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“O que fazer em Manaus: do centro histórico ao coração da Amazônia”


Conhecer Manaus é mergulhar em uma combinação única de cultura, história e natureza exuberante. Capital do Amazonas, a cidade é a principal porta de entrada para a Floresta Amazônica e, ao mesmo tempo, surpreende com museus, teatros e centros culturais que ajudam a contar a história da região. Do charme do centro histórico à imensidão da selva, uma coisa é certa: não vai faltar o que fazer em Manaus.

Ao longo deste artigo, reunimos dicas sobre o que fazer na cidade, seus principais pontos turísticos, quando visitar, onde ficar e as melhores formas de se locomover para aproveitar ao máximo a viagem.

QUANTOS DIAS FICAR EM MANAUS

O tempo ideal para ficar em Manaus depende, claro, das experiências que você deseja viver na cidade. A parte mais urbana da capital não é muito extensa e pode ser explorada em 2 ou 3 dias.

Porém, se a ideia for relaxar na orla da Praia de Ponta Negra, incluir bate-voltas para cidades vizinhas ou vivenciar uma experiência de imersão na Floresta Amazônica a partir de Manaus, o ideal é reservar pelo menos 5 dias de roteiro.

ONDE SE HOSPEDAR EM MANAUS

Imagem panorâmica do Centro Histórico de Manaus

Centro Histórico | Foto: Getty Images

A escolha de onde ficar em Manaus vai depender, principalmente, do propósito da sua viagem.

Quem viaja a trabalho, por exemplo, pode considerar se hospedar no Distrito Industrial. Já aqueles que buscam uma estadia mais tranquila, com momentos de descanso à beira-rio, costumam preferir a região da Praia da Ponta Negra.

Existem ainda opções como os bairros de Vieiralves e Adrianópolis, que se destacam pelo perfil mais moderno e pela boa infraestrutura, com restaurantes, serviços e comércio variados.

No entanto, para quem deseja explorar ao máximo a cultura e a história de Manaus, o Centro Histórico é, sem dúvida, a melhor região para ficar. É ali que estão atrações importantes como o Teatro Amazonas, o Mercado Adolpho Lisboa, o Palacete Provincial, o Largo de São Sebastião e a Igreja de São Sebastião.

Além disso, essa área concentra boa parte da oferta hoteleira da cidade, o que facilita a escolha para diferentes perfis de viajantes.

No nosso guia completo sobre onde ficar em Manaus, falamos com mais detalhes sobre cada uma dessas regiões.

Mas, para deixar seu caminho mais curto, separamos abaixo algumas boas sugestões de hostels, hotéis e pousadas para se hospedar no Centro Histórico de Manaus:

Econômico

  • Local Hostel Manaus: boa pedida para mochileiros, oferece dormitórios mistos e femininos, com camas confortáveis e ar-condicionado. Além disso, há quartos privativos com ou sem banheiro. O hostel conta ainda com cozinha compartilhada, bar e lavanderia;
  • Casa 307: é uma alternativa simples, mas com todo o necessário para boas noites de sono. O quarto mais econômico possui banheiro externo, porém privativo, enquanto os demais são suítes (atente-se a esse detalhe). Há ainda uma cozinha compartilhada para os hóspedes;
  • Aldeia Hostel: no coração do Centro Histórico de Manaus e com café da manhã incluso, você pode escolher entre dormitórios compartilhados ou suítes privativas. Na área comum há terraço, jardim, assim como uma cozinha coletiva.

Bom custo-benefício

  • Hotel Saint Paul: oferece quartos com ar-condicionado, TV e frigobar a apenas 400 metros do Teatro Amazonas. Na área comum do hotel, você ainda terá acesso a piscina e academia;
  • Hotel Casa do Bispo: é um hotel 4 estrelas, com piscina ao ar livre e café da manhã incluso. Os quartos são bem decorados e aconchegantes, com banheiros modernos;
  • Mural Living Hotel Manaus: oferece quartos novos e climatizados, todos com mesa de trabalho, TV, frigobar e isolamento acústico, além de restaurante no local. Tem ótima localização, próxima à Igreja de Nossa Senhora da Conceição.

