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“O que fazer no Camboja além de visitar o Angkor Wat: 15 destinos para incluir no roteiro”


Quando pensamos em o que fazer no Camboja, é natural que o icônico Angkor Wat seja a primeira imagem que venha à mente. Afinal, o complexo de templos de Siem Reap é um dos maiores símbolos do Sudeste Asiático. No entanto, limitar uma viagem ao país apenas ao legado do Império Khmer é deixar de conhecer boa parte de sua riqueza.

O Camboja é um destino surpreendentemente diverso. Sua herança histórica e arqueológica se mistura a cidades vibrantes, regiões rurais preservadas, montanhas, florestas tropicais, vilas flutuantes e paisagens marcantes às margens do Rio Mekong.

Neste artigo, você vai descobrir o que fazer no Camboja para além de seus cartões-postais mais conhecidos, explorando tanto destinos clássicos quanto lugares menos visitados que ajudarão a tornar o seu roteiro muito mais completo.

O QUE FAZER NO CAMBOJA: 15 LUGARES IMPERDÍVEIS PARA INCLUIR NO ROTEIRO

Os destinos do Camboja atraem viajantes do mundo todo, principalmente por conta do impressionante legado arqueológico deixado pelo Império Khmer entre os séculos IX e XV, com destaque para Angkor Wat, que costuma ser o grande protagonista de qualquer viagem ao país.

Mas o Camboja vai muito além de seus templos mais famosos. Nos últimos anos, o país tem passado por uma transformação consistente, com investimentos em infraestrutura que facilitaram a logística entre diferentes regiões e abriram espaço para um roteiro mais diverso, que inclui cidades históricas, ilhas tropicais, vilarejos autênticos e paisagens naturais surpreendentes.

Para quem está planejando o que fazer no Camboja, vale a pena olhar além de Siem Reap e explorar outras facetas do destino. A seguir, selecionei 15 lugares que considero imperdíveis para montar um roteiro mais completo pelo país.

1. Siem Reap e Angkor Wat

Templo de Angkor Wat em Siem Reap, Camboja

Foto: allPhoto Bangkok via Unsplash

Para quem está pesquisando o que fazer no Camboja, é quase certo que a viagem comece (ou passe) por Siem Reap. A cidade é a principal porta de entrada para o Angkor Archaeological Park, considerado o conjunto de templos mais impressionante do Sudeste Asiático.

Principal cartão-postal do país, o Angkor Wat costuma ser o grande responsável por colocar o Camboja no radar dos viajantes. Mas limitar a visita apenas a ele é um erro comum. Isso porque o complexo abriga dezenas de templos espalhados por uma área extensa, com diferentes estilos arquitetônicos e cenários que vão de ruínas tomadas pela selva a construções monumentalmente preservadas.

Hoje, Siem Reap é a segunda maior cidade do país e conta com uma excelente estrutura turística, com boas opções de hospedagem, restaurantes e serviços, assim como uma vida noturna animada. Além disso, os circuitos pelos templos são bem organizados, permitindo explorar a região com calma e profundidade.

No nosso guia de o que fazer em Siem Reap, reunimos uma série de dicas para ir além de Angkor Wat, além de informações práticas que vão te ajudar a decidir onde se hospedar, como se locomover e até mesmo o que (e onde) comer na cidade.

2. Battambang

Ruínas do Wat Ek Phnom, em Battambang, Camboja

Wat Ek Phnom | Foto: onlyfabrizio

A 160 km de Siem Reap, Battambang é a terceira maior cidade do Camboja e revela uma faceta autêntica do país. Considerada o coração artístico e agrícola do destino, ela se destaca pela arquitetura colonial francesa bem preservada e pelo ritmo tranquilo às margens do Rio Sangkae.

Entre as paradas obrigatórias está o Phnom Sampeau, um complexo no topo de uma colina que abriga as chamadas Killing Caves, ligadas ao triste período do Khmer Rouge (ditadura comandada por Pol Pot) e hoje transformadas em local de memória e peregrinação.

Ali perto, fica também a famosa Bat Cave, de onde milhões de morcegos saem em revoada logo após o pôr do sol. É um espetáculo impressionante, mas recomendo evitar ficar muito embaixo dos animais.

