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“O que fazer em Olympos, na Turquia: guia completo do destino”


Desfrutar do ambiente descontraído e do estilo de vida hippie, sentir-se isolado em meio à mata preservada e de frente para uma praia paradisíaca. Essa é uma boa forma de começar a lista de o que fazer em Olympos.

Essa pequena vila praiana do litoral da Turquia surgiu no mapa do turismo com os jovens locais. Eles viram no destino o lugar perfeito para se isolar na natureza e acampar. Só que esse paraíso não demorou para cair nas graças dos forasteiros e, hoje, é uma parada que não decepciona em nada aqueles que decidem colocar Olympos no roteiro pela Riviera Turca.

O vilarejo é ideal para quem gosta de fugir das grandes estruturas turísticas, afinal, por aqui, a simplicidade reina. Então, se essa é a sua vibe, vem com a gente. Neste artigo você encontra tudo o que precisa saber para planejar sua viagem para Olympos.

ONDE FICA OLYMPOS

Olympos fica na costa mediterrânea da Turquia e pertence à província de Antália. Fica a 80 km da principal cidade da região, que recebe o mesmo nome da província.

COMO CHEGAR E SE LOCOMOVER

Praia de Olympos, na Turquia, vista de cima com o mar calmo em primeiro plano, a faixa de areia com poucos banhistas em segundo e, em terceiro plano, a floresta densa e o relevo montanhoso ao fundo

Foto: Getty Images

O aeroporto de Antália é o mais próximo a Olympos, distante cerca de 100 km da vila. De lá, existem basicamente duas opções para chegar até o vilarejo.

A primeira e também a mais confortável é com um carro alugado. Você pode cotar as tarifas das locadoras e fazer a sua reserva com desconto na Rental Cars, que é parceira do blog. Inclusive, estar motorizado pode ser uma ótima estratégia caso planeje percorrer outras cidades da Riviera Turca.

A segunda opção é ir de ônibus. Da rodoviária de Antália é preciso pegar um dolmus (que são pequenas vans intermunicipais). Em sua maioria, eles seguem a estrada principal que beira o mar até Fethiye. Não tem erro, basta perguntar pelo próximo ônibus para Olympos. Na alta temporada, eles partem de hora em hora e você pode pagar diretamente ao motorista.

Em pouco menos de 2 horas de viagem, você desembarcará numa parada da estrada (que é muito bem estruturada e tem um café). Fique tranquilo pois o motorista avisará que aqueles que seguem rumo a Olympos devem descer ali. É nesse ponto que você pegará o segundo dolmus. Esse sim, descerá os 8 km de serra sinuosa rumo ao mar e te deixará em frente ao seu hotel.

Uma vez em Olympos, o transporte oficial são os próprios pés. A vila é muito pequena, com um centrinho que concentra tudo o que um turista precisa. Outra boa opção é alugar uma bicicleta para percorrer distâncias mais longas.

QUANDO VISITAR OLYMPOS

Curso de um rio cercado por um bosque e por montanhas altas e rochosas

Foto: Getty Images

Olympos vale a pena ser visitada no verão. A alta temporada de praia na Turquia se concentra em julho e agosto.

Se quiser fugir do maior movimento de turistas, a partir de junho já é possível pegar o tempo agradável por lá. Setembro se destaca por ter o clima quente e ser bem menos requisitado, já que as férias no hemisfério norte terão acabado.

A partir de outubro o frio e a chuva avançam, colocando o vilarejo praticamente em estado de hibernação até meados de maio seguinte, quando, aos poucos, os turistas voltam a aparecer.


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QUANTO TEMPO FICAR EM OLYMPOS

Dois dias inteiros é o mínimo para conseguir desfrutar do ‘estilo de vida’ de Olympos e conhecer suas principais atrações.

Mas se vilarejos rústicos e imersão total na natureza são a sua praia, você não se arrependerá de ficar, pelo menos, quatro dias inteiros por aqui.

 

ONDE SE HOSPEDAR EM OLYMPOS

A vila de Olympos é bem pequena. Estreitas vielas cortam a rua principal que tem um único destino: a praia. Portanto, não tem muito como errar quando se pensa em localização de hotel.

Algumas pessoas preferem, porém, se hospedar na vila ao lado, a de Çirali. Ela tem mais estrutura e atrai principalmente famílias. Então, atenção! Se é o vilarejo de ruelas de terra e vibe mochileira que você quer, cuidado para não reservar sua hospedagem no território vizinho!

Olympos não é o lugar para quem busca sofisticação. Dentre os estilos de hospedagem mais conhecidos por lá estão as casas na árvore. São áreas imensas de casinhas de madeira suspensas nos altos pinheiros que, de fato, oferecem uma experiência interessante – mas, novamente, sem luxo!

Dentro dessa proposta, confira a nossa seleção de onde se hospedar em Olympos:

Econômico

  • Mercan Pension: no estilo cabanas de madeira, sua localização é excelente, pertinho da praia. Rodeado por natureza, o hotel é simples, mas entrega o necessário. Conta com café da manhã e jantar inclusos;
  • Olympos Angels Garden: com quartos espaçosos em chalés de madeira, o hotel tem piscina, um farto café da manhã incluso, restaurante e estacionamento. Porém, ele fica um pouco mais distante da praia, a 3 km.

Bom custo-benefício

  • Bayrams Tree Houses: é uma ótima pedida para se hospedar em casas na árvore em Olympos. Com quartos compartilhados e privativos, o ambiente foi todo desenhado para gerar interação entre os hóspedes, já que tem várias áreas comuns. Inclui café da manhã e jantar. Dica: escolha o quarto com ar-condicionado;
  • Koala Bungalows: oferece cabanas espaçosas e aconchegantes a boas tarifas. Tem quarto com ar-condicionado, banheiro privativo, piscina, bar, restaurante e inclui o café da manhã.