Conforto

  • Casa Perpetua Hotel D Charm: é um charmoso hotel boutique instalado em casarão histórico. Oferece quartos espaçosos, todos com TV e ar-condicionado, assim como café da manhã incluso. Há ainda jardim, lounge e piscina;
  • Juma Ópera Boutique Hotel & Spa: perfeito para quem busca uma experiência mais sofisticada, fica literalmente em frente ao Teatro Amazonas e conta com spa, academia e piscina externa. Suas suítes são modernas e bem equipadas;
  • Hotel Villa Amazônia: uma das melhores acomodações da zona central de Manaus, este hotel 5 estrelas tem piscina, restaurante, academia e jardim, além de quartos espaçosos com máquina de café, frigobar e isolamento acústico. O café da manhã está incluso.

O QUE FAZER EM MANAUS: MELHORES ATRAÇÕES E PASSEIOS

Teatro Amazonas

Fachada do Teatro Amazonas, em Manaus

Foto: Aflo Imagens

O grandioso Teatro Amazonas é, muitas vezes, o primeiro cartão-postal que vem à mente ao pensar no Centro Histórico de Manaus (e com razão!).

Construído durante o apogeu do Ciclo da Borracha, o edifício impressiona pelo interior ornamentado (lustres, camarotes e um teto pintado) e pela cúpula revestida com mais de 36 mil telhas esmaltadas formando a bandeira do Brasil.

Além de assistir a espetáculos (óperas, concertos e apresentações da Amazonas Filarmônica), vale muito fazer a visita guiada: em cerca de 30 minutos você conhece camarins, plateia e aprende sobre as curiosidades da construção e da época áurea do comércio de borracha.

As visitas acontecem de terça a sábado, das 9h às 17h, e aos domingos, das 9h às 13h. A entrada custa R$ 20.

Aproveite e confira a programação do teatro nos seus dias de viagem. Se houver algo do seu interesse, vale muito assistir. A acústica e a experiência no palco histórico tornam a visita inesquecível.

Igreja do Largo de São Sebastião

Edifício da Igreja do Largo de São Sebastião, em Manaus

Foto: Getty Images

Ao lado do Teatro Amazonas, a Igreja de São Sebastião ajuda a formar um dos cenários mais icônicos do Centro Histórico de Manaus.

Inaugurada no final do século XIX, também durante o Ciclo da Borracha, ela é dedicada a São Sebastião, padroeiro da cidade. Por dentro, o destaque vai para o altar ornamentado, com imagens sacras e detalhes que lembram a influência europeia da época. A visita é rápida, mas vale a pena para entender melhor o contexto histórico da região.

O Largo de São Sebastião, onde ela está localizada, também merece alguns minutos de atenção. O piso em pedras portuguesas forma desenhos ondulados que fazem referência aos rios da Amazônia. No fim da tarde, a área costuma ficar mais animada, com bares e restaurantes ao redor.

Mercado Municipal Adolpho Lisboa

Imagem panorâmica do Mercadão de Manaus

Foto: Prefeitura de Manaus

O Mercado Municipal Adolpho Lisboa, também chamado de Mercadão, fica à beira do Rio Negro e é parada obrigatória para quem quer provar sabores amazônicos.

Inaugurado em 1883, em pleno Ciclo da Borracha, o mercado reflete o período em que Manaus vivia seu auge econômico e buscava referências arquitetônicas na Europa. A estrutura de ferro e vidro, trazida desmontada para a cidade, ainda hoje chama atenção e contrasta com o cenário amazônico ao redor.

