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“O que saber antes de alugar um carro e dirigir na Islândia”


Se você está considerando alugar um carro para dirigir na Islândia, tenho dois conselhos muito importantes.

O primeiro é: se você for um motorista experiente, faça isso! Definitivamente, ter um carro à disposição te dará liberdade não só para explorar lugares fora da rota mais turística, mas também para aproveitar a viagem ao seu ritmo, se hospedar em lugares inacreditáveis e se adaptar melhor aos tantos imprevistos que podem surgir na viagem (você descobrirá que são muitos!).

O segundo conselho, e talvez o mais importante, é: saiba exatamente onde você está se metendo. Quanto mais bem informado, melhor. Dirigir na Islândia é diferente de qualquer outro lugar do mundo, e é preciso conhecer bem os riscos e cuidados que isso envolve para não passar nenhum perrengue e, principalmente, não colocar a sua vida e a de outras pessoas em perigo. Mas fique tranquilo! Tomando algumas precauções básicas, você não terá problemas.

Neste artigo, unindo regras de segurança às minhas dicas e experiências pessoais, reuni tudo o que você precisa saber antes de alugar um carro e sair dirigindo pela Islândia!

PRECISO DE UM CARRO PARA CONHECER A ISLÂNDIA?

O primeiro passo para planejar uma viagem à Islândia é entender a logística e como é possível organizar o seu tempo e deslocamentos por lá.

Para começar, vale entender um pouco da topografia e geologia. A região mais central, chamada de Highlands (terras altas), é a mais inacessível. Formada por diversos sistemas de vulcões, montanhas, geleiras e um ambiente bastante inóspito, ela é pouco conectada com outras áreas e, quando é, geralmente por estradas secundárias em condições mais precárias, facilmente interditadas em razão do mau tempo ou do acúmulo de neve e gelo.

A segunda coisa com a qual você precisa se familiarizar é a “Ring Road”, formalmente Route 1. Essa é a principal estrada da Islândia, um anel rodoviário que circunda o país, sempre próximo à costa. Ainda assim, saiba que a pista é simples, sem acostamento e sem guarda-corpo em sua maior parte.

Quem deseja tirar o máximo proveito do potencial e das atrações da Islândia opta por percorrer toda a Ring Road. Foi exatamente isso que eu fiz!

Com 1.332 km no total (mais os desvios que você naturalmente fará), o ideal é separar pelo menos uma semana para fazer esse percurso e apostar no aluguel de um carro — de preferência um 4×4, embora ele não seja mandatório na Ring Road em si.

Mas para quem tem menos tempo ou quer focar nos pontos turísticos mais visitados, a boa notícia é que o principal eixo turístico da Islândia fica na região da capital Reykjavik, estendendo-se pela costa sul até a famosa Diamond Beach. Esse trecho, no total, tem 378 km (apenas ida).

Quem opta por fazer apenas essa região pode alugar um carro e conhecer por conta própria em poucos dias (leia o meu roteiro para aproveitá-lo parcialmente) ou apostar em tours de bate-volta da capital, que são bastante comuns.

 

Importante:

A minha viagem aconteceu em meados de abril, marcando o início “real” da primavera (em março, ainda havia neve e bloqueios em muitas estradas).

No geral, as regras e orientações aqui se adaptam muito bem à temporada sem neve, normalmente de abril a outubro, embora o clima da Islândia, principalmente no outono e na primavera, seja mais imprevisível.

Quem viaja no inverno precisa tomar muito mais cuidado. Além dos bloqueios mais frequentes, inclusive em trechos da Ring Road, a neve, o vento e o gelo tornam a direção muito mais perigosa. Mesmo com alguma experiência dirigindo na neve, eu, particularmente, não arriscaria sair da costa sul da Islândia.

Alternativas para quem não quer dirigir na Islândia

Embora eu realmente ache que alugar um carro é a melhor alternativa para aproveitar cada ponto no seu ritmo, mais uma vez advirto que dirigir na Islândia pode ser desafiador, principalmente quando as condições climáticas não estão favoráveis. Se você se sente inseguro com isso, portanto, não é algo que eu aconselho.

