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“Road trip: roteiro nas Montanhas Rochosas do Canadá”

Montar um roteiro nas Montanhas Rochosas do Canadá pode pode ser algo complexo. O incrível paraíso das montanhas e lagos turquesa possui tantas atrações que é difícil decidir onde ir e o que fazer.

Quais parques visitar? O que não dá pra perder? Como chegar? Onde se hospedar?

Com base nas principais dúvidas sobre o destino – e nas que eu mesma tinha antes da minha viagem – preparei este guia completo para uma viagem de carro de 7 dias nas Montanhas Rochosas do Canadá.

Ao longo deste artigo, você ainda verá algumas atrações alternativas para incluir ou substituir e personalizar o seu roteiro. Vamos lá?

ONDE FICAM AS MONTANHAS ROCHOSAS DO CANADÁ

As Rocky Mountains (Montanhas Rochosas, em tradução literal) são parte de uma imensa cordilheira que vai do estado de Novo México, no sudeste dos Estados Unidos, à província de British Columbia, no oeste do Canadá.

Tanto na porção estadunidense quanto na canadense, há cenários naturais cinematográficos que reúnem milhões de visitantes todos os anos.

No Canadá, a cadeia de montanhas é casa de 5 parques nacionais:

  • Banff National Park (Parque Nacional de Banff)
  • Jasper National Park (Parque Nacional de Jasper)
  • Kootenay National Park (Parque Nacional Kootenay)
  • Waterton Lakes National Park (Parque Nacional dos Lagos Waterton)
  • Yoho National Park (Parque Nacional Yoho)

Parque Nacional de Banff e Parque Nacional de Jasper

Dentre todos os parques, o Parque Nacional de Banff é o mais conhecido – e também o mais visitado de todo o Canadá. E não é para menos! É nele que ficam os famosos Lake Louise e Moraine Lake, frequentemente apontados como dois dos lagos mais bonitos do mundo.

Na sequência vem o Parque Nacional de Jasper, com uma imensidão de florestas, vida selvagem abundante e cenários de cair o queixo.

Pensando em uma viagem de uma semana, é recomendável visitar no máximo 2 dos 5 parques – ou estar preparado para ficar só na estrada, o que seria uma pena.

Como na minha viagem era exatamente esse o tempo que eu tinha disponível, optei por conhecer justamente os Parques Nacionais de Banff e de Jasper. É com base neles, portanto, que seguirei na minha sugestão de roteiro nas Montanhas Rochosas do Canadá.

O QUE SABER ANTES DA VIAGEM (DICAS DE PLANEJAMENTO)

Antes da viagem começar, é preciso saber algumas coisas sobre este destino. 

Quando ir para as Montanhas Rochosas do Canadá?

As atividades que você fará nas Montanhas Rochosas do Canadá são totalmente dependentes da época do ano escolhida para a viagem.

  • de junho a agosto: é verão, as temperaturas são agradáveis e os lagos estão mais azuis do que nunca. Esta é a melhor época para explorar a região e para ver ursos – caso você queira.
    Porém, como essa é também a alta temporada, as hospedagens ficam mais caras e esgotam rápido.

  • de setembro a outubro: você encontrará um clima outonal. As folhas ficam alaranjadas e se preparam para cair, as temperaturas começam a baixar e as chuvas ficam mais frequentes. É nessa época que costuma cair a primeira neve do ano.

  • de novembro a março: é temporada de inverno nas Montanhas Rochosas. Esqueça as trilhas e os lagos, já que eles congelam nessa época. Muitas estradas menores também fecham no período. A temporada de inverno é totalmente dedicada aos esportes de inverno, então só vá nessa época se esse for o objetivo da sua viagem;

  • de abril a maio: é primavera, a neve começa derreter e os termômetros a subir. No entanto, muitas atrações e estradas ainda estão fechadas por causa da neve acumulada. A maioria dos lagos provavelmente ainda terá bastante gelo e tons mais esbranquiçados.

A minha viagem aconteceu no começo de setembro e acabei pegando a primeira neve da temporada (que caiu mais cedo do que o comum). As temperaturas, naquele período, oscilaram entre 0º e 15ºC.