Outro ponto interessante é o Wat Ek Phnom, um templo do século XI parcialmente em ruínas. E, para uma experiência cultural diferente, vale conhecer o trabalho da Phare Ponleu Selpak, uma escola de artes e circo que transforma a vida de jovens locais.

A cidade também ficou famosa pelo curioso “trem de bambu”, conhecido como norry. Trata-se de uma plataforma simples de madeira e bambu, com um pequeno motor, montada sobre trilhos antigos. Você se senta em almofadas enquanto o veículo percorre o campo por alguns quilômetros.

Apesar de divertida, a atração exige atenção: é comum haver tentativas de cobrança extra no local. O ideal é combinar e registrar os valores com antecedência, de preferência com a ajuda da sua hospedagem. No meu caso, acabei pagando mais do que o combinado inicialmente, o que gerou certo estresse.

Ainda assim, percorrer os cerca de 5 km sob trilhos foi interessante, especialmente porque fiz o passeio no fim da tarde, quando o pôr do sol na volta deixou tudo mais bonito.

3. Phnom Penh

Panorâma do Palácio Real em Phnom Penh, Camboja

Palácio Real | Foto: Norbert Braun via Unsplash

Capital do Camboja, Phnom Penh pulsa no encontro dos rios Mekong, Tonle Sap e Bassac, combinando uma atmosfera vibrante com um passado recente bastante denso.

Para compreender melhor esse capítulo triste da história, vale visitar dois locais ligados ao regime do Khmer Rouge, que esteve no poder entre 1975 e 1979.

O Tuol Sleng Genocide Museum, instalado na antiga prisão S-21 e localizado na região central da cidade, documenta os horrores do período. Já o Choeung Ek Genocidal Center, um dos principais campos de extermínio, fica a cerca de 15 km do centro.

Para equilibrar a experiência, inclua no roteiro o Museu Nacional do Camboja, que abriga uma grande coleção de arte Khmer, com esculturas e peças originais de diversos templos, inclusive do Angkor Wat. Logo ao lado, está o Palácio Real do Camboja, com seus telhados dourados e a elegante Pagoda de Prata, onde fica o famoso Buda de Esmeralda.

Para sentir a rotina local, explore o Mercado Central (Phsar Thmei), conhecido pela arquitetura art déco, e o Mercado Russo (Tuol Tompoung Market), ótimo para garimpar souvenirs e produtos típicos.

No fim da tarde, o calçadão de Sisowath Quay é perfeito para ver o pôr do sol às margens do rio. Se quiser estender o programa, vale emendar com um drink em um rooftop bar ou até um cruzeiro pelas águas do Mekong.

Além disso, se estiver na cidade durante o Festival das Águas (Bon Om Touk), terá a chance de acompanhar as tradicionais corridas de barcos, um dos eventos mais importantes do país.

Finalmente, para fechar a noite, a dica é a Bassac Lane, uma viela charmosa na região central, repleta de bares descolados e perfeita para quem busca movimento noturno.

4. Preah Vihear Temple

Rupinas do Templo Preah Vihear, no Camboja

Foto: Ionut Dabija’s Images

Localizado no alto dos Montes Dângrêk, no norte do Camboja e divisa com a Tailândia, o Preah Vihear Temple é uma verdadeira obra-prima da grandiosidade Khmer.

Erguido entre os séculos IX e XII, o complexo foi inicialmente dedicado ao deus hindu Shiva e, com o tempo, passou a ser utilizado como local de culto budista. Sua importância histórica e arquitetônica é tamanha que o templo estampa o verso da nota de 2.000 riel cambojano.

A base mais comum para a visita é Siem Reap (a 210 km), de onde partem tours diários. No entanto, minha dica é pernoitar na cidade de Preah Vihear (a 70 km) ou no vilarejo de Sra’aem, a apenas 30 km do templo.

Diferente dos chamados “templos-montanha” (estruturas típicas do Império Khmer construídas em formato piramidal) o Preah Vihear Temple foi projetado em um eixo linear de cerca de 800 metros. Essa disposição representa o sagrado Monte Meru, considerado pelos hindus e budistas o centro do universo e morada dos deuses.

