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“O que fazer em Londres: 25 atrações imperdíveis na cidade!”


Cosmopolita e, ao mesmo tempo, profundamente ligada ao seu passado, Londres encanta pela capacidade de reunir séculos de história, diversidade cultural e modernidade em um único lugar. Mas, afinal, o que fazer em Londres?

Muito além dos cartões-postais clássicos, como a London Eye e o Big Ben, a capital britânica revela uma cidade dinâmica, cheia de contrastes e experiências que vão desde museus mundialmente famosos e mercados gastronômicos até bairros charmosos e cenários literalmente saídos de filmes.

Se você está programando uma visita a Londres e não quer deixar nada para trás, confira abaixo todas as nossas dicas para montar um ótimo roteiro para a sua viagem!

QUANTOS DIAS FICAR EM LONDRES?

Para sentir o verdadeiro gostinho de Londres sem viver em uma maratona, meu conselho é reservar pelo menos 5 dias. Com esse tempo, dá para visitar os pontos turísticos mais famosos, entrar em alguns museus, aproveitar os parques e explorar bairros como Soho, Camden e Notting Hill sem tanta correria.

Se puder esticar para 6 ou 7 dias, a viagem se torna mais completa, permitindo incluir um musical no West End, descobrir pubs escondidos e até dar um pulinho em destinos próximos, como Windsor, Stonehenge ou Oxford.

Agora, se você tiver um roteiro mais apertado, de 3 ou 4 dias, vale a pena priorizar atrações mais centrais e organizar um roteiro com deslocamentos otimizados. Será mais corrido, mas ainda assim dá para sair do destino bastante satisfeito.

Independentemente da duração da viagem, uma coisa é certa: sempre haverá o que fazer em Londres. A cidade está em constante movimento e sempre oferece experiências novas para todos os perfis de viajantes.

ONDE SE HOSPEDAR EM LONDRES

Vista aérea de Londres com a London Bridge em destaque

Foto: Benjamin Davies via Unsplash

Londres é um grande centro financeiro, comercial e, claro, turístico. Portanto, opções de hospedagem não faltam. Ainda assim, é importante alinhar as expectativas desde o início: este está longe de ser um destino econômico. Afinal, estamos falando de uma das cidades com o maior custo de vida do mundo.

O bairro de Westminster, por exemplo, é uma das melhores escolhas para quem quer ficar perto dos principais pontos turísticos da cidade. É ali que estão o Palácio de Buckingham, a Abadia de Westminster, o Big Ben e a London Eye, entre outros ícones. Em contrapartida, a localização privilegiada costuma refletir em diárias mais altas.

Por outro lado, se hospedar em regiões um pouco mais afastadas pode ajudar a economizar. Graças à excelente rede de metrô londrina, ficar fora do centro não significa ter acesso difícil às atrações. É justamente nesse cenário que bairros como Covent Garden, South Kensington, Soho e King’s Cross surgem como ótimas alternativas de hospedagem.

No nosso guia sobre os melhores bairros de Londres para se hospedar, explicamos melhor as características de cada região e indicamos hotéis para diferentes orçamentos.

A seguir, você também confere uma seleção de acomodações bem localizadas e convenientes para explorar a cidade:

Econômico

  • Melbourne House Hotel: este hotel familiar ocupa uma casa tradicional vitoriana. É básico, mas tem quartos com banheiro privativo e equipados com máquina de café e TV. Fica a apenas 300 m do metrô Pimlico;
  • The Z Hotel Trafalgar: a 400 metros da Trafalgar Square e a 500 metros da Royal Opera House, conta com quartos compactos com ou sem janela (fique atento à escolha), todos com banheiro, TV de tela plana e Wi-Fi gratuito;
  • Keystone House: localizado a apenas 300 m da estaão King’s Cross, o hotel tem serviço de self check-in. Seus quartos são equipados com ar condicionado e banheiro privativo e acomodam até 2 pessoas.