Por dentro, os corredores reúnem bancas de ervas medicinais, farinhas de diferentes tipos, pimentas, castanhas, artesanatos, peixes e frutas que dificilmente se encontram em outras partes do Brasil. É aquele tipo de lugar para visitar sem pressa, conversando com os vendedores e perguntando sobre os ingredientes que você talvez nunca tenha visto antes.

Uma vez no mercado, não deixe de sentar em um dos cafés e restaurantes regionais e provar especialidades locais, como o x-caboquinho e o tambaqui, além de sucos e sobremesas com ingredientes como cupuaçu, taperebá e graviola.

Palácio Rio Negro

Edifício histórico do Palácio Rio Negro, em Manaus

Foto: Mário Oliveira – MTur Destinos via Flickr

Construído na Belle Époque da Manaus rica, o Palácio Rio Negro foi residência de abastados comerciantes e depois sede do governo. Hoje, funciona como centro cultural com salas de exposições, recitais e atividades públicas.

Seu acervo não é grande (são cerca de 228 itens), mas o prédio em si vale a visita pela arquitetura e pelos salões abertos ao público.

A entrada é gratuita e o palácio abre das 9h às 15h (fechado às terças-feiras e domingos).

Além disso, aconselho também verificar a programação do espaço nos dias da sua viagem para conferir exposições temporárias e eventuais concertos.

Palacete Provincial

Fachada do edifício histórico do Palacete Provincial

Foto: Marcus Bevilaqua via Flickr

O Palacete Provincial é uma grata surpresa para os amantes de arte e história. O edifício, que é um dos mais antigos de Manaus e já teve diferentes funções ao longo da história, hoje abriga vários museus no mesmo endereço, o que faz da visita uma experiência bem completa.

Ali estão a Pinacoteca do Amazonas, o Museu da Imagem e do Som (MISAM), o Museu de Numismática Bernardo Ramos e o Museu Tiradentes da Polícia Militar, cada um com foco em um aspecto diferente da cultura e da história regional.

O acervo é bem diverso, com coleções que reúnem itens como obras de arte, fotografias, documentos, moedas e objetos históricos. E, além das exposições permanentes, o espaço também recebe mostras temporárias.

O Palacete tem entrada gratuita e abre das 9h às 15h (fechado às quartas-feiras e domingos).

MUSA

Imagem aérea da vitória-régia do MUSA, em Manaus

Foto: Bruno Melo via Unsplash

O MUSA (Museu da Amazônia) é literalmente um museu a céu aberto em plena floresta amazônica.

Localizado dentro da Reserva Florestal Adolpho Ducke, área de pesquisa do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), o espaço ocupa cerca de 100 hectares de floresta primária e proporciona uma imersão completa na biodiversidade da região — tudo isso sem precisar sair de Manaus.

Funcionando como um “museu vivo”, o MUSA combina ciência, educação ambiental e visitação turística. Ao longo do percurso, você encontra exposições educativas, viveiros de orquídeas, bromélias e outras plantas amazônicas, além de espaços dedicados a insetos, serpentes, aranhas, escorpiões e fungos.

Um dos grandes destaques da visita são as trilhas interpretativas que cortam a floresta, permitindo aprender sobre o ecossistema enquanto você caminha. Para completar a experiência, o MUSA conta com uma torre metálica de observação com 42 metros de altura, de onde é possível ter uma vista privilegiada da copa das árvores e da imensidão da floresta.

O museu abre diariamente (exceto às quartas), das 8h30 às 17h, e o ingresso custa R$ 50. Vale reservar cerca de 3 horas para a visita e ir preparado com calçado fechado (obrigatório) e roupas leves.

Bosque da Ciência

Macaquinho do Bosque da Ciência, em Manaus

Foto: Divulgação

O Bosque da Ciência é um espaço voltado à divulgação científica, à educação ambiental e ao lazer, mantido pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). É uma ótima opção para ter um primeiro contato com a floresta amazônica sem precisar sair de Manaus.