Conforto

  • Hotel 212 Olympos: é um dos poucos hotéis da vila que garante um certo nível de luxo. Fica a 2 km da praia e tem instalações modernas, banheira de hidromassagem, piscina e inclui café da manhã.

O QUE FAZER EM OLYMPOS: MELHORES ATRAÇÕES

Praia de Olympos

Praia de Olympos vista de cima sob a perspectiva de uma das montanhas que a cerca

Foto: Getty Images

A vila conta com apenas uma praia. Chegar até ela não tem erro, basta seguir a rua principal até o final. Nesse ponto você encontrará uma bilheteria. Não se assuste! Como Olympos é considerada uma área de proteção ambiental e histórica (e você entenderá melhor sobre isso no próximo tópico), é preciso pagar um ingresso para acessar a praia.

São 220 TL (R$ 40, valor de outubro/23) que dão direito a entrar até dez vezes na praia. Uma vez passada a catraca, uma pequena trilha te levará até o mar azul turquesa do Mediterrâneo.

A praia, em sua maior parte, é de pedrinhas – e não de areia. O lado direito tem várias árvores ao canto, o que garante sombra para os dias de sol escaldante. A água parece até uma piscina, de tão calma. Mas já aviso, aqui o Mediterrâneo é gelado! Nada que atrapalhe a experiência, afinal, com o calor que faz em Olympos no verão, você vai até agradecer o refresco.

Não tem venda de comida ou bebidas na praia – mas é permitido levar os próprios comes e bebes – e também não tem aluguel de guarda-sol e cadeiras. E a graça daqui é exatamente essa, o ambiente natural sem grandes interferências.

Ruínas de Olympos

Ruínas de uma antiga civilização em meio à natureza em que é posível ver resquícios do que um dia foi uma construção deita em pedras

Foto: Getty Images

O que explica a cobrança de um ingresso para acessar a praia é o fato de, na área em frente ao mar, existirem ruínas do que um dia foi uma importante cidade Lícia.

Basta passar as catracas que você já verá os resquícios deixados por essa civilização. Mas a parte mais interessante fica mata adentro. Uma trilha guia o trajeto, que leva para ruínas de residências, comércios, templos, sarcófagos, teatros e banhos públicos da antiguidade.

Sabe-se que Olympos, por volta do século II a.C, era uma cidade portuária importante. Porém, quando foi dominada pelos romanos, em 78 a.C, entrou em decadência. Inúmeras invasões de piratas ajudaram a pôr um fim definitivo nos seus tempos áureos.

Antes de viajar para lá, vale acessar o site oficial do sítio arqueológico para checar o valor atualizado da entrada (que muda frequentemente dada a inflação da Turquia).

Chama de Quimera

Pequenas chamas de fogo saindo de pedras em meio à natureza

Foto: Getty Images

Na antiguidade, quando se descobriu uma chama eterna em meio à mata impossível de ser apagada, não demorou para surgir uma explicação para o mistério: era Quimera, o monstro que cospe fogo.

Ao menos foi assim que a mitologia grega explicou o fenômeno. E é daí que, até hoje, ouvimos falar da tal da chama eterna de Quimera.

Em Olympos é possível ver esse fenômeno da natureza de perto. Graças a um gás natural que escapa por buracos em rochas, uma chama queima sem parar muito provavelmente desde o início da humanidade.

Como é durante a noite que esse fenômeno fica mais visível, aconselho fazer esse passeio com guias locais. A chama de quimera fica em meio ao bosque de Olympos, nas montanhas, sendo imprescindível estar com alguém que conheça o caminho.

Vila de Çirali

Praia de Çirali, na Turquia, com areia grossa, espreguiçadeiras e guarda-sóis de palha em frente ao mar de água tranquila e azul turquesa

Foto: Getty Images

No outro extremo da faixa de areia de Olympos está outra vila, a de Çirali. A pé, a única forma de se deslocar entre as duas é caminhando pela praia. Também é possível chegar de carro, mas é preciso atravessar um grande morro que separa os dois vilarejos.

Çirali é a alternativa para quem prefere um pouco mais de estrutura no lugar do estilo hippie de Olympos. Ainda assim, conhecer a praia vale a pena. Apesar de fazerem parte da mesma faixa de areia, esse extremo é diferente, sem pedrinhas e com restaurante à beira-mar.

Atividades de aventura

Diversas atividades de ecoturismo e turismo de aventura fazem parte do menu de opções de o que fazer em Olympos.

Quadriciclos e bicicletas podem ser alugados para explorar a área. Passeios em grupo garantem, literalmente, uma imersão no bosque de pinheiros gigantes da vila.

Há também atividades como escaladas, trekkings (que passa por parte da Via Lícia, uma famosa travessia da Riviera Turca), caiaque e mergulhos.

BAIXE O MAPA

Planejando uma viagem para Olympos? Neste mapa reunimos as principais atrações citadas, assim é possível ter uma melhor noção geográfica do destino:

Olympos une praia preservada, atrativos históricos impressionantes e um clima vibrante. Tudo o que é possível encontrar nas demais cidadezinhas que dominam a costa mediterrânea da Turquia, mas de um jeito totalmente diferente de todas elas.

Isso porque, aqui, a distância da civilização é real e a simplicidade é o charme da vila. Um destino que não agrada a todos os gostos, fato, mas que cai como uma luva para os amantes dos vilarejos praianos ‘raiz’.

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