Para visitar as Montanhas Rochosas no ápice da sua beleza, vá entre o final de junho e agosto. Se quiser fugir das multidões, opte pelo final de agosto e começo de setembro.

Não recomendo a primavera pela chance de encontrar muitas atrações fechadas.

Como chegar nas Montanhas Rochosas

Não existem aeroportos comerciais dentro do Parque Nacional de Banff e do Parque Nacional de Jasper.

A principal porta de entrada para quem vai ao Parque Nacional de Banff é o Aeroporto Internacional de Calgary, a 145km da cidade de Banff.

O Aeroporto opera várias rotas internacionais e recebe voos das principais cidades do Canadá e dos Estados Unidos. Todavia, quem sai do Brasil precisará fazer uma conexão em outro destino, como Toronto, Montreal ou Nova Iorque.

Também há quem escolha chegar pelo Aeroporto Internacional de Edmonton, a 400 km da cidade de Jasper, ou até mesmo de Vancouver, a 850 km de Banff. Apesar da última opção ser bastante longa e cansativa, pode ser uma oportunidade para quem quer estender a viagem e explorar outros parques na Província de British Columbia.

Alugando um carro

Embora existam locadoras de veículos nas cidades de Banff e de Jasper, são poucas e, via de regra, mais caras.

Por isso, recomendo já sair do Aeroporto com um carro. Eu cheguei por Calgary (via Toronto) e foi a melhor decisão.

Se a viagem estiver programada para a alta temporada, é recomendável reservar com uma certa antecedência para fugir das altas tarifas.

Na nossa parceira Rent Cars você pode consultar todas as locadoras, comparar preços e pagar em reais sem cobrança de IOF.

Ah, brasileiros podem dirigir no Canadá com uma CNH válida – a Permissão Internacional para Dirigir não é obrigatória.

Passe para a entrada nos Parques Nacionais de Banff e Jasper

Para acessar qualquer um dos parques nas Montanhas Rochosas, incluindo o de Banff e o de Jasper, é necessário comprar um passe. O valor, é claro, é revertido na estruturação e preservação dos locais.

Existem dois tipos de passes que podem ser comprados: o diário e o anual (este último chamado de “Discovery Pass”). Confira aqui os valores:

 

Passe diário (Day Pass)*
* Válido até as 16h do dia seguinte à ativação.
 
Adulto C$ 10
Idoso (+65) C$ 8,40
Jovens (0-17) Grátis
Passe Anual (Discovery Pass)*
* Válido apor 1 ano a partir do mês da compra.
 
Família / Grupo de até 7 pessoas C$ 139,40
Adulto C$ 69,19
Idoso (+65) C$ 59,17

Pode parecer estranho comprar um passe anual para uma viagem de poucos dias, mas na maioria dos casos ele acaba valendo mais a pena do que o passe diário.

Além disso, uma vantagem do passe anual é que ele é válido em todos os Parques Nacionais do Canadá. Então, se a sua viagem incluir uma passagem por outros destinos canadenses – como Vancouver, Toronto e Montreal – você ainda poderá aproveitar o passe na região.

Os ingressos e passes podem ser comprados online ou nos portões de entrada dos Parques. No caso do passe anual, é necessário imprimi-lo e deixá-lo sempre à mostra no para-brisa do carro.

O que levar na mala

Saiba que mesmo que você vá para as Montanhas Rochosas do Canadá no ápice do verão, o clima é bastante imprevisível. Pode chover ou até mesmo nevar. Por isso, a dica é preparar uma mala que funcione tanto para o frio, quanto para o calor.

Como eu falei, peguei de 0º a 15ºC no começo de setembro (tecnicamente ainda era verão).

A boa notícia é que, a menos que você decida fazer algumas trilhas mais radicais, não precisará de roupas ou acessórios especiais. As trilhas mais populares são muito boas e um tênis de academia já resolve.

Leve calças e camisetas confortáveis, tênis, uma blusa quentinha (as fleeces são ótimas) e uma boa jaqueta corta-vento. Não recomendo deixar para comprar roupas em Banff ou Jasper. Existem várias lojas por lá, mas as peças são bem mais caras do que nas grandes cidades.