Ao longo da visita, observe os enormes blocos de arenito perfeitamente encaixados, sem uso de argamassa, e atravesse o portal Gopura III, de onde se tem uma vista panorâmica impressionante das planícies abaixo.

Para uma perspectiva diferente, vale descer parte da antiga escadaria de madeira, com mais de 2.000 degraus, revelando ângulos que não aparecem para quem chega de carro. Já no Gopura II, bata levemente no peito e perceba como o som ecoa de forma vibrante – uma acústica que, segundo a tradição, simbolizava a comunicação com os deuses.

Importante: historicamente, essa região gerou disputas territoriais com a Tailândia. Apesar da decisão da Corte Internacional de Justiça em 1962 a favor do Camboja, a área ainda pode registrar tensões pontuais. Por isso, verifique a situação atual antes da visita.

5. Banlung e Lake Yeak Laom

No leste do Camboja, a pequena Banlung serve de base para explorar o Lake Yeak Laom. Localizado a apenas 5 km do centro, o lago, com cerca de 4.000 anos, é uma cratera vulcânica de formato circular, com 800 metros de diâmetro e 50 metros de profundidade.

Sagrado para a etnia Tumpoun, o local é cercado por uma floresta densa e preservada, sendo gerido pela própria comunidade com foco em sustentabilidade.

Com uma taxa de conservação de US$ 2, você acessa uma trilha de 2,5 km que contorna toda a cratera e leva a pequenos pontos de acesso para banho. Chegar cedo, por volta das 6h30, faz toda a diferença, já que o silêncio, a neblina sobre a água e o canto dos gibões (espécie de macacos) criam uma atmosfera quase espiritual.

Durante a caminhada, repare nos pequenos altares de oferendas entre as raízes das árvores, um reflexo da forte conexão espiritual da comunidade com o lugar. A poucos minutos dali, há também um centro cultural com produção local de artesanato.

Para quem quiser se aprofundar na região, as hospedagens em Banlung costumam indicar guias para trekkings pela selva e visitas a vilarejos tradicionais. É uma experiência mais imersiva, mas que exige planejamento, já que os passeios partem de US$ 100 por pessoa.

A cidade é conhecida como “terra vermelha”, por conta do solo da região, então vale evitar roupas claras para não voltar manchadas. Nos arredores, aproveite para conhecer as cachoeiras Katieng Waterfall e Kachanh Waterfall, visitadas com guia, passando por plantações de seringueiras e cajueiros.

A cerca de 50 km dali está o Virachey National Park, uma das áreas de maior biodiversidade do país e integrante do programa ASEAN Heritage Parks.

6. Stung Treng

Cachoeira de Preah Nimith, na provícia de Stung Treng

Preah Nimith Waterfall | Foto: Getty Images

No norte do Camboja, próximo ao Laos, a província de Stung Treng ainda passa longe das rotas turísticas mais tradicionais. A principal base para explorar a região é Stung Treng, capital provincial, localizada no encontro do Rio Sekong com o Rio Mekong.

Nos arredores da cidade está a área protegida de Ramsar, uma extensa floresta alagada onde árvores centenárias emergem das águas, criando ótimas oportunidades para passeios de barco.

Seguindo mais ao norte, próximo à divisa com o Laos, fica a Preah Nimith Waterfall. Diferente da estrutura turística mais desenvolvida do lado laosiano, o acesso pelo lado cambojano é mais simples e rústico, permitindo uma experiência mais próxima da força das quedas d’água.

Já a comunidade de Preah Rumkel é uma das melhores bases para explorar o lado mais selvagem do Mekong. Ali, é possível tentar avistar os raros golfinhos-de-irrawaddy, assim como pedalar entre vilarejos e curtir um ritmo tranquilo que lembra bastante algumas regiões do sul do Laos.

Já a cerca de 30 km ao sul da capital provincial, O’Reussey Kandal surge como outro destaque para ecoturismo, com trilhas em meio à floresta, observação de vida selvagem e hospedagens em homestays.