Bom custo-benefício

  • The Westminster London Curio Collection by Hilton: com arquitetura moderna e elegante, este hotel tem vista para o Rio Tâmisa e está a poucos minutos de caminhada do Big Ben. Dispõe de um restaurante americano e um café asiático, e há serviço de quarto disponível 24h;
  • The Queens Gate Hotel: este hotel ocupa um elegante casarão do século 19, tem quartos espaçosos, bem decorados e equipados com minibar. Está a apenas 10 m do Hyde Park e a 500 m do Museu de História Natural de Londres.  Além disso, dispõe de academia, bar e restaurante;
  • The Z Hotel Tottenham Court Road: no Soho, possui quartos compactos, mas bem equipados, com ar condicionado, mesa de trabalho e TV. Oferece café da manhã por um custo adicional e está localizado a 400 metros do Queen’s Theatre;

Conforto

  • St. Ermin’s Hotel: com arquitetura interna impressionante, ele mistura luxo e modernidade. Fica próximo à estação de metrô e ao Parque St James, tem quartos confortáveis com TV e disponibiliza café da manhã por um valor adicional;
  • The Waldorf Hilton: em funcionamento há mais de 100 anos, esse hotel tem academia, bar e restaurante, além de servir diariamente café da manhã e o tradicional chá da tarde. Está situado na famosa área de Theatreland, próximo a The Royal Opera House e várias atrações;
  • Milestone Hotel Kensington: este hotel boutique 5 estrelas tem decoração clássica e possui piscina, academia, spa e vista para o Palácio e os Jardins de Kensington. Os quartos são elegantes e confortáveis, e são fornecidos produtos de banho, doces e biscoitos gratuitamente aos hóspedes.
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O QUE FAZER EM LONDRES: 25 ATRAÇÕES IMPERDÍVEIS NA CIDADE

Se por um lado Londres conta com alguns dos pontos turísticos mais conhecidos do mundo, por outro, a quantidade de opção de o que fazer na cidade pode deixar qualquer turista confuso na hora de planejar o roteiro.

Por isso, preparamos uma lista com as melhores atrações de Londres para te ajudar no seu dia a dia por lá:

Palácio de Buckingham

Cerimônia de troca de guarda em frente ao Palácio de Buckingham

Foto: Bernd Dittrich via Unsplash

Residência oficial da monarquia britânica desde 1837, o Palácio de Buckingham é um dos símbolos mais icônicos de Londres e ocupa uma posição central no bairro de Westminster. Mesmo para quem não pretende entrar, vale a visita para conhecer o cenário de alguns dos momentos mais tradicionais da realeza inglesa.

Embora o acesso ao interior do palácio seja limitado, parte das dependências é aberta ao público durante o verão europeu, incluindo as Salas de Estado e o estábulo real, onde ficam as carruagens históricas utilizadas em cerimônias oficiais.

Em 2026, a visitação acontece entre 09 de julho e 27 de setembro. Os ingressos podem ser adquiridos antecipadamente online por cerca de £33, ou diretamente na bilheteria do local por £37, sujeito à disponibilidade.

Ainda assim, a experiência mais procurada no Palácio de Buckingham é outra (e totalmente gratuita): assistir à tradicional Troca da Guarda. A cerimônia, marcada pela música e pela precisão dos movimentos dos guardas reais, é quase um espetáculo ao ar livre e atrai visitantes do mundo inteiro.

Ela acontece diariamente em junho e julho e, no restante do ano, em dias alternados. Como os dias e horários podem variar, vale conferir o calendário oficial antes da visita e chegar com antecedência para garantir um bom lugar.


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St. James’s Park

Parque St. James com grande lafo a frente, cercado por área verde e, ao fundo, parte da roda gigante London Eye

Foto: Getty Images

Ao lado do Palácio de Buckingham, o St. James’s Park é o parque real mais antigo de Londres e um dos espaços verdes mais agradáveis da região central. Com cerca de 23 hectares (sim, é enorme!), ele funciona como um respiro natural em meio aos monumentos históricos da cidade.

Caminhar sem pressa por suas trilhas, atravessar pequenas pontes e apreciar as vistas do lago com o palácio ao fundo é um passeio simples, mas que vale muito a pena incluir no roteiro, especialmente em dias de tempo aberto.

Uma das principais diversões dos turistas fica por conta de observar os esquilos, que dominam os gramados do lugar.

Harry Potter Studio Tour

Parte interna dos estúdios do filme Harry Potter com cenário de cidade usado nas gravações

Foto: Divulgação

Os fãs de Harry Potter vivem um verdadeiro frenesi quando visitam Londres. E é possível ir além dos pontos turísticos da cidade e mergulhar de vez nesse universo com uma visita aos estúdios onde os filmes foram gravados.

Promovido pela Warner Bros, o tour leva você por alguns dos cenários mais icônicos da saga, como o Great Hall de Hogwarts, a Plataforma 9¾, o Beco Diagonal e a Floresta Proibida, tudo preservado com um nível de detalhe impressionante.