Também é legal levar um cachecol, luvas e gorro – mas em último caso, esses são itens que você encontra em qualquer loja de souvenir.

Ursos e outros animais selvagens nas Montanhas Rochosas do Canadá

O Parque Nacional de Banff e o Parque Nacional de Jasper estão repletos de vida selvagem. É bem possível que você encontre vários animais durante a sua viagem, que podem ir de esquilos, veados e alces a lobos, coiotes e ursos.

Encontrar com grandes predadores pode ser, ao mesmo tempo, uma grande sorte e motivo de preocupação. Por isso, vale a pena seguir à risca algumas recomendações:

  • jamais alimente ou perturbe qualquer animal;
  • descarte todos os alimentos e lixos adequadamente (há lixeiras devidamente fechadas em todo lugar – certifique-se de mantê-las vedadas);
  • nunca deixe alimentos fora do carro ou da mochila e procure embalá-los para evitar odores;
  • mantenha uma distância de pelo menos 30 metros de veados e alces e de pelo menos 100 metros de ursos, lobos e outros predadores;
  • não faça trilhas no escuro e jamais saia das demarcações. Procure caminhar próximo de outros grupos;
  • ande com sinos e tenha sempre um spray de urso à mão (você pode comprar esses itens nos postos de turismo e até mesmo em algumas lojas de souvenir).

Definitivamente, um possível encontro com ursos é o que mais gera preocupação aos visitantes.

De uma forma geral, saiba que esses encontros não são comuns – os ursos costumam se afastar ao perceber a presença humana – mas ainda assim acontecem. Já eventuais ataques são extremamente raros, ainda mais se você tomar as devidas precauções.

Para entender tudo o que você precisa saber para evitar encontros e se defender no caso de um ataque, vale a pena conferir as recomendações do Governo do Canadá sobre o tema.

ONDE SE HOSPEDAR NOS PARQUES NACIONAIS DE BANFF E JASPER

Pensando em estrutura e logística, os melhores lugares para se hospedar nos parques é na própria cidade de Banff, no vilarejo de Lake Louise (que ainda faz parte do município de Banff) e na cidade de Jasper.

O centro de Banff é ligado ao centro de Jasper pela Icefields Parkway, considerada uma das estradas mais bonitas do mundo. De um ponto ao outro, são 288km. Apesar de não parecer muita coisa, a velocidade máxima permitida em muitos trechos não passa de 80 km/h. Além disso, é justamente nos entornos da rodovia que ficam a maioria das atrações.

Em resumo: não vale a pena fazer base em um só lugar, a menos que você queira conhecer apenas um dos parques. Caso contrário, você perderia muito mais tempo na estrada do que aproveitando os passeios.

Por isso, para este roteiro de 7 dias eu sugiro organizar a hospedagem da seguinte forma:

  • Banff – 3 noites
  • Lake Louise – 2 noites
  • Jasper – 2 noites

Outra coisa para ter em mente é que este, definitivamente, não é um destino barato. Embora seja possível economizar bastante com alimentação e passeios, a hospedagem será sempre uma vilã!

A demanda de hospedagens nas Montanhas Rochosas costuma ser maior do que a oferta. Por isso, para fugir dos preços exorbitantes, procure reservar o seu hotel com a maior antecedência possível.

ROTEIRO NAS MONTANHAS ROCHOSAS DO CANADÁ

Agora que já vimos as principais informações que você precisa saber para organizar a sua viagem de carro pelas Montanhas Rochosas do Canadá, vamos à minha sugestão de roteiro.

Este roteiro começa em Banff e termina em Jasper, mas você também pode fazer o percurso contrário.

Também vale lembrar que esta é apenas uma sugestão e você pode adaptá-la de acordo com o seu tempo e preferências. Ao longo do artigo, vou deixar algumas sugestões de atrações para você incluir ou substituir.

E se, por acaso, você tiver menos tempo de viagem, minha dica é cortar o Parque Nacional de Jasper e concentrar as atividades no Parque Nacional de Banff, que possui o maior número de atrações que considero “imperdíveis”.

DIA 1 – chegada em Banff

O primeiro dia é o dia da sua chegada em Banff. Caso você pegue um voo para Calgary e dirija para Banff, provavelmente chegará no meio da tarde.