Na capital, inclua uma visita à Mekong Blue, uma cooperativa feminina onde é possível conhecer o processo tradicional de tecelagem manual da seda e adquirir peças produzidas localmente.

Na gastronomia, a influência com o Laos aparece em pratos como o Khao Piak, uma sopa de macarrão de tapioca com peixe fresco. Além disso, Stung Treng também é conhecida pela produção de um dos melhores Trey Ngiet (peixe seco) do país.

Para encerrar o dia, caminhar pelo calçadão às margens do Mekong, na capital Stung Treng, é uma das experiências mais simples e agradáveis da região, especialmente ao pôr do sol.

7. Mondulkiri

Elefante de projeto de reabilitação em Mondulkiri, Camboja

Elephant Valley Project | Foto: Divulgação

Mondulkiri é o oposto do que muita gente imagina ao pensar no Camboja. Localizada no leste do país, a região surpreende com clima mais ameno (com noites até frias) e paisagens de montanhas onduladas que lembram o interior de Minas Gerais.

Maior e menos povoada província cambojana, Mondulkiri (que significa “centro das montanhas”) se consolidou como um importante polo de ecoturismo, muito ligado à cultura da comunidade indígena Bunong. A base para explorar a região é a pequena Sen Monorom, a cerca de 390 km de Phnom Penh.

A partir dali, é possível organizar trilhas guiadas por áreas de floresta, visitar cachoeiras imponentes como a Bou Sra Waterfall, a Senmonorom Waterfall e a Romnea Waterfall, e até incluir atividades de aventura, como tirolesa na selva.

Mas o grande diferencial de Mondulkiri está na observação de vida selvagem, especialmente nos santuários voltados à reabilitação ética de elefantes resgatados da indústria madeireira ou do turismo predatório. Aqui, a proposta é bem diferente: nada de interação forçada, mas sim a contemplação dos animais livres, em uma experiência próxima a um safári.

Nem todos os projetos seguem esse modelo, por isso é importante escolher com atenção. A opção pioneira e mais respeitada do país é o Elephant Valley Project, que adota uma política 100% hands-off, ou seja, sem montar, dar banho ou tocar nos elefantes. As visitas devem ser reservadas com antecedência pelo site oficial.

Dica: ao avaliar outros santuários, pergunte exatamente como funciona a visita. Se incluir atividades como “banho com os elefantes no rio”, já não se trata do modelo ético mais rigoroso de observação.

8. Pursat

Vila flutuante de Kampong Luong, no Camboja

Kampong Luong | Foto: Kampá Tour

Capital da província de mesmo nome, Pursat costuma passar despercebida por muitos viajantes. Ainda assim, sua localização estratégica entre Battambang e Phnom Penh faz dela uma excelente parada para explorar uma face menos turística do país.

Situada próxima ao Lago Tonle Sap, maior lago de água doce do Sudeste Asiático, Pursat oferece acesso a paisagens únicas. O Tonle Sap impressiona por seu fenômeno natural de inversão de fluxo, expandindo drasticamente durante a temporada de cheias.

A cerca de 35 km da cidade está Kampong Luong, uma das comunidades flutuantes mais autênticas da região. Ali, casas, escolas, mercados, postos de combustível e clínicas médicas acompanham a variação das águas ao longo do ano. Diferente de áreas alagadas próximas a Siem Reap, a experiência aqui tende a ser mais genuína e menos voltada ao turismo de massa.

Além disso, Pursat também serve como importante porta de entrada para explorar as Montanhas de Cardamomo, uma das regiões naturais mais preservadas do Camboja e que falarei no próximo tópico.

9. Montanhas de Cardamomo

Acampamento de luxo nas Montanhas de Cardamomo

Cardamom Tented Camp | Foto: Divulgação

As Montanhas de Cardamomo formam uma das áreas de floresta tropical mais preservadas do Sudeste Asiático. Localizadas no sudoeste do Camboja, elas abrigam rios, cachoeiras, vida selvagem abundante e comunidades locais que ajudam a preservar a região.

O nome vem do cardamomo selvagem, especiaria encontrada nessa área de clima quente e úmido. A planta, da mesma família do gengibre, cresce naturalmente na floresta e produz sementes aromáticas e de sabor intenso.