Localizado em plena área urbana da cidade, o bosque ocupa cerca de 13 hectares de floresta preservada e funciona como um importante ponto de aproximação entre visitantes e a biodiversidade amazônica.

Ao longo do passeio, você percorre trilhas bem sinalizadas e áreas expositivas que permitem observar espécies da fauna local, muitas delas em regime de vida livre, o que torna a experiência ainda mais interessante.

Entre os destaques estão os tanques com peixe-boi amazônico, viveiros de jacarés, além de macacos, preguiças e outros animais que podem ser vistos ao longo do caminho, circulando pelo próprio bosque.

As visitas são gratuitas, mediante agendamento prévio, e acontecem de terça a domingo, das 9h às 16h.

Museu do Seringal

Casa típica representada no Museu do Seringal

Foto: Secretaria de Estado de Cultura de Manaus

Para quem quer entender melhor um dos capítulos mais marcantes da história amazônica e enriquecer o roteiro sobre o que fazer em Manaus, o Museu do Seringal Vila Paraíso é uma visita que vale a pena.

O espaço surgiu a partir das estruturas cenográficas utilizadas nas filmagens do filme A Selva e, após a produção, o cenário foi doado à Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas, que transformou o local em um museu a céu aberto.

Localizado no Igarapé São João, na zona rural de Manaus, o museu reproduz com fidelidade um seringal do fim do século XIX e início do século XX, período conhecido como Ciclo da Borracha, quando a região viveu uma fase de grande crescimento econômico e profundas transformações sociais.

Durante a visita, é possível conhecer construções típicas da época, entender como funcionava a extração do látex e observar, de forma didática, o contraste entre o estilo de vida dos seringalistas e a rotina dura enfrentada pelos seringueiros.

O passeio é guiado e o acesso ao museu acontece por via fluvial, o que torna a experiência ainda mais interessante. As embarcações partem da Marina do Davi, na Avenida Coronel Teixeira, s/n.

O Museu do Seringal funciona de segunda a sábado, das 9h às 15h (exceto às quartas-feiras), e aos domingos, das 9h às 13h, e o ingresso custa R$ 20.

Para chegar até lá, é necessário pegar uma embarcação na Cooperativa ACAMDAF, localizada na Marina do Davi, próxima à Praia de Ponta Negra — vale aproveitar para já combinar o passeio. A travessia custa R$ 21,00 por trecho, e é possível conferir os horários de saída na página da cooperativa

Praia da Ponta Negra

Imagem panorâmica da Praia de Ponta Negra, em Manaus

Foto: Getty Images

Engana-se quem pensa que Manaus não tem praia. Apesar de não estar no litoral, o Rio Negro cumpre bem o papel de mar na Praia da Ponta Negra.

O local oferece uma longa faixa de areia, águas calmas e um calçadão ideal para caminhadas, além de áreas para a prática de esportes, mirantes e quiosques com opções variadas de comidas e bebidas. Reserve parte do dia para passear pelo bairro, apreciar a vista do rio e relaxar (o final da tarde é sempre mais animado). 

Vale saber que por ser uma praia fluvial, o cenário pode mudar ao longo do ano. Durante a vazante do Rio Negro (normalmente entre agosto e fevereiro) a faixa de areia fica mais ampla, enquanto no período de cheia, a areia diminui, mas a orla continua sendo um ótimo lugar para passear e apreciar a paisagem.

Encontro das Águas

Imagem aérea do Encontro das Águas, na Amazônia

Foto: Getty Images

Uma lista do que fazer em Manaus não fica completa sem o passeio fluvial até o Encontro das Águas.

A navegação leva os visitantes até o ponto em que as águas escuras do Rio Negro correm lado a lado com as águas barrentas do Rio Solimões sem se misturar, formando um espetáculo natural impressionante. O fenômeno ocorre principalmente por causa das diferenças de temperatura, densidade, velocidade das correntes e composição das águas entre os dois rios.