Banff Visitor Centre

Aproveite para caminhar pela cidade (que é linda) e passar no Banff Visitor Centre. Lá você poderá pegar mapas da cidade e das trilhas, comprar o passe de acesso aos parques (caso não tenha comprado online ou no portão de entrada) e também o seu spray de urso. Sobre o spray, também vale perguntar para o seu hotel na hora do check-in, já que alguns emprestam para os hóspedes.

Se você quiser levar algum souvenir para casa, Banff também é o melhor lugar para as compras. A Banff Avenue reúne muitas lojas e a maior variedade de produtos que você encontrará em todo o parque.

BeaverTails

Caso não esteja de dieta, aproveite para provar a iguaria da rede canadense BeaverTails. O “rabo de castor” é uma massa frita coberta com todo tipo de cobertura doce que você imaginar. Carboidrato + fritura + açúcar: difícil ficar ruim.

Você também pode aproveitar para ir num supermercado e comprar alguns snacks para levar na viagem. Ah, a água da torneira em Banff é adequada para o consumo, então não é necessário comprar várias garrafas.

Cascade of Time Garden

Se ainda tiver tempo, pode caminhar até o Cascade of Time Garden, um jardim muito bonito próximo da ponte do Rio Bow, ainda no centro da cidade.

Depois, prepare-se para jantar e descansar bastante para o próximo dia, que será cheio!

DIA 2 – arredores de Banff

Depois de tomar um bom café da manhã, é hora de começar a aproveitar o arredores de Banff.

Surprise Corner Viewpoint

Comece o dia pegando a Buffalo Street e dirigindo até o Surprise Corner Viewpoint. No local há uma paragem para carros e uma vista incrível para o Rio Bow com o icônico Fairmont Banff Springs (que parece mais um castelo) de pano de fundo. Ali também é possível fazer uma trilha, mas recomendo guardar as energias para a próxima parada.

Tunnel Mountain Trail

Seguindo a mesma estrada por mais 1,2 km, você chegará ao início da Tunnel Mountain Trail. Essa trilha oferece uma das vistas mais bonitas de Banff e o nível de dificuldade é fácil – são 3.6 km (ida e volta) em um caminho amplo e bem demarcado.

No ponto inicial há uma pequena área para estacionar e uma placa indicando o início da trilha.

Se quiser, pode levar um lanchinho para o piquenique no topo – sempre cuidando dos alimentos e lixo. Essa é uma trilha bastante frequentada, por isso animais mais ariscos tendem a se afastar.

Fairmont Banff Springs

Após terminar a trilha, vale pegar o carro e se direcionar para o Fairmont Banff Springs. O luxuoso hotel é mundialmente famoso e é praticamente um museu.

Boa parte das suas áreas comuns são abertas a não hóspedes e valem pelo menos a visita. No local também há vários restaurantes e cafés, além de serviços de spa e um campo de golfe.

Ao lado do estacionamento do Fairmont Banff Springs, pela Bow Falls Avenue, dá pra fazer uma caminhada (ou dirigir) até o Bow Falls Viewpoint e ter uma bonita vista do Rio Bow sob outra perspectiva.

Outras atrações para incluir ou substituir:
  • Banff Gondola
  • Banff Upper Hot Springs
  • Cave and Basin National Historic Site

DIA 3 – lagos de Banff

Prepare-se para o terceiro dia de roteiro nas Montanhas Rochosas do Canadá porque ele incluirá dois dos seus mais bonitos lagos!

Johnson Lake

A 12 km do centro de Banff, este lago está no final na Johnson Lake Road, não tem como errar!

O lago é muito transparente e possui um lindo tom verde esmeralda. Logo na entrada há uma pequena área de piquenique – não existe nenhum comércio, leve algo se quiser comer. Este também é um dos lagos menos gelados das Montanhas Rochosas, por isso muita gente aproveita pra nadar ou fazer SUP nos meses mais quentes.

O Johnson Lake não é tão grande e é possível fazer uma trilha contornando ele todo – são 3km que valem a pena!

Lake Minnewanka

Após recuperar as energias do Johnson Lake, é hora de partir para uma experiência maior. Após passar pelo Two Jack Lake (vale a parada para admirar), siga até o estacionamento do Lake Minnewanka.