Para quem busca uma experiência mais aventureira, o Osoam Cardamom Community Center, no vilarejo de Moat Preah, é uma excelente pedida. A região é ideal para trilhas, passeios off-road e exploração de áreas mais remotas. Alugar uma moto pode ser uma ótima escolha, mas prepare-se para estradas de terra e infraestrutura limitada.

Outra referência importante é o Chi Phat Community-Based Ecotourism Site, considerado pioneiro no turismo comunitário local. A proposta inclui homestays, trilhas pela selva e atividades conduzidas por guias da própria comunidade.

Para quem deseja unir conforto e sustentabilidade, o Cardamom Tented Camp oferece uma experiência imersiva em meio à natureza, com forte compromisso ambiental. Já a Wildlife Alliance Release Station é dedicada à reabilitação de animais resgatados do tráfico ilegal.

10. Kratié

Avistamento de golfinhos em Kratié

Kampi Dolphin Canyon | Foto: Asia Viva Travel

Kratié é um dos melhores destinos para vivenciar o lado mais autêntico do Camboja ribeirinho. Às margens do poderoso Rio Mekong, a cidade mantém um ritmo tranquilo, fortemente ligado às águas e às comunidades locais.

O grande destaque da região é o Kampi Dolphin Canyon, um dos principais pontos para observar os raros Golfinho-de-Irrawaddy, ameaçados de extinção.

Para uma experiência mais ética e sustentável, a melhor opção é explorar a área em silêncio, de caiaque, com operadores como a Sorya Kayaking Adventures. Embora não exista garantia de avistamento, essa abordagem respeita o habitat natural dos animais e evita o turismo predatório.

Outro passeio imperdível é a visita à Kaoh Trong, uma ilha fluvial tranquila onde não circulam carros. Conhecida pelo cultivo de pomelo, uma grande fruta cítrica, a ilha é perfeita para ser explorada de bicicleta, passando por vilarejos, plantações e paisagens rurais.

Para encerrar o dia, vale subir até a Phnom Sambok, de onde se tem uma bela vista do pôr do sol sobre o Mekong e seus arredores.

11. Kampot

Monumento na cidade de Kampot

Foto: Getty Images

No sul do país, Kampot é uma tranquila cidade ribeirinha com acesso ao mar e, para mim, uma das mais agradáveis do Camboja. Ela ficou mundialmente famosa pela produção da pimenta de Kampot, considerada uma das melhores do mundo e reconhecida com Indicação Geográfica de Denominação de Origem.

Para conhecer de perto essa tradição, a La Plantation oferece visitas guiadas gratuitas, em inglês ou francês. O passeio inclui explicações sobre o cultivo, degustação de pimentas e curries, além da possibilidade de comprar produtos locais. Outras fazendas interessantes incluem a Sothy’s Pepper Farm e a BoTree Pepper Farm.

Se houver tempo no roteiro, o Brateak Krola Lake oferece um cenário sereno, ideal para relaxar em meio à natureza.

Na cidade, a Entanou Bridge, também conhecida como antiga ponte francesa, é um dos símbolos locais. Fechada para carros, ela é um excelente ponto para caminhadas e para apreciar o pôr do sol.

Nas redondezas do Rio Preaek Tuek Chhu, especialmente no fim da tarde, o clima é descontraído. Restaurantes, bares e cafés criam uma atmosfera deliciosa.

Nos arredores, o Phnom Chhngok Cave abriga um antigo templo de tijolos do século VII escondido dentro de uma caverna. Já o Parque Nacional Preah Monivong, onde fica o Monte Bokor, combina paisagens montanhosas, ruínas envoltas por neblina e vistas impressionantes.

Outro destaque são os Natural Salt Fields, especialmente bonitos durante a estação seca, quando a extração forma cenários geométricos únicos.

Finalmente, a Coconut Beach surge como uma opção mais rústica. O acesso é por estrada off-road, mas a recompensa é uma praia tranquila, perfeita para relaxar ou até acampar.