O passeio normalmente parte da região portuária de Manaus, como o Porto de Manaus (pertinho do Mercadão) ou a Marina do Davi, geralmente pela manhã, em barcos regionais ou lanchas turísticas. Dependendo do roteiro escolhido, a experiência ainda pode incluir paradas em comunidades ribeirinhas, visita a lagos com vitórias-régias, navegação por igarapés e observação da fauna local.

Os valores variam bastante conforme a duração e os serviços incluídos, mas, em média, os passeios custam entre R$ 100 e R$ 380 por pessoa. O tempo total também muda de acordo com o itinerário: há opções mais curtas, de cerca de 3 horas, e programas mais completos, que ocupam boa parte do dia, com duração de até 8 horas.

Imersão na Floresta Amazônica

Trilha em meio à Floresta Amazônica

Foto: Getty Images

Para quem quer ir além dos passeios urbanos e aprofundar a experiência em Manaus, uma imersão na Floresta Amazônica é uma excelente escolha. A partir da cidade, você pode contratar roteiros guiados que o levarão a áreas de mata preservada, combinando trilhas na floresta com passeios de barco por rios e igarapés.

Durante a experiência, guias locais apresentam a fauna e a flora amazônicas, explicam o uso de plantas medicinais, mostram técnicas tradicionais de sobrevivência na selva e ajudam a identificar sons e sinais da floresta.

Para quem deseja um contato mais profundo com a natureza, há opções com pernoite em hotéis de selva, lodges sustentáveis ou até acampamentos estruturados. Esses roteiros variam bastante em duração e nível de conforto, indo de passeios de um dia a experiências de dois ou mais dias, e costumam incluir alimentação, transporte fluvial e acompanhamento especializado.

Navegação pelos Igapós

Barco navegando pelos Igapós na Floresta Amazônica

Foto: Getty Images

Se a sua viagem acontecer durante a estação chuvosa, entre dezembro e maio, os igapós – trechos de floresta alagada – se transformam em um dos cenários mais fascinantes da região. Nessa época, a navegação de canoa pelos alagados permite observar de perto a biodiversidade amazônica, com destaque para pássaros, macacos e as icônicas vitórias-régias.

Os valores dos passeios variam bastante de acordo com a experiência escolhida, mas, em geral, ficam entre R$ 100 e R$ 380 por pessoa. A duração costuma variar de 6 a 8 horas.

Gastronomia Amazônica

Pato no Tucupi, prato típico de Manaus

Pato no tucupi | Foto: Getty Images

A culinária amazonense também é uma atração turística e merece um espaço especial no seu roteiro em Manaus.

O peixe aparece como base da alimentação local, o que torna comum encontrar nos cardápios espécies típicas da região, como pirarucu, tucunaré, tambaqui e surubim, preparados de diferentes formas.

A mandioca ocupa outro papel central na gastronomia da cidade. Ela surge na forma de farinha, usada no preparo do beiju e da tapioca, ou misturada com água para dar origem a pratos tradicionais como o chibé e o caribé.

Já o tucupi, caldo extraído da mandioca brava, é um acompanhamento famoso e ingrediente essencial de receitas emblemáticas, como o pato no tucupi.

Finalmente, frutas regionais como cupuaçu, pupunha, cará e tucumã aparecem com facilidade em feiras, mercados e restaurantes.

Bate-voltas a partir de Manaus

Cachoeira em Presidente Figueiredo

Cachoeira do Santuário em Presidente Figueiredo | Foto: Getty Images

Se você tiver um pouco mais de folga no roteiro, vale considerar um bate-volta para cidades vizinhas.

A cerca de 107 km de Manaus, Presidente Figueiredo é conhecida como a “terra das cachoeiras”, graças às mais de 150 quedas d’água espalhadas pela região, além de grutas e trilhas em meio à floresta. Entre os atrativos mais visitados estão a Cachoeira do Santuário e a Gruta do Refúgio do Maroaga, que combinam fácil acesso com belas paisagens naturais.