Esse grande lago glacial tem 21 km de comprimento e 142 metros de profundidade!

As atividades ali são quase infinitas: dá pra fazer inúmeras trilhas, pedalar, alugar um caiaque ou até mesmo fazer um passeio de barco. Aliás, o Lake Minnewanka é um dos poucos das Montanhas Rochosas em que o uso de barcos a motor é permitido.

O tour de barco dura cerca de 1 hora e pode ser comprado online. Não é barato – custa cerca de 60 dólares canadenses -, por isso, se tiver que escolher entre ele e o Maligne Lake, dê preferência ao segundo.

Ali também há uma lanchonete. Simples e cara, mas não deixa de ser uma opção.

Outras atrações para incluir ou substituir:
  • Vermillion Lakes
  • Grassi Lakes

DIA 4 – Lake Louise

No nosso quarto dia de roteiro nas Montanhas Rochosas, é dia de fazer check-out no hotel e partir para Lake Louise.

Johnston Canyon

Saindo de Banff, pegue a Bow Valley Parkway em direção a Lake Louise. Após 10 km, já vale uma parada no Backswamp Viewpoint, um ponto panorâmico do Rio Bow (e, com sorte, do trem passando na frente).

15 km mais adiante, você chegará no Johnston Canyon. Este é um dos lugares mais visitados das Montanhas Rochosas, por isso é bom não chegar muito tarde.

No local há uma trilha de 3 km (nível fácil) passando por rochas, floresta, cachoeiras e um rio tão azul que é difícil de acreditar. Vale muito a pena!

Lake Louise

Saindo do Johnston Canyon, siga por mais 37 km até a cereja do bolo: Lake Louise!

Esta é, de longe, a atração mais famosa das Montanhas Rochosas e reúne multidões do mundo inteiro para tirar uma foto. Sim, tirar uma foto! Muitas pessoas chegam lá numa excursão, ficam 1 hora e voltam embora, o que é uma pena!

O tom azul turquesa desse imenso e bonito lago é realmente fora de sério! Mas o Lake Louise e o seu quase vizinho Lake Moraine (que, na verdade, é o meu preferido) têm muito mais a oferecer do que uma simples foto.

Por isso, a minha dica é reservar o resto do dia somente para o Lake Louise.

A atração mais cobiçada no lago é a canoagem. O aluguel das canoas é feito pelo The Fairmont Chateau Lake Louise Boathouse e custa 135 dólares canadenses por uma hora. Não é barato, mas é uma chance única na vida.

Fazer uma trilha para ver o lago de outros ângulos também não pode ficar de fora!

As trilhas mais frequentadas são:

  • Lake Louise Shoreline Trail: atravessa o lago pela margem direta. São 4 km no total (nível fácil); e
  • Lake Agnes Trail: leva aos pequenos Mirror Lake e Lake Agnes e à fofa casa de chás Lake Agnes Tea House. Um pouco mais difícil, são quase 7 km no total e 400m de elevação.

Se quiser sentar em um lugar confortável para comer, vá até o Chateau Deli, cafeteria do incrível Fairmont Lake Louise.

Ao final do dia, faça o check-in no seu hotel em Lake Louise.

Outras atrações para incluir ou substituir:
  • Plain of Six Glaciers Trail
  • The Beehive Trail

DIA 5 – canoagem no Moraine Lake

Começamos o quinto dia de roteiro no meu lago preferido do Parque Nacional de Banff: o Moraine Lake

Moraine Lake

O estacionamento no Moraine Lake é mais complicado do que no vizinho, então é bom chegar cedo pra garantir uma vaga.

Agora uma escolha bem pessoal: para mim, o Moraine Lake é ainda mais incrível do que o Lake Louise. Acho que os troncos de árvores caídos na água e a ausência de uma estrutura hoteleira tão grande dão um ar mais selvagem.

Ainda assim, a estrutura ali é boa e também há as famosas canoas para aluguel. Foi nele, inclusive, que escolhi fazer canoagem. O preço é 115 dólares canadenses (por canoa / até 3 pessoas).