E se a ideia for apostar nos tours, saiba que o mais comum é fazer um tour de um dia para explorar o Golden Circle e outro para explorar as cachoeiras da costa sul (imperdível!), mas ainda podem ser adicionados tours para as cavernas de gelo ou para a península de Snæfellsnes, mais ao norte.

Entre os passeios em Reykjavik, além da própria cidade e de seus museus, dá pra passar algum tempo nas piscinas termais (Blue Lagoon, Sky Lagoon e Secret Lagoon), fazer um tour de observação de baleias e uma caçada à aurora boreal (apenas do final de agosto ao início de abril).

TIPOS DE ESTRADAS NA ISLÂNDIA

Independentemente do roteiro que você decidir seguir na Islândia, saiba que grande parte dele passará pela famosa Ring Road. E uma boa notícia é que ela é a melhor estrada do país.

Mas, inevitavelmente, você fará alguns desvios e acabará em estradas secundárias que podem variar em termos de estrutura e qualidade. Por isso, antes de seguir a rota do Google Maps, é importante saber com o que você está lidando.

Além disso, entender os tipos de estrada é o que define qual carro alugar e até onde você pode ir.

Ring Road (Route 1)

Ring Road, na Islândia

Trecho bom na Ring Road

O anel rodoviário que circunda a costa da Islândia é quase 100% asfaltado. Além disso, apesar da pista simples, o tráfego é tranquilo (por vezes inexistente, principalmente ao norte e nos Eastfjords). Resumindo: em condições normais, qualquer carro de passeio percorre a Ring Road.

O maior risco, a meu ver, é o de sair da pista. Inclusive, vi dois carros fora da estrada na minha viagem (já sem passageiros), e um deles havia capotado.

O que acontece é que, para dissipar o acúmulo de neve e água, mas também para prevenir danos causados por inundações vulcânicas, a Ring Road foi em boa parte aterrada para ficar em um nível mais alto que o do solo. Só que na maior parte dela não há acostamento, e muito menos guarda-corpo, o que deixa os motoristas muito mais expostos a qualquer deslize.

Confesso que em alguns trechos dos Eastfjords, com precipícios caindo no mar, senti um leve frio na espinha.

Ring Road nos Eastfjords da Islândia

Um dos poucos trechos com guarda-corpo nos Eastfjords

O vento islandês também não é brincadeira. Eu não achava que impactaria tanto a direção até, no meu 7º dia de viagem, pegar ventos de 50 km/h e sentir o volante sendo puxado na estrada. Nessa hora, ter alugado um carro robusto nos deu mais segurança. Se a instabilidade for muita, pare o carro e espere a coisa melhorar.

 

Golden Circle: apesar de não fazer parte da Ring Road, as rotas 36, 365 e 35 têm condições similares. Como essas são rotas muito turísticas, elas são pavimentadas e mantidas o ano todo.

Península de Snæfellsnes: o circuito principal (rotas 54 e 574) também é pavimentado e fica aberto o ano inteiro, embora a porção norte seja famosa pelos ventos fortes – foi justamente lá que eu peguei.

Estradas secundárias de cascalho

Estrada de cascalho na Península de Snæfellsnes, na Islândia

Estrada de cascalho na Península de Snæfellsnes

As estradas secundárias de cascalho aparecem com frequência assim que você sai da Ring Road. Muitas vezes, a condição dessas estradas para o acesso às atrações mais visitadas é satisfatória e não exige muito mais do que a própria Ring Road, embora ter um carro alto e com boa suspensão vá ajudar.

Mas, evidentemente, algumas rotas serão mais exigentes. Nós pegamos estradas particularmente ruins para chegar no farol Öndverðarnesviti (rota 579) e no Stuðlagil Canyon (Klaustursel). São estradas que eu não arriscaria pegar com chuva ou neve, mesmo que elas estivessem abertas.

Algumas estradas secundárias exigem 4×4, enquanto outras não. A minha dica é: se você tiver dúvida, aposte no 4×4. Nós não precisamos usar a tração nenhuma vez, mas certamente ficamos mais confortáveis com a possibilidade.

F-roads.

