu reúne uma coleção permanente de suas obras, assim como exposições temporárias de nomes nacionais e internacionais.

Por fim, o Museu de Arte Moderna (MXN 95) também merece destaque. Seu acervo contempla obras de grandes nomes da arte mexicana do século XX, como Frida Kahlo, Diego Rivera, David Alfaro Siqueiros e José Clemente Orozco.

Paseo de la Reforma

Edifícios modernos da Paseo de la Reforma, México

Foto: Getty Images

Com seus modernos edifícios e monumentos históricos, a Avenida Paseo de la Reforma é um dos cartões-postais da Cidade do México e representa o coração financeiro da capital.

Ela se estende por cerca de 14 km, mas o trecho mais interessante para quem está “turistando” é o que liga o Bosque de Chapultepec ao Centro Histórico. Para esse passeio, minha dica é focar nos arredores do icônico Monumento El Ángel, uma das imagens mais simbólicas da cidade.

A melhor forma de explorar a avenida é a pé, caminhando com calma para apreciar a arquitetura, o movimento e as esculturas ao longo do trajeto. Se possível, reserve esse passeio para um domingo, quando a via fecha para carros das 8h às 14h, tornando-se perfeita para pedestres e ciclistas.

Aliás, expliquei aqui no blog como funcionam as bicicletas compartilhadas da Cidade do México.

Museu Frida Kahlo

Fachada do Museu Frida Kahlo

Foto: Divulgação

Uma lista de o que fazer na Cidade do México não está completa sem incluir o Museu Frida Kahlo. Popularmente conhecido como A Casa Azul, ele fica no charmoso bairro histórico de Coyoacán.

A casa foi residência da artista, onde ela nasceu em 1907, viveu com o também artista Diego Rivera e faleceu em 1954. Durante a visita, você não verá muitas obras de arte da Frida, mas sim o universo íntimo que moldou sua trajetória, seu estilo de vida, suas paixões e sua marcante história pessoal.

Os ambientes da casa foram preservados, e é possível explorar os cômodos originais, objetos pessoais, fotografias, documentos e o belíssimo jardim onde Frida costumava se inspirar para criar suas obras.

O ingresso custa MXN 320 e deve ser comprado com antecedência no site oficial do museu – recomendo garantir com pelo menos um mês de antecedência!

Não há bilheteria no local e a entrada é feita por horários agendados.

Coyoacán

Fonte em praça de Coyoacán, Cidade do México

Foto: elijah.lovkoff’s Images

Mesmo que você decida não visitar o Museu Frida Kahlo, caminhar pelo bairro de Coyoacán não pode ficar de fora do seu roteiro pela Cidade do México.

Localizado no sul da capital, o bairro transmite a sensação de estar longe da metrópole. Isso porque, ao entrar em Coyoacán, você se sentirá transportado para uma cidadezinha do interior, com ruas de paralelepípedo, casas coloridas e um clima tranquilo.

Após a invasão espanhola, os colonizadores encontraram em Coyoacán um bom ponto para se estabelecer. Ali começou a organização da Nova Espanha, a colônia espanhola na América. Desde então, o bairro preserva seus traços coloniais nas construções, igrejas e ruas.

Já nas décadas de 1920 e 1930, Coyoacán passou a atrair artistas, intelectuais e boêmios, tornando-se lar de figuras como Frida Kahlo, Diego Rivera, León Trotsky e Gabriel García Márquez.

Durante o passeio, visite o Jardín Hidalgo, a praça central do bairro, onde fica a Paróquia San Juan Bautista, uma das igrejas mais antigas da Cidade do México.

Inclua também o tradicional Mercado de Coyoacán, o Mercado de Artesanías e o Museu Nacional de Culturas Populares, que tem entrada gratuita.

Mas acima de tudo, permita-se caminhar sem pressa pelas ruas históricas. Eu, particularmente, adoro a Avenida Francisco Sosa, repleta de lojinhas e cafés charmosos. Um dos meus favoritos por lá é o Aurélia Café, que funciona nos pátios de um antigo casarão colonial.

Com uma grande história por trás desse bairro, vale a pena se programar para participar de um Free Walking Tour por ele. Esse acontece quatro vezes por semana tanto em inglês quanto em espanhol.

 

Dica: caso esteja na Cidade do México durante as festividades do Dia dos Mortos, não deixe de ir a Coyoacán à noite. O bairro, além de ficar todo decorado, recebe diversas celebrações.