Além da canoagem, também dá pra fazer uma trilha até o outro lado do lago (imperdível) ou algumas bem mais desafiadoras.

Logo na entrada também há uma loja e um café bem decente, que inclusive serve pratos no almoço.

Takakkaw Falls

Saindo do Moraine Lake, pegue a Trans-Canada Hwy e depois a Yoho Valley Road – serão 50 km até chegar em um estacionamento sem saída. Lá você pegará a trilha sinalizada para a Takakkaw Falls.

O lugar é bem bonito porque você caminhará numa área de bosques ao lado de corredeiras. Além disso, é uma trilha bem fácil – são 1,5 km de trilhas pavimentadas e planas. Ao final, você verá de perto a segunda cachoeira mais alta do Canadá (são 373 m).

Emerald Lake

Não muito longe dali, volte na mesma estrada até a Trans Canada e depois siga em direção ao Emerald Lake.

Este lago certamente está entre os mais bonitos das Montanhas Rochosas (e na verdade está no Parque Nacional Yoho, assim como Takakkaw Falls). 

Ele é muito transparente! Dá pra ver todos os troncos de árvores caídos no fundo do lago. Além disso, ele tem uma pequena ilha que é acessada por uma ponte. O cenário é realmente lindo!

Depois de visitar o lago, volte para a sua última noite em Lake Louise para descansar.

Outras atrações para incluir ou substituir:
  • Rockpiles
  • Tower of Babel

DIA 6 – lagos e geleiras de Jasper

No sexto dia de roteiro nas Montanhas Rochosas, faça o check-out no seu hotel e pegue a Icefields Parkway em direção a Jasper. Mas antes…

Peyto Lake

Espero que você não tenha enjoado de lagos, porque tem mais um incrível pela frente!

De Lake Louise para o mirante do Peyto Lake (coloque “Peyto Lake Upper Viewpoint” no mapa) são 45km. No caminho, pare no Bow Lake Viewpoint para ver o Bow Lake de perto.

Chegando no Peyto Lake, você irá parar no estacionamento e caminhar por um curto caminho que te levará ao mirante. A vista é absolutamente impressionante!

Columbia Icefield

Tocando em direção a Jasper, há duas atrações que você terá que optar por fazer ou não – afinal, não são baratas.

O Columbia Icefield é uma das maiores geleiras abaixo do círculo polar ártico. É possível visitá-lo através de um tour com ônibus/caminhões adaptados para andar no gelo.

O passeio é operado pela Columbia Icefield Adventure e, além da visita às geleiras, inclui o acesso a uma plataforma de vidro sobre desfiladeiros nas Montanhas Rochosas. O ingresso para ambos os passeios custa por volta de 85 dólares canadenses e pode ser comprado online

Sunwapta Falls

Antes do final do dia, vale ainda uma parada para admirar a Sunwapta Falls. Você precisará fazer um pequeno desvio da Icefields Parkway, mas isso não tomará muito tempo.

Depois, aproveite para admirar uma das estradas mais bonitas do mundo enquanto segue para o seu hotel em Jasper.

Outras atrações para incluir ou substituir:
  • Beauvert Lake
  • Annette Lake
  • Edith Lake

DIA 7 – vista panorâmica e passeio de barco em Jasper

O nosso último dia de roteiro nas Montanhas Rochosas começa bem pertinho da cidade de Jasper, para vê-la de cima.

Jasper SkyTram

O Jasper SkyTram é o bondinho mais alto do Canadá e te levará a 2.277 m de altitude. É bom ir bem vestido no passeio, porque lá em cima faz bastante frio.

A subida custa 54.60 dólares canadenses e, no topo, é possível fazer algumas caminhas para admirar a vista – que é incrível.

Medicine Lake

Este lago é bem curioso porque se forma sobre um imenso complexo de cavernas. Fica muito cheio no verão, quando o volume d’agua aumenta por causa do degelo, e se reduz a poucas piscinas no outono.

Certamente não é o lago mais bonito, ainda mais porque uma grande queimada destruiu boa parte da vegetação dos arredores há alguns anos. Mas o interessante é que muita gente relata ver animais selvagens no Medicine Lake. Eu, de fato, vi dois alces lá (pena que não estavam mais com a galhada).