O passeio vai muito além dos cenários: você também vê figurinos originais, efeitos especiais, maquetes e entende como todo o mundo mágico ganhou vida. É o tipo de experiência que costuma surpreender mesmo quem não é fã.

Mas vale se planejar com antecedência: os ingressos costumam esgotar rápido, principalmente na alta temporada. E como o estúdio fica em Watford, a cerca de 45 km do centro de Londres, a forma mais prática é garantir um ingresso com transporte nos ônibus oficiais da Warner, que saem de pontos centrais da cidade e facilitam bastante a logística.

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Plataforma 9 ¾

Símbolo da Plataforma 9 ¾ na estação londrina de King's Cross

Foto: Sarah Ehlers via Unsplash

Ainda no clima de Harry Potter, dentro da estação de trem King’s Cross fica a famosa Plataforma 9¾, inspirada na saga que conquistou fãs no mundo inteiro.

Criado oficialmente após a enorme procura dos visitantes, o espaço se tornou uma parada divertida para quem quer entrar no universo do jovem bruxo (nem que seja por alguns minutos). Por ali, é possível tirar fotos clássicas empurrando o carrinho de bagagens em direção à “parede”, recriando uma das cenas mais icônicas dos filmes.

Ao lado, há também uma loja temática dedicada à franquia, perfeita para quem quiser levar uma lembrança ou simplesmente continuar a imersão no universo mágico antes de seguir o roteiro pela cidade.

Tower of London

Castelo da Torre de Londres em estilo medieval, com quatro torres, muralha que o cerca e todo construído em pedras

Foto: Getty Images

A Tower of London começou a ser construída em 1078 e desempenhou diferentes funções ao longo da história: já foi residência real, fortaleza, tesouraria e até prisão durante a Idade Média.

Hoje, visitar o interior do complexo é praticamente uma viagem no tempo. Entre os destaques estão a Sala das Joias da Coroa, onde ficam expostos os símbolos oficiais da monarquia britânica, a imponente Torre Branca, a Capela de São Pedro ad Vincula, o Palácio Medieval e as antigas áreas que serviram como presídio.

O ingresso custa cerca de £37 e pode ser adquirido online, o que ajuda a evitar filas na entrada. Antes da visita, vale conferir os horários de funcionamento, já que durante o inverno eles são reduzidos e a última entrada costuma acontecer por volta das 15h.

Tower Bridge

Ponte de Londres no pôr do sol com edifícios modernos ao fundo e rio Tâmisa a frente

Foto: Michal Collection

Entre os muitos cartões-postais de Londres, a Tower Bridge é certamente um dos mais icônicos. Ligando as duas margens do Rio Tâmisa, a ponte chama atenção pela arquitetura neogótica imponente e pelo visual que se tornou símbolo da cidade.

Reserve alguns minutos do seu roteiro apenas para apreciá-la com calma. Com um pouco de sorte, você pode até presenciar a abertura da ponte para a passagem de grandes embarcações, um espetáculo que ainda acontece regularmente.

Além de atravessá-la a pé, também é possível visitar o interior da Tower Bridge. A experiência inclui a Sala das Máquinas, onde ficam os antigos mecanismos responsáveis pela elevação da ponte, e a Sala de Exposição, que conta a história de sua construção. No alto das torres, uma passarela de vidro a cerca de 42 metros acima do rio oferece uma perspectiva diferente do Tâmisa e do skyline londrino.

A visita funciona com horário marcado, e o ingresso custa £16.

Abadia de Westminster

Fachada da Abadia de Westminster com suas duas torres imponentes e um ônibus de dois andares vermelho passando a sua frente

Foto: Michal Collection

A Abadia de Westminster é um dos edifícios históricos mais importantes de Londres e palco das coroações dos monarcas britânicos desde 1066. Além disso, é ali que acontecem cerimônias marcantes da monarquia, como casamentos reais e sepultamentos de figuras históricas e integrantes da família real.

Com arquitetura gótica impressionante e vitrais detalhados, o interior da abadia reúne alguns dos símbolos mais relevantes da história britânica, incluindo o Trono da Coroação, diversos memoriais e túmulos de personalidades ilustres, além do Túmulo do Soldado Desconhecido, que homenageia os combatentes britânicos mortos em guerra.

Para visitar o interior é necessário adquirir um ingresso com data e horário marcados. O custo é de £31 e inclui audioguia (também disponível em português). Os bilhetes costumam ser liberados com cerca de um mês de antecedência, e a abadia permanece fechada para visitação turística aos domingos.