As F-roads são as estradas de montanha das Highlands, identificadas pela letra “F” antes do número. Essas estradas levam a lugares como Landmannalaugar, o vulcão Askja e Þórsmörk. Elas são bastante impopulares não só pelo difícil acesso, mas também por fecharem na maior parte do ano. A maioria só abre no verão e quando as condições estão boas.

Eu mesma não peguei nenhuma estrada F em toda a minha viagem.

Para quem decidir se aventurar nelas, vale estender a pesquisa. Aqui, não poderei te ajudar com experiência prática, mas saiba que elas só podem ser acessadas por 4×4 e que algumas envolvem travessias em rios (na água mesmo, sem pontes). Contratar um tour para as Highlands com um guia experiente pode não ser má ideia.

COMO ESCOLHER UM CARRO NA ISLÂNDIA

A melhor escolha depende de quando você vai viajar e por onde pretende passar.

Para Reykjavík, Golden Circle, costa sul e Ring Road em condições favoráveis, um carro comum com tração em duas rodas pode atender bem.

Mas avalie também a época do ano, se o roteiro inclui estradas de cascalho, rotas onde o 4×4 é obrigatório, espaço para bagagens, altura do veículo e seu conforto ao volante.

Em toda a minha viagem, o único lugar onde o 4×4 era obrigatório foi em um pequeno trecho da 218 para chegar ao Dyrhólaey Viewpoint — era um trecho asfaltado, mas estreito, cheio de curvas e muito íngreme. Apesar disso, não precisamos ligar a tração em nenhum momento. Mesmo assim, nos sentimos mais confortáveis em dirigir um carro alto e robusto, com boa estabilidade.

A nossa escolha foi um Dacia Duster — aparentemente o modelo mais popular nas estradas, pois vimos em todo lugar —, que alugamos da Zero Car Rental, uma locadora local com garagem ao lado do Aeroporto Internacional de Keflavík (KEF).

Dacia Duster na Islândia

Duster, aparentemente o carro mais popular da Islândia

Cobertura do seguro de carro na Islândia

Os carros das locadoras costumam vir com o CDW (Collision Damage Waiver) básico, que apenas limita quanto você paga em caso de dano, com uma franquia geralmente bem alta.

Em se tratando de Islândia e depois de ler muitos e muitos relatos online, decidimos que valia a pena investir um pouco mais no seguro, particularmente com:

 

  • Tire protection: cobre pneus furados;
  • Windshield/gravel protection: cobre lascados, rachaduras e danos ao para-brisa;
  • Sand and Ash protection: cobre o veículo em caso de danos causados por areia ou cinzas.

 

Na verdade, o seguro foi justamente o motivo da escolha da nossa locadora. Apesar de ter tarifas a princípio mais caras que outras que comparamos, ela já vinha com o seguro completo incluso e ficava mais vantajosa na conta final. Para referência, o aluguel completo nos custou ISK 135.256 para 10 diárias em abril de 2026.

 

* Infelizmente, não tenho parceria e não recebo nenhum centavo por esta recomendação. Se você gosta do nosso trabalho, pode nos apoiar consumindo os conteúdos aqui do blog e engajando nos comentários!

PONTES E TÚNEIS DE PISTA ÚNICA

Fora das cidades, você vai encontrar pontes e alguns túneis em que cabe apenas um carro por vez. A regra é: quem chega primeiro tem a preferência. Observe a uma certa distância e, se não for sua a vez, pare no recuo que sempre há antes.

LIMITES DE VELOCIDADE NA ISLÂNDIA

Os limites de velocidade são bastante rigorosos na Islândia e, ainda bem, são baixos. Lembre-se de que a segurança é o mais importante!

Para você ter uma ideia, essas são as velocidades máximas permitidas na maioria dos trechos:

 

  • 50 km/h em áreas urbanas (30 a 40 km/h em Reykjavik e em bairros residenciais, e 20 a 30 km/h no centro e em áreas com mais pedestres)
  • 80 km/h em estradas de chão
  • 90 km/h em estradas asfaltadas fora das cidades, incluindo a Ring Road

 

Além disso, saiba que há radares por todos os lugares, inclusive em trechos aparentemente isolados. Acredite, você não vai querer pagar uma multa de trânsito em coroas islandesas.