Roma Norte e La Condesa

Pessoas ao redor de fonte no bairro La Condesa, Cidade do México

Av. Amsterdam | Foto: Ted McGrath via Flickr

Os bairros vizinhos de Roma Norte e La Condesa não têm exatamente uma atração turística específica, mas são daqueles lugares perfeitos para caminhar sem pressa, descobrir cafés charmosos, fazer uma boa refeição e explorar lojinhas interessantes.

Tudo isso em meio a casarões antigos, ruas arborizadas e um ambiente boêmio cheio de vida.

Vale sim andar sem rumo e fazer suas próprias descobertas – há muitas ruas encantadoras por ali –, mas também é bom ter alguns pontos de referência.

Por exemplo, não deixe de passar pelo Parque México e pelo Parque Espanha, dois espaços agradáveis para uma pausa ou um passeio leve. Também recomendo uma volta pela arborizada Avenida Amsterdam, repleta de cafés, padarias e pequenos restaurantes para se deliciar.

Em Roma Norte, tenha em mente que a Avenida Álvaro Obregón é uma das principais da região, com vários endereços interessantes nos arredores. É por ali que ficam a Plaza Rio de Janeiro e a Rua Colima, cheia de restaurantes renomados.

Por fim, vale explorar também as Avenidas Tamaulipas e Nuevo León, além do trecho da Rua Campeche entre essas duas vias. Essa área é conhecida pela cena gastronômica e noturna superanimada.

Eu fiz um Free Walking Tour bem interessante que explora a história de Roma Norte e La Condesa.

Ao longo do percurso, você vai entender como o desenvolvimento desses bairros se conecta com momentos importantes da história da Cidade do México, o que ajuda a ter uma visão ainda mais rica da capital. Indico este aqui, que acontece em espanhol e inglês.

Polanco

Lojas e calçada da Avenida Presidente Masaryk, Cidade do México

Avenida Presidente Masaryk | Foto: Grupo Arca

Polanco é um dos bairros mais sofisticados da Cidade do México e merece entrar na sua lista de o que fazer no destino. E a melhor forma de sentir o clima da região é caminhando por suas elegantes ruas.

Vale concentrar o passeio nos arredores do Parque Lincoln e ao longo da Avenida Presidente Masaryk. Conhecida como a “Quinta Avenida mexicana” – em referência à famosa rua de Nova York –, essa avenida é repleta de lojas de luxo e boutiques exclusivas.

Um ponto bastante fotogênico por ali é a fachada da joalheria Tane, decorada com cactos e um letreiro que diz ‘México mi amor’.

Saiba, porém, que a região tem um clima mais formal, com restaurantes refinados instalados em belos casarões antigos. Em outras palavras, os custos por lá são altos!

Um dos meus lugares preferidos em Polanco é a Cafebrería El Péndulo, uma rede que combina livraria com cafeteria. A unidade do bairro fica em um edifício histórico lindíssimo, com um ambiente superagradável, ideal para uma pausa.

Museu Soumaya

Edifício moderno do museu Soumaya, Cidade do México

Foto: elijah.lovkoff’s Images

Localizado em Polanco, o Museu Soumaya abriga a coleção de arte particular do bilionário Carlos Slim. São seis andares com mais de 60 mil obras que percorrem diferentes períodos da história da arte.

Um dos destaques é a maior coleção de esculturas de Auguste Rodin fora da França. Também estão expostas obras de grandes nomes europeus, como, por exemplo, Salvador Dalí, Claude Monet, Vincent van Gogh, Edgar Degas, Édouard Manet e Pablo Picasso.

Entre os artistas latino-americanos, vale citar Diego Rivera, David Alfaro Siqueiros, Rufino Tamayo e Fernando Botero.

Além disso, o museu conta com coleções de arte pré-hispânica, moedas históricas, fotografias, instrumentos musicais antigos e objetos decorativos de várias culturas, como a asiática e a africana.

Minha dica é começar a visita por cima, descendo a rampa em espiral que liga os andares. Acredito que assim você terá uma experiência mais interessante quanto à disposição das obras.

A entrada é gratuita, e o museu abre todos os dias, das 10h30 às 18h30.

 

Dica: aproveite para conferir a programação do museu vizinho, o Jumex. Também com entrada gratuita (mas é fechado às segundas), ele recebe interessantes exposições temporárias e tem foco em arte contemporânea.