Big Ben e Parlamento

Parlamento Inglês e Big Ben vistos de cima, ao lado do rio Tâmisa

Foto: Getty Images

Um dos maiores símbolos de Londres, o Big Ben fica às margens do Rio Tâmisa, integrado ao complexo da Casa do Parlamento, no coração de Westminster.

Inaugurada em 1858, a torre (oficialmente chamada de Elizabeth Tower) tem cerca de 106 metros de altura. Em cada face estão instalados enormes relógios de aproximadamente sete metros de diâmetro, enquanto em seu interior está o famoso sino de 14 toneladas que deu origem ao apelido “Big Ben”. Um detalhe curioso é que o mecanismo do relógio é considerado um dos mais precisos e confiáveis do mundo.

Ao lado, a Casa do Parlamento, também conhecida como Parlamento Inglês, é onde acontecem as sessões do parlamento britânico. Quem tiver interesse pode assistir aos debates presencialmente: a entrada é gratuita, embora o acesso dependa da disponibilidade de assentos no dia da visita.

Palácio de Kensington e Kensington Gardens

Palácio de Kensington construído em tijolos aparentes com grande jardim a sua frente, com flores e lago artificial

Foto: Leonid Andronov

Uma das residências oficiais da família real, o Palácio de Kensington tem mais de 300 anos de história e já foi lar de importantes membros da monarquia britânica, incluindo o rei William III e a princesa Diana.

Após passar por um amplo processo de restauração, o palácio foi parcialmente aberto à visitação pública. O percurso permite conhecer antigos aposentos reais, exposições históricas e áreas dos jardins que ajudam a imaginar como era o cotidiano da realeza ao longo dos séculos. Entre os destaques estão uma seção dedicada à Princesa Diana e uma exposição permanente sobre a vida da Rainha Vitória, que nasceu e cresceu no local.

Os ingressos custam cerca de £24,70 e estão disponíveis online, com horário marcado para entrada.

London Eye

Roda gigante London Eye em frente ao rio Tâmisa em dia de sol

Foto: Pexels

A London Eye, a famosa roda-gigante inaugurada nos anos 2000, rapidamente se tornou um dos símbolos modernos de Londres. Com 135 metros de altura e 32 cabines de vidro, o passeio entrega uma vista panorâmica da cidade durante 30 minutos, tempo que ela leva para dar a volta completa.

Do alto, é possível observar alguns dos principais cartões-postais londrinos, como o Big Ben, o Parlamento e o Rio Tâmisa serpenteando pela cidade. Um dos melhores momentos para fazer o passeio é próximo ao pôr do sol, quando a luz muda gradualmente e Londres começa a se iluminar, criando um cenário ainda mais especial.

Se quiser incluir a experiência no roteiro, seja no fim da tarde ou em qualquer outro horário, vale comprar o ingresso com antecedência. Além de não perder horas na fila, o valor é mais baixo do que na bilheteria física. Os bilhetes custam £29 no site oficial da atração, enquanto o preço sobe para £39 no dia da visita.

Catedral de Saint Paul

Catedral de Saint Paul, em Londres, vista de fora com sua enorme cúpula ao centro

Foto: Acediscovery via Wikimedia Commons

Reconstruída após o grande incêndio que devastou Londres em 1666, a Catedral de St Paul’s é um dos marcos arquitetônicos mais impressionantes da cidade. Ao longo dos séculos, o local foi cenário de eventos históricos importantes, como o casamento do príncipe Charles com Lady Diana e o funeral de Winston Churchill.

Para visitar o interior da catedral é necessário adquirir um ingresso online, que custa cerca de £27 e dá acesso aos diferentes níveis do edifício. Apenas fique atento: não há visitação turística aos domingos.

Entre os destaques estão a famosa Whispering Gallery, conhecida pela acústica curiosa que permite ouvir sussurros do outro lado da galeria, e a imponente cúpula, considerada a segunda maior do mundo. Subir até o topo exige algum fôlego, mas a recompensa é uma vista panorâmica incrível de Londres.

Trafalgal Square e National Gallery

Praça Trafalgal Square com chafariz ao meio e, ao fundo, a fachada do museu National Gallery

Foto: Michal Collection

A Trafalgar Square é uma das praças mais emblemáticas do centro de Londres. Inaugurada em 1830, ela foi criada para homenagear o almirante Lord Nelson, responsável pela vitória britânica na Batalha de Trafalgar, travada contra as frotas da França e da Espanha.