De qualquer forma, o Medicine Lake é caminho para o nosso próximo – e imperdível – destino.

Maligne Lake

Do Medicine Lake ao Maligne Lake são apenas 20km, então é bem fácil de chegar.

O Maligne Lake é o maior lago de degelo do Parque Nacional de Jasper (e de todas as Montanhas Rochosas). Por causa dos sedimentos das rochas trazidos pela neve derretida, ele fica mais turquesa próximo das geleiras.

A melhor maneira de visitá-lo é de barco. Aliás, existe uma pequena ilhota no lago – a Spirit Island – e só é possível se aproximar dela pela água.

O passeio de barco dura cerca de 1,5 hora e custa 75 dólares canadenses. E algo interessante, caso você decida não fazer o passeio, é que toda a rota do barco está disponível no Google Street View. Você pode literalmente navegar online!

Finalizando o seu último dia de roteiro nas Montanhas Rochosas do Canadá, é hora de voltar para o hotel e descansar para a viagem de retorno no dia seguinte. 

Outras atrações para incluir ou substituir:
  • Pyramid Lake
  • Patricia Lake
  • Maligne Canyon

Baixe o mapa no roteiro

Para não deixar nenhuma dica de fora durante a sua viagem, baixe o mapa do nosso roteiro e confira tudo em tempo real usando o Google Maps:

MAIS DICAS PARA A SUA VIAGEM

Visto para o Canadá

Turistas brasileiros precisam de visto para entrar no Canadá e existem dois tipos de visto disponíveis:

Autorização eletrônica de viagem (eTA):

Funciona como um tipo de visto online, custa 7 dólares canadenses e tem validade de 5 anos.
O ponto negativo do eTA é que ele só pode ser solicitado por quem possui um visto americano válido ou que já tenha tirado o visto canadense de visitante nos últimos 10 anos.

Visto Canadense de Visitante / Visto de residente temporário

Esse é o visto padrão e deve ser tirado por todos os brasileiros que não preenchem o requisitos para o eTA. Ele possui validade de apenas 6 meses e custa 100 dólares canadenses, além de seguir um processo mais burocrático que o eTA.

Para entender melhor sobre o processo de emissão de ambos os vistos, vou deixar como sugestão a leitura de um post super completo feito pessoal do Melhores Destinos. É só clicar no link pra ler.

Câmbio: qual moeda levar para o Canadá

A moeda oficial do Canadá é o dólar canadense (CAD), também abreviado para os símbolos $ ou C$. Embora o dólar canadense seja uma moeda forte, vale menos que o dólar americano.

Cotação: real x dólar canadense x dólar americano

Confira um comparativo entre o real, o dólar canadense e o dólar americano com base na atual cotação:

 

  • 1 CAD = R$ 4,22
  • US$ 1 = R$ 5,34
  • US$ 1 = 1,27 CAD


¹ A cotação foi conferida na data de publicação deste artigo e segue o câmbio comercial.


Dinheiro em espécie

O modo mais econômico para levar dinheiro em espécie para o Canadá é trocando reais por dólares canadenses ainda no Brasil.

Como o dólar canadense é uma moeda de grande circulação, a maioria das casas de câmbio trabalham com ela a taxas razoáveis. Para encontrar as melhores taxas na sua cidade, recomendo usar o comparador Melhor Câmbio.

Conta digital internacional

Outra opção econômica e bastante cômoda é usar uma conta digital internacional com saldo em dólares americanos.  Na maioria delas – caso das contas do C6, BS2 e Nomad – você fará a conversão bom base no câmbio comercial e pagará uma taxa bem menor que a dos bancos tradicionais, além de IOF de 1,1% (contra os 6,38% dos cartões de crédito).

Apesar de haver uma segunda conversão (de dólares americanos para dólares canadenses), ainda é uma opção vantajosa. Mas vale ficar atento aos saques: normalmente se paga uma taxa por operação. Por isso, a dica é fazer o menor número de saques possível.

O MUNDO SOBRE RODAS

Este artigo faz parte de um projeto de com outros blogs amigos para compartilhar dicas sobre viagens de carro pelo Brasil e pelo mundo.

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