No nosso artigo sobre o que fazer em Presidente Figueiredo, você encontra um guia completo da região. Vale a leitura!

Outra opção bastante procurada é o Parque Nacional de Anavilhanas, um dos maiores arquipélagos fluviais do mundo, formado por mais de 400 ilhas no Rio Negro.

O acesso acontece a partir da cidade de Novo Airão, a cerca de três horas de Manaus. Os passeios costumam incluir navegação de lancha entre as ilhas, trilhas na mata, praias fluviais durante o período de seca e, em alguns roteiros, a observação de botos.

COMO SE LOCOMOVER EM MANAUS

Imagem panorâmica da cidade de Manaus

Foto: Getty Images

No Centro Histórico de Manaus, a melhor forma de se locomover é a pé. Muitas das principais atrações ficam próximas umas das outras, o que permite explorar a região com calma e ainda escapar do trânsito, que costuma ser intenso em alguns horários.

Quando o assunto é transporte público, Manaus deixa a desejar. A cidade não conta com metrô ou trem, e o ônibus acaba sendo a única opção disponível. Ainda assim, é a alternativa mais econômica para quem quer se deslocar gastando pouco, com passagens a R$ 6.

Para quem busca praticidade e conforto, os carros por aplicativo oferecem a melhor relação custo-benefício. Serviços como Uber e 99 funcionam bem na cidade, têm boa disponibilidade e facilitam bastante os deslocamentos, especialmente para trajetos fora do centro.

Por fim, para quem prefere mais liberdade ou pretende explorar destinos próximos, como Presidente Figueiredo, alugar um carro pode ser a melhor escolha.

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QUANDO IR A MANAUS

Casinhas do centro histórico de Manaus

Centro Histórico | Foto: Getty Images

De maneira geral, o clima amazônico se divide em dois períodos: a estação chuvosa (águas altas) e a estação seca (águas baixas). Mais do que a quantidade de chuva, é essa variação das águas que define como será a experiência na viagem, principalmente para quem deseja incluir passeios além do centro histórico.

Entre dezembro e maio, os rios atingem níveis mais altos por causa das chuvas mais frequentes. Parte da floresta fica alagada e os passeios de barco ganham destaque, permitindo entrar mais profundamente na mata pelos igarapés. E, apesar do período chuvoso, dificilmente chove o dia inteiro, já que as pancadas costumam ser intensas, mas rápidas.

Já de junho a novembro, acontece a vazante dos rios. Com a descida das águas, surgem praias fluviais, bancos de areia e trilhas antes submersas, deixando a floresta mais acessível para caminhadas. E, mesmo sendo chamada de estação seca, ainda ocorrem chuvas rápidas e isoladas, enquanto o calor aumenta.

Em resumo, espere encontrar temperaturas elevadas e alta umidade durante todo o ano. Já a melhor época para visitar vai depender, principalmente, do tipo de experiência que você procura.

MANAUS, O CORAÇÃO DA AMAZÔNIA

Manaus é, sem dúvida, um destino único e daqueles que merecem ser visitados ao menos uma vez na vida. Porta de entrada para a Floresta Amazônica, a cidade vai muito além da natureza exuberante e surpreende também pela sua história, cultura e identidade própria.

Entre tantos passeios e experiências marcantes que a capital amazonense oferece, é importante ter atenção na hora de escolher as atividades. Infelizmente, ainda existem agências que promovem experiências baseadas na exploração humana ou animal. Por isso, pesquise bem, priorize operadores responsáveis e valorize iniciativas que respeitam o meio ambiente e as comunidades locais.

Esperamos que este guia ajude você a planejar o seu roteiro com consciência e a aproveitar o melhor de Manaus.

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