O movimento por aqui é constante, com artistas de rua, apresentações culturais e eventos que mantém a praça sempre animada.

É também na Trafalgar Square que fica um dos museus mais importantes de Londres, a National Gallery. A galeria abriga mais de duas mil obras de arte, assinadas por nomes consagrados como Van Gogh, Michelangelo, Tiziano e Velázquez.

A National Gallery funciona diariamente das 10h às 18h, com horário estendido às sextas-feiras, quando permanece aberta até às 21h. A entrada para a coleção permanente é gratuita, mas vale reservar o acesso com antecedência pelo site oficial para garantir sua visita.

Piccadilly Circus e Leicester Square

Esquina da Piccadilly Circus com enormes painéis publicitários luminosos e lojas de grife

Foto: Getty Images

Pode-se dizer que a Piccadilly Circus está para Londres assim como a Times Square está para Nova Iorque. Sempre movimentada, a praça é um dos grandes símbolos da cidade, marcada pelos painéis luminosos, artistas de rua e pelo movimento constante típico do centro londrino.

No meio do movimento está a famosa fonte de Eros, representada por um cupido alado. Ao redor, concentram-se lojas modernas, restaurantes, bares, cinemas e teatros, tornando o local uma parada quase inevitável para quem explora Londres.

Embora o fluxo de pessoas seja intenso ao longo de todo o dia, é à noite que Piccadilly Circus revela seu lado mais marcante, quando as luzes se acendem e a atmosfera ganha ainda mais vida.

A poucos passos dali, a Leicester Square complementa o passeio. Considerada o centro do entretenimento londrino, a praça abriga cinemas históricos que recebem grandes estreias internacionais, além de lojas temáticas bastante procuradas, como a M&M’s World e a Lego Store.

É também a partir daqui que começa oficialmente a área dos teatros do West End, equivalente londrino da Broadway. Incluir um musical no roteiro é uma das experiências mais especiais da cidade: produções como O Rei Leão, Mamma Mia! e Les Misérables estão entre as mais populares e costumam encantar até quem não é fã do gênero. A programação atualizada e a compra de ingressos podem ser feitas pelo site oficial.

Covent Garden

Lojas e restaurantes no interior do Covent Garden Market

Foto: Bruno Martins via Unsplash

Covent Garden é um bairro de Londres que reúne arte, música, restaurantes, excelentes pubs e muita animação. Aqui as ruazinhas são charmosas no melhor do estilo londrino, estreitas, de paralelepípedo e com casinhas de tijolo aparente.

Alguns dos destaques do bairro vão para a Royal Opera House, a casa de ópera da cidade que sedia diversos espetáculos, e o Museu dos Transportes de Londres.

Mas sem dúvida a principal atração da área é o Covent Garden Market. Ele existe desde o século XIX como um mercado de rua e hoje vai além: tem lojas de grife, artesanato, bons restaurantes e pubs.

Shakespeare’s Globe Theatre

Palco de madeira do Shakespeares Globe Theatre, em Londres, durante uma visita guiada ao local. Ele é rodeado por uma plateia de três andares dispostas em varandas

Foto: Pete Le May

O Shakespeare’s Globe Theatre é uma fiel reprodução do teatro que Shakespeare interpretou suas obras no século XVII.

Esse novo espaço em formato meia lua à céu aberto foi construído em 1997 e fica a apenas 200 metros da construção original. Até hoje peças do famoso dramaturgo são apresentadas ali, de maio a outubro (confira os shows em cartaz).

Além das performances, também dá para conhecer o espaço por meio de visitas guiadas. O tour custa £ 30 e precisa ser reservado pelo site oficial com antecedência.

Museu Britânico

Lobby de entrada do Museu Britânico com grande teto de vidro e com muitas pessoas caminhando

Foto: Gagliardi Photography

Os amantes de museus dificilmente vão querer deixar o British Museum fora do roteiro em Londres. Mas a verdade é que ele impressiona até quem normalmente não se empolga tanto com esse tipo de passeio.

Isso porque o museu percorre, literalmente, a história da humanidade. Ao caminhar por suas galerias, você encontra desde múmias egípcias até a Pedra da Roseta, peça fundamental para a decodificação dos hieróglifos. O acervo inclui ainda esculturas do Partenon de Atenas, datadas de cerca de 450 a.C., além de curiosidades como um conjunto completo de xadrez do século XII.