NORMAS DE TRÂNSITO E DOCUMENTOS PARA DIRIGIR NA ISLÂNDIA

As normas básicas de trânsito da Islândia são bastante parecidas com as do Brasil. A maior diferença, talvez, é a obrigatoriedade de andar com o farol aceso 24h por dia, não importando o tipo da estrada ou se você está dentro da cidade ou em uma rodovia.

Quanto à documentação, para que estrangeiros dirijam no país, a Islândia exige apenas uma carteira de motorista válida, em alfabeto latino, emitida há pelo menos 1 ano. Portanto, respeitado o período de emissão, a CNH brasileira atende ao critério, sem necessidade da PID (se você tiver, não custa levar).

ESTACIONAMENTOS NA ISLÂNDIA

Estacionamento de rua no centro de Reykjavik

Estacionamento de rua no centro de Reykjavik

Para ser mais prática, vou separar este tópico em duas seções: estacionamento em Reykjavik e estacionamentos nas atrações turísticas.

Estacionamentos em Reykjavik

Os estacionamentos na zona central de Reykjavik são pagos e funcionam por zona. Vale saber que a maioria dos hotéis do centro não possuem estacionamento próprio ou têm poucas vagas, então é algo para incluir na conta.

A tarifa na rua custa de 240 a 660 ISK por hora, mas há reduções e isenção noturna. Você identifica a zona pelas placas P1, P2, P3 e P4 nos postes e pelos parquímetros (veja também o mapa). Quanto menor o número, mais cara é a tarifa.

Fora isso, existem algumas regras específicas para cada zona. Na P1 só é possível estacionar por até 3 horas, por exemplo, e nas P3 e P4 há isenção aos finais de semana. Recomendo que você cheque todos os pormenores no site da Prefeitura de Reykjavík para ver o que funciona melhor para o seu caso.

Estacionamentos nas atrações turísticas da Islândia

Algo que pega muita gente de surpresa é a cobrança de estacionamento na grande maioria das atrações turísticas da Islândia. E eu não estou falando apenas das mais famosas ou próximas a Reykjavik, mas também de atrações bem menos conhecidas pelo turismo de massa. Pra falar a verdade, devo ter parado em apenas uns 2 ou 3 estacionamentos gratuitos.

Em compensação, pela minha experiência, quase sempre que há cobrança também há uma pequena estrutura com banheiros limpos (e, às vezes, lojas e lanchonetes). As atrações, além disso, são majoritariamente de acesso gratuito. Uma troca justa, penso eu.

De um modo geral, espere pagar uma taxa fixa em torno de 1.000 ISK para um carro de passeio (um pouco mais no caso das motorvans). Geralmente é no sistema de autopagamento, em terminais eletrônicos.

POSTOS DE GASOLINA E SERVIÇOS AO LONGO DAS ESTRADAS

Há postos de gasolina (sistema self-service, pagamento com cartão na bomba) nas cidades e principais vilas da Ring Road, mas as distâncias entre serviços aumentam nas regiões remotas. Por isso, confira onde poderá abastecer antes de iniciar cada trecho longo. Não espere chegar perto da reserva para começar a procurar combustível.

A maioria dos postos é servida de banheiro e loja de conveniência, e alguns têm até mesmo lanchonete ou mercado anexo. Esses, porém, costumam ter horário mais limitado.

Nos dias longos de verão, é comum não perceber que já está tarde e encontrar tudo fechado (mercados e restaurantes na Islândia, no geral, fecham cedo). Por isso, vale sempre ter um miniestoque de comida no carro, seja para um lanche ou para refeições improvisadas.

Dica: como o clima é frio na maior parte do ano, dá até pra carregar frios sem bolsa térmica. Abuse do delicioso e superproteico skyr islandês (os sachês da Ísey são os meus preferidos).

CLIMA E CONDIÇÕES DAS ESTRADAS: COMO SE ADAPTAR ÀS MUDANÇAS REPENTINAS

Paisagem nevada na Islândia

Uma pequena surpresa no caminho para o nosso hotel em Bakkagerði: muita neve

A regra máxima para uma viagem à Islândia é estar preparado para mudar os planos. Isso envolve esperar uma chuva ou ventania passar, mas também pode implicar cancelar passeios, dormir em um lugar diferente do previsto e mudar a rota.