12. Kep

Tranquila praia deKep, no Camboja

Foto: Getty Images

Kep, também chamada de Keb, foi um elegante balneário da elite francesa durante o período colonial. Hoje, mantém um clima tranquilo e funciona como uma charmosa escapada litorânea próxima de Kampot.

O grande destaque local é o Kep Crab Market (Phsar Kdam), onde pescadores vendem caranguejos frescos diretamente na beira-mar. É o melhor lugar para provar um dos pratos mais tradicionais da região.

Bem próximo dali está a Kep Beach, ideal para relaxar. Pela cidade, vale caminhar entre antigas vilas coloniais francesas. Muitas estão em ruínas, mas ainda ajudam a contar parte da história local.

Para quem gosta de natureza, o Kep National Park oferece trilhas acessíveis e mirantes com belas vistas para o Golfo da Tailândia.

Se a ideia for escapar ainda mais, barcos locais levam até Koh Tonsay (Rabbit Island), uma ilha rústica com mar calmo, atmosfera simples e poucas construções.

13. Koh Kong

Pouco explorada, a ilha de Koh Kong (Koh Kong Krao) é a maior do Camboja. Apesar de seu acesso restrito e controle militar, ela preserva praias praticamente desertas e cenários naturais pouco alterados.

Já na parte continental da província de mesmo nome, o principal destaque é o Peam Krasaop Wildlife Sanctuary, conhecido por seus extensos manguezais, passarelas suspensas e rica biodiversidade.

Outro passeio popular inclui explorar o Rio Tatai e visitar as Tatai Waterfalls, cercadas por floresta. Mas já aviso, a água desta cachoeira é geladíssima!

14. Ilha de Koh Rong

Espreguiçadeiras em praia da ilha de Koh Rong

Foto: allPhoto Bangkok via Unsplash

Maior ilha do arquipélago ao sul do país, Koh Rong é um dos destinos de praia mais famosos do Camboja. Com areia branca e mar azul-turquesa, o cenário frequentemente lembra paisagens das Maldivas.

A principal porta de entrada costuma ser Koh Touch, conhecida pelo ambiente jovial e vida noturna intensa. Para quem prefere tranquilidade, vale seguir para praias mais afastadas.

A Sok San Beach, por exemplo, é uma das mais impressionantes, com cerca de 7 km de areia clara e águas cristalinas. Já a Lonely Beach, no extremo norte, tem acesso mais difícil, mas recompensa com isolamento e a chance de observar plâncton bioluminescente à noite.

Outras praias muito procuradas incluem Long Beach, Pagoda Beach, Royal Beach e Long Set Beach.

As atividades mais populares na ilha incluem snorkel, mergulho, passeios de barco e trilhas. Vale saber que, apesar de as praias serem públicas, alguns resorts limitam o acesso a determinadas áreas.

15. Ilha Koh Rong Samloem

Píer na ilha de Koh Rong Samloem, no Camboja

Foto: allPhoto Bangkok via Unsplash

Vizinha de Koh Rong, Koh Rong Samloem oferece uma atmosfera mais tranquila e rústica. É uma excelente escolha para quem busca praias mais sossegadas.

Entre seus destaques está a Lazy Beach, acessível por trilha e conhecida pelo ambiente silencioso, mar calmo e vegetação preservada.

No norte da ilha, M’Pai Bay mantém o charme de uma vila de pescadores. É um ótimo lugar para vivenciar o cotidiano local e experimentar frutos do mar frescos.

Mesmo com grandes obras em andamento, Koh Rong Samloem ainda preserva áreas de grande beleza natural, sendo uma das melhores opções para desacelerar no Camboja.

VISITE O CAMBOJA!

Com tantas opções autênticas, descobrir o que fazer no Camboja é uma oportunidade de explorar o Sudeste Asiático de forma diversa, intensa e genuína.

Como em qualquer grande viagem, o ideal é respeitar seu ritmo e montar um roteiro alinhado ao seu estilo. Embora a infraestrutura ainda possa ser desafiadora em algumas regiões, é justamente isso que ajuda a preservar parte da autenticidade e da exclusividade de muitos destinos.

Do legado histórico do Império Khmer às paisagens naturais menos exploradas, não faltam lugares surpreendentes esperando por você no Camboja.

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