Com mais de 7 milhões de objetos, o British Museum é gigantesco, e justamente por isso vale chegar com um mínimo de planejamento. Definir previamente o que você deseja ver ajuda a aproveitar melhor a visita e evita a sensação de estar perdido entre tantas salas e andares.

A entrada é gratuita, e é possível reservar o seu ingresso online para garantir a entrada (importantíssimo). Ele funciona diariamente das 10h às 17h, com horário estendido às sextas-feiras, quando permanece aberto até 20h30. Fique atento apenas ao horário da última entrada, permitida até às 16h (ou às 19h30 nas sextas).

Hyde Park

Hyde Park, de Londres, com parte do lago artificial, um chafariz, pessoas caminhando no entorno e edifícios da cidade ao fundo

Foto: Getty Images

Já falamos de alguns parques de Londres, mas esse é outro que merece entrar na nossa lista de o que fazer na cidade. O Hyde Park fica na região central e é uma das maiores áreas verdes londrinas.

Ele já pertenceu à Abadia de Westminster, já foi área de caça da família real e, em 1536, se tornou público. O lugar é ideal para caminhadas ou para simplesmente para ver a vida passar, principalmente se sua viagem for nos meses de verão ou primavera.

Borough Market

Borough Market em Londres.

Foto: Getty Images

Londres é cheia de mercados gastronômicos, o que é uma ótima notícia para quem gosta de explorar a cidade também pelo paladar. Se esse é o seu caso, o Borough Market merece entrar no roteiro. Localizado ao lado da London Bridge, ele é um dos mercados de comida mais tradicionais da cidade, com origens que remontam ao século XII.

O espaço reúne dezenas de barracas e pequenos restaurantes que oferecem desde clássicos da culinária britânica até sabores de diferentes partes do mundo. Caminhar por ali já faz parte da experiência: entre aromas e vitrines convidativas, você encontra queijos artesanais, pães frescos, doces, frutas, vinhos, cervejas artesanais e diversas opções para comer na hora.

O Borough Market funciona de terça a sexta-feira, das 10h às 17h; aos sábados, das 9h às 17h; e aos domingos, das 10h às 16h. O mercado permanece fechado às segundas-feiras.

Soho

Foto: Liza Pooor via Unsplash

Colado ao Covent Garden, ainda na região central de Londres, o Soho é um dos bairros mais animados da cidade. A área é conhecida pela enorme concentração de pubs, bares, restaurantes e casas noturnas, além de galerias independentes e lojas cheias de personalidade.

Duas das ruas mais famosas de Londres delimitam o bairro: a Oxford Street, principal endereço de compras da cidade, e a elegante Regent Street, marcada por lojas sofisticadas e bons restaurantes. Por isso, é fácil incluir o Soho no roteiro entre um passeio turístico e uma pausa para comer ou descansar.

Durante o dia, o bairro já chama atenção pelas vielas tradicionais londrinas (e super fotogênicas!). Mas é quando a noite chega que o Soho realmente ganha vida, reunindo moradores e visitantes em busca de música ao vivo, bons drinks e um ambiente descontraído.

O Soho também tem uma forte ligação com a cena LGBTQIA+ londrina, especialmente nos arredores da Old Compton Street, onde se concentram bares e espaços tradicionais que fazem parte da identidade cultural do bairro.

Se estiver pela região no fim do dia, uma ótima ideia é simplesmente escolher um pub ou restaurante do bairro para encerrar a noite. Sentar-se em uma mesa, pedir uma pint ou um bom jantar e observar o movimento das ruas é uma das formas mais autênticas de aproveitar Londres.

Notting Hill e Portobello Road Market

Rua de Notting Hill, em Londres

Foto: Getty Images

O Notting Hill é um dos bairros mais charmosos de Londres e daqueles lugares que convidam a explorar sem pressa. Famoso pelas casinhas coloridas, pelas livrarias independentes e por ter servido de cenário para o filme Um Lugar Chamado Notting Hill, o bairro é perfeito para caminhadas tranquilas e boas fotos ao longo do caminho.

O grande destaque da região é o Portobello Road Market, uma das feiras de rua mais conhecidas da cidade. Aos sábados, o mercado ganha ainda mais movimento, com barracas de antiguidades, roupas, acessórios, objetos de decoração e diversas opções de comida de rua espalhadas pela avenida.