Teotihuacán

Pirâmides e ruínas de Teotihuacán, no México

Foto: Getty Images

Teotihuacán é um dos sítios arqueológicos mais impressionantes do México e encaixa perfeitamente em um bate e volta a partir da Cidade do México, já que está localizado a cerca de 50 km da capital.

Durante o passeio, você conhecerá as ruínas da antiga cidade de Teotihuacán, que foi uma das maiores da Mesoamérica pré-hispânica. Estima-se que, em seu auge, por volta do ano 500 d.C., a cidade tenha abrigado mais de 100 mil habitantes.

A visita começa pela chamada Calçada dos Mortos, a principal via do sítio arqueológico. Com aproximadamente 2,5 km de extensão, essa avenida conecta os edifícios mais importantes da antiga cidade.

Entre eles estão a imponente Pirâmide do Sol, maior estrutura de Teotihuacán e considerada a terceira maior pirâmide do mundo; a Pirâmide da Lua, possivelmente utilizada para rituais e sacrifícios em homenagem à Grande Deusa de Teotihuacán; e a Cidadela, um vasto complexo de pátios e construções que teria sido residência da elite local.

Para chegar até lá, é possível ir de ônibus (a partir do Terminal de Autobuses del Norte, onde há diversas companhias que operam o trajeto), de Uber ou contratando um passeio turístico. O ingresso para entrar em Teotihuacán custa MXN 100 e você o compra na bilheteria local.

Recomendo fortemente fazer a visita com o acompanhamento de um guia. Caso não esteja em um tour guiado saindo da Cidade do México (confira esta opção), você pode contratar um dos guias credenciados disponíveis na entrada do sítio.

Por fim, aconselho chegar cedo, levar bastante água, usar roupas leves e que ofereçam proteção contra o sol e se preparar para caminhar bastante, pois o trajeto é longo e praticamente todo sem sombras.

Xochimilco

Barcos tradicionais em Xochimilco

Foto: Getty Images

Sinceramente, só recomendo o passeio a Xochimilco para quem tem mais tempo disponível na Cidade do México, já que a região fica no extremo sul da capital e exige um deslocamento maior.

No passado, Xochimilco fazia parte do engenhoso sistema agrícola pré-hispânico desenvolvido pelos astecas: as chinampas. Essas ilhas artificiais eram formadas com lama e vegetação e permitiam uma agricultura extremamente produtiva nas margens alagadas do antigo Lago Texcoco.

Atualmente, o principal atrativo do local é navegar pelos canais a bordo das trajineras, barcos tradicionais coloridos que lembram gôndolas.

O ambiente costuma ser festivo, com mariachis tocando ao vivo e vendedores de comidas e bebidas circulando entre as embarcações.

Durante o passeio, você pode optar por uma parada na curiosa Isla de las Muñecas, uma pequena ilha coberta por bonecas antigas e deterioradas, penduradas nas árvores. É um lugar envolto em lendas e misticismo, criado, dizem, para afastar maus espíritos.

O valor do passeio é cobrado por barco e por hora, o que torna a experiência mais econômica quando compartilhada em grupo. Além disso, sempre vale negociar o preço diretamente com o barqueiro.

Finalmente, evite os finais de semana, quando Xochimilco costuma receber muitos grupos locais e o clima festivo pode se transformar em algo mais barulhento e lotado do que agradável para quem busca uma experiência tranquila.

BAIXE O MAPA DAS ATRAÇÕES DA CIDADE DO MÉXICO

Gostou das dicas? Abra o mapa das atrações indicadas no Google Maps do seu celular e não perca nenhuma atração na sua viagem.

Para muitos viajantes, a capital mexicana entra no roteiro apenas como uma breve parada antes de seguir para outros destinos do país. Confesso que, quando me mudei para cá, também não imaginava a dimensão e a riqueza de tudo o que a cidade oferece. Mas a verdade é que há muito o que fazer na Cidade do México.

Com uma das maiores concentrações de museus do mundo, a cidade encanta também com um centro histórico vibrante, parques extensos, bairros charmosos e uma culinária riquíssima. Soma-se a isso a hospitalidade dos moradores e o prazer de explorar a cidade a pé, descobrindo tesouros arquitetônicos, cafés acolhedores e praças cheias de vida a cada esquina.

Inclua, sem medo, a Cidade do México no seu roteiro. Independentemente de quantos dias tenha por aqui, você encontrará uma capital viva, diversa e profundamente cultural.

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