O clima muda muito e muito rápido na Islândia. Não pense que olhar a previsão com uma semana de antecedência garantirá o sucesso total do planejamento.

Quem viaja no auge do verão geralmente encontra um tempo mais estável. Mas se a sua viagem acontecer no outono ou na primavera (meu caso), as coisas podem sair do controle mais facilmente.

Eu tive a grande sorte em pegar 7 dias (de 10) de pleno sol na minha viagem, isso duas semanas depois de uma grande nevasca que fechou as estradas de todo o país. Mas algo curioso é que, na maior parte do tempo, o sol foi me acompanhando. Quando eu olhava os marcadores, chuva e vento fechavam estradas do outro lado da ilha.

Eu tive sorte (exceto com um passeio de observação de baleias — sem baleias — debaixo de chuva). Mas poderia não ter tido! E precisava estar preparada para mudar tudo de última hora. Mais do que isso, precisava ter as ferramentas certas.

Sites e aplicativos úteis para quem vai pegar o volante na Islândia

Aqui, reuni os sites e aplicativos realmente úteis para você se informar e estar bem preparado para alterações no roteiro. A minha dica é conferir as condições todas as manhãs e novamente se o tempo mudar durante o dia.

 

  • SafeTravel: praticamente obrigatório! É um app completo com informações em tempo real sobre condições das estradas, clima e alertas de segurança;
  • Umferdin: complementar ao SafeTravel, é o serviço oficial de informações viárias, para verificar condições, avisos e fechamentos.
  • Vedur: serviço meteorológico islandês, com alertas e informações um pouco mais completas que as do SafeTravel.
  • Perlan (Aurora Forecast): para um pouco de diversão, monitora localmente a atividade geomagnética, cobertura de nuvens e outros dados para prever quando e onde a aurora boreal poderá ser vista.

 

Além das dicas acima, baixe o mapa da Islândia para acesso offline no Google Maps, pois em alguns locais a internet é mais instável. E não tome o tempo previsto pelo navegador como promessa. Recomendo sempre considerar uma folga em relação ao horário de chegada previsto.

Importante: em uma emergência, ligue 112.

MAIORES RISCOS AO DIRIGIR NA ISLÂNDIA (E O QUE FAZER PARA EVITÁ-LOS)

Kirkjufell, na Islândia

Uma missão: andar contra o vento islandês (repare na água)

Aqui, reuni de forma otimizada as principais recomendações dos órgãos oficiais da Islândia para que você saiba como evitar os riscos mais comuns ao dirigir pelo país e como agir em caso de emergência:

 

  • Vento forte: em paisagens abertas, as rajadas podem deslocar o carro e surpreender especialmente quem dirige um veículo alto. Reduza a velocidade e confira os alertas antes de sair. Estacione o carro com a frente voltada contra a direção do vento para evitar que as rajadas arranquem as portas do veículo. Segure a porta com firmeza ao abri-la.

 

  • Cascalho e mudança de terreno: frear bruscamente depois que o asfalto acaba aumenta o risco de perder o controle. Antecipe a redução de velocidade e mantenha mais espaço dos veículos à frente e dos que vêm no sentido contrário.

 

  • Neve, gelo e visibilidade ruim: uma estrada pode mudar de condição ao longo do mesmo percurso. Se houver alerta de tempestade, reorganize o dia. Se você não tem experiência com direção no gelo, considere seriamente deixar o carro parado e fazer o deslocamento de outra forma.

 

  • Animais na pista: ovelhas circulam livremente em várias regiões durante os meses mais quentes. Ao avistá-las perto da estrada, diminua a velocidade e esteja preparado para uma mudança repentina de direção.

 

  • Distração com a paisagem: a vontade de olhar ou fotografar é constante, mas as vias são estreitas e muitas não oferecem espaço seguro para parar. Deixe as fotos para os estacionamentos e recuos apropriados.

 

Dirigir pela Islândia te dará uma liberdade enorme para aproveitar a viagem no seu ritmo. Mas boa parte dessa liberdade vem de aceitar que, por lá, o plano do dia precisa se ajustar à estrada e ao tempo, e nunca o contrário.

Você sabia?

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