Se possível, planeje a visita para o período da manhã, quando o movimento ainda é mais tranquilo e a experiência fica mais agradável. Reserve também um tempo extra para simplesmente se perder pelas ruas do bairro, observar as fachadas coloridas e aproveitar a atmosfera única que faz de Notting Hill um dos cantinhos mais especiais de Londres.

Camden Town e Camden Market

Rua de Camden Town, em Londres

Foto: Getty Images

Se a ideia é conhecer um lado mais alternativo de Londres, incluir Camden Town no roteiro é uma ótima escolha. O bairro é conhecido pela atmosfera criativa, pela forte identidade cultural e por um ambiente mais descontraído, bem diferente das áreas mais clássicas da cidade.

Por ali, você encontrará inúmeras lojas de roupas e acessórios independentes, brechós, além de vitrines e fachadas cheias de personalidade. A Camden High Street concentra boa parte do movimento e chama atenção pelas fachadas grafitadas e pelas faixas de pedestres coloridas, que ajudam a reforçar o espírito diverso do bairro.

Outro destaque é o famoso Camden Market, um conjunto de mercados interligados com barracas de comida do mundo todo, peças vintage, itens de decoração e lembrancinhas criativas. É também ali que fica a estátua de Amy Winehouse, “cria” do bairro que se tornou um dos seus maiores símbolos.

Tate Modern

Foto: Annie Spratt via Unsplash

Se você gosta de arte contemporânea, o Tate Modern é um museu que merece entrar na lista de o que fazer em Londres. Instalado em uma antiga usina de energia às margens do Rio Tâmisa, ele se transformou em uma das principais referências de arte moderna e contemporânea da Europa.

O acervo reúne obras produzidas ao longo dos últimos 100 anos, com nomes como Picasso, Salvador Dalí, Andy Warhol e Mark Rothko. Entre pinturas, esculturas e grandes instalações, vale procurar também a obra do brasileiro Cildo Meireles, Babel, uma impressionante torre formada por dezenas de rádios empilhados.

A entrada para as exposições permanentes é gratuita, enquanto algumas mostras temporárias são pagas. O museu funciona diariamente das 10h às 18h, com última entrada às 17h30.

Victoria and Albert Museum (V&A) South Keninsgton

Foto: Getty Images

O Victoria and Albert Museum (V&A) South Kensington é, sem dúvida, um dos museus mais impressionantes de Londres. Dedicado às artes, ao design, à moda e à decoração, ele reúne um acervo gigantesco com mais de 2 milhões de peças, algumas com cerca de 5 mil anos de história.

Considerado o maior museu de artes decorativas e design do mundo, o V&A abriga coleções que vão muito além do esperado: há galerias dedicadas a cerâmicas, mobiliário histórico, joias, tapeçarias, esculturas, figurinos teatrais e peças de moda que ajudam a contar a evolução do estilo e da criatividade humana ao longo dos séculos.

Outro destaque é o próprio edifício, com salões elegantes, escadarias monumentais e um belíssimo pátio interno.

A entrada para as exposições permanentes é gratuita, enquanto as mostras temporárias são pagas. O museu funciona diariamente das 10h às 17h45, com horário estendido até às 22h nas sextas-feiras.

Natural History Museum e Science Museum

Esqueleto de baleia no Museus de História Natural

Foto: Kevin Mueller via Unsplash

Se você está planejando o que fazer em Londres com crianças, ou é do time que gosta de ciência, natureza e tecnologia, vale reservar algumas horas para visitar o Natural History Museum e o Science Museum. Localizados em South Kensington, os dois ficam lado a lado e têm entrada gratuita, o que facilita combinar as visitas no mesmo dia.

O Natural History Museum impressiona logo na chegada. Instalado em um belíssimo edifício vitoriano, ele já recebe os visitantes com o enorme esqueleto de uma baleia-azul de 25 metros suspenso no saguão principal.

O acervo reúne mais de 80 milhões de itens, distribuídos entre áreas como botânica, entomologia, mineralogia, paleontologia e zoologia. Entre os espaços mais procurados estão as galerias de dinossauros, a coleção de minerais e a famosa simulação de terremoto, que diverte tanto adultos quanto crianças.

Já o Science Museum é um verdadeiro mergulho na evolução científica e tecnológica. Suas exposições percorrem desde as primeiras invenções industriais até avanços recentes nas áreas de exploração espacial, medicina e robótica, sempre com uma abordagem interativa e fácil de entender.

O museu conta ainda com simuladores e áreas práticas, como o Wonderlab (atração paga à parte), além de exposições temporárias que mudam ao longo do ano.

Ambos os museus funcionam diariamente das 10h às 17h50, com última entrada às 17h30. Se possível, chegue cedo para aproveitar as exposições com mais calma, já que são atrações bastante populares.

Sky Garden

Vista do Sky Garden, em Londres

Foto: orva studio via Unsplash

Se a ideia é admirar Londres do alto, vale incluir o Sky Garden na lista de atrações para visitar. Localizado no topo do arranha-céu apelidado de “Walkie Talkie”, o espaço combina mirante e jardim suspenso, criando uma das experiências panorâmicas mais legais da cidade.

O ambiente reúne plantas tropicais, áreas internas envidraçadas e um terraço aberto com vista privilegiada para o skyline londrino, de onde também é possível observar diversos cartões-postais, incluindo a Tower Bridge.

A entrada no Sky Garden é gratuita, mas exige reserva antecipada pelo site oficial, já que os horários costumam se esgotar rapidamente. As vagas normalmente são liberadas com cerca de três semanas de antecedência, então vale acompanhar o calendário para garantir seu ingresso.

Além da vista, o espaço conta com cafés e bares que funcionam ao longo do dia, sendo um ótimo lugar para fazer uma pausa no roteiro ou aproveitar o fim da tarde enquanto a cidade começa a se iluminar.

VALE A PENA COMPRAR O LONDON PASS?

Assim como acontece em muitos destinos turísticos, Londres também conta com um passe turístico que reúne diversas atrações em um único ingresso: o London Pass, que dá acesso a mais de 100 atrações espalhadas pela cidade.

Na prática, o passe oferece duas vantagens principais. A primeira é a possibilidade de economizar em relação à compra individual dos ingressos, especialmente se você pretende visitar várias atrações pagas em poucos dias. A segunda é a conveniência de não precisar adquirir bilhetes separadamente para cada visita.

O London Pass é vendido por número de dias consecutivos, sempre com acesso à mesma lista de atrações, independentemente da duração escolhida. Os valores começam em cerca de £99 para 1 dia e podem chegar a £259 para 10 dias.

A melhor forma de saber se o passe realmente vale a pena é colocar tudo na ponta do lápis: liste as atrações que você pretende visitar, some o valor dos ingressos individuais e compare com o preço do passe para o mesmo período.

Em roteiros mais tranquilos e contemplativos, especialmente para quem pretende focar em museus e passeios gratuitos, o London Pass pode não compensar. Afinal, muitos dos museus mais famosos de Londres têm entrada gratuita. Por outro lado, se a ideia for visitar várias atrações pagas em sequência, o passe pode se tornar um bom investimento.

Vale apenas ficar atento: algumas atrações populares não estão incluídas no London Pass padrão, como a London Eye (disponível apenas na versão Plus) e o Harry Potter Studio Tour. Por isso, confira sempre a lista oficial antes de decidir.

COMO SE LOCOMOVER EM LONDRES?

Explorar o que fazer em Londres é mais simples do que parece graças ao excelente sistema de transporte público da cidade. A rede é ampla, eficiente e bem integrada, com destaque para o metrô londrino, chamado de Tube, que conecta facilmente os principais pontos turísticos.

Os tradicionais ônibus vermelhos de dois andares também fazem da rede pública de transportes e são ótimos para trajetos curtos ou quando você quiser observar a cidade durante o deslocamento.

Para utilizar o transporte público, você pode pagar tanto com o cartão Oyster quanto com cartões de crédito e débito por aproximação. Na prática, ambos funcionam da mesma forma e aplicam automaticamente o teto máximo de gasto diário, garantindo tarifas mais econômicas do que a compra de bilhetes avulsos.

Para entender em detalhes tarifas, zonas e formas de pagamento, vale conferir o nosso guia do transporte público em Londres.

APROVEITE AS DICAS DE O QUE FAZER EM LONDRES!

Agora que você já conhece as principais atrações e dicas práticas, é hora de montar o seu roteiro por Londres. Antes de tudo, leve em consideração quantos dias terá na cidade para evitar um itinerário corrido demais e priorize aquilo que realmente faz sentido para o seu estilo de viagem.

Sempre que possível, reserve os ingressos com antecedência (mesmo quando gratuitos) para economizar tempo nas filas e garantir a entrada nas atrações mais concorridas. E depois é só fazer o que Londres sabe proporcionar como poucas cidades: caminhar sem pressa, explorar diferentes bairros e aproveitar cada descoberta ao longo do caminho.

Você sabia?

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