TOPO

“Berat, na Albânia: o que fazer, onde ficar e dicas práticas do destino”


Berat é um dos destinos históricos mais impressionantes da Albânia e encanta logo à primeira vista com suas famosas casas brancas enfileiradas nas encostas, que renderam à cidade o apelido de “cidade das mil janelas”.

Localizada às margens do Rio Osum, Berat combina história, arquitetura otomana e paisagens marcantes, sendo uma excelente parada para quem deseja explorar o interior do país. Seu centro histórico, reconhecido como Patrimônio Mundial da UNESCO, preserva séculos de influência bizantina e otomana, com destaque para o castelo ainda habitado, igrejas, mesquitas e bairros tradicionais.

Neste guia, você vai descobrir o que fazer em Berat, Albânia, com dicas sobre as principais atrações, onde se hospedar, onde comer e como organizar sua visita a uma das cidades mais charmosas dos Bálcãs.

QUANTOS DIAS FICAR EM BERAT

Berat pode até ser uma cidade compacta da Albânia, mas reúne uma riqueza histórica impressionante.

Em apenas 1 dia já é possível visitar o centro histórico, explorar o castelo e caminhar pelos bairros tradicionais. Porém, saiba que seu roteiro ficará corrido.

O ideal é separar ao menos 2 dias para explorar o destino. Esse tempo permite explorar as atrações principais sem pressa, visitar museus e absorver melhor a atmosfera única do lugar.

Agora, se você tem 3 dias ou mais, excelente! Será tempo suficiente para observar o cotidiano local com mais calma, descobrir cantinhos menos óbvios e vivenciar a cidade de forma mais autêntica.

ONDE FICAR EM BERAT: MELHORES HOTÉIS E POUSADAS

Casas do bairro de Mangalem, em Berat, Albânia

Bairro de Mangalem | Foto: Getty Images

A região de Mangalem é aquela que aparece nos cartões-postais de Berat, com suas casas otomanas enfileiradas na encosta. Hospedar-se aqui significa ficar no coração histórico da cidade, próximo das principais atrações, restaurantes e cafés.

Porém, considere que suas ruas de pedra e ladeiras tornam a locomoção um pouco mais desafiadora, especialmente com malas.

Do outro lado do rio, Gorica oferece uma atmosfera mais tranquila e residencial. O bairro preserva o charme histórico, mas com um ritmo menos turístico. É uma ótima opção para quem busca um melhor custo-benefício, além de belas vistas para Mangalem.

Ainda assim, a oferta de restaurantes e serviços é mais limitada, exigindo alguns deslocamentos para acessar determinadas atrações.

Já o centro moderno de Berat pode ser a escolha mais prática para quem prioriza conveniência. Essa área concentra uma infraestrutura mais funcional, com serviços variados e melhor circulação para quem está de carro.

Embora não ofereça a mesma imersão histórica dos bairros tradicionais, pode ser uma base interessante para estadias curtas ou roteiros mais objetivos.

Agora, para quem deseja uma experiência realmente singular, hospedar-se dentro das muralhas do Castelo de Berat (Kalaja) é uma opção especial. Como essa área histórica ainda é habitada, algumas hospedagens funcionam dentro do próprio complexo, proporcionando uma imersão única no passado da cidade.

Por outro lado, o acesso mais difícil e as limitações de circulação podem exigir um pouco mais de planejamento.

Veja a seguir nossa seleção com os melhores hotéis para ficar em Berat, na Albânia, nessas quatro áreas da cidade:

Econômico

  • Guesthouse Kate Berat Castle: localizada dentro das muralhas do castelo, é uma hospedagem familiar autêntica. Conta com um ambiente acolhedor, quartos limpos e um café da manhã caseiro elogiado;
  • GuestHouse Mangalem: oferece quartos simples, mas confortáveis, no bairro de Mangalem, com vista privilegiada das casas otomanas. Há ainda opções de casas completas com cozinha e três quartos, ideal para grupos grandes;
  • Hotel Gorica: fica em Gorica e tem como vantagem incluir o café da manhã. Oferece suítes aconchegantes e completas para boas noites de sono. Há ainda estacionamento, mas por um custo extra;
  • Hotel Vila Nino: próximo ao Boulevard Republika, no centro moderno, oferece quartos básicos, mas funcionais, todos com varanda e café da manhã incluso. Tem também um bar e depósito de bagagens.

Bom custo-benefício

  • Villa Sophie Berat Castle: combina charme rústico com comodidades modernas e fica dentro das muralhas do castelo. Destaca-se pelo jardim interno relaxante e pelos quartos espaçosos que preservam a arquitetura original de pedra;
  • Hotel Mangalemi: é um dos hotéis mais clássicos de Berat, situado em um edifício histórico restaurado em Mangalem. Oferece uma experiência imersiva na cultura otomana, com móveis de madeira entalhada bem como um restaurante excelente que serve pratos típicos da região;
  • Amalia Hotel: no bairro de Gorica, este hotel 4 estrelas tem café da manhã incluso, bar e jardim. Além disso, seu terraço oferece uma das melhores vistas panorâmicas da cidade, sendo um ponto alto da estadia;
  • Hotel & Restaurant White City: estrategicamente posicionado entre o centro moderno e o centro histórico, conta com quartos amplos, bem iluminados e equipados com frigobar. Além de incluir café da manhã, tem um bar e um restaurante na área comum.

Conforto

  • Berati Castle Hotel: a opção mais sofisticada dentro das muralhas do castelo. Ocupa um edifício histórico imponente com decoração luxuosa que remete ao passado nobre de Berat. Os quartos são amplos, o serviço é impecável e o restaurante é considerado um dos melhores da cidade;
  • Mangalem Eye: quartos modernos, com acabamento de alta qualidade e janelas que emolduram a paisagem histórica de Mangalem. Aqui você encontrará uma experiência de luxo e exclusividade;
  • Hotel Rezidenca Desaret: este hotel em Gorica tem suítes amplas com varandas voltadas para o centro histórico. Combina a arquitetura tradicional com um nível superior de conforto e um atendimento personalizado muito elogiado;
  • Portik Hotel: finalmente, temos esta opção no centro moderno de Berat, com estacionamento privado gratuito (uma raridade na cidade) e um rooftop bar. É a escolha ideal para quem não abre mão de instalações contemporâneas e máximo conforto.

O QUE FAZER EM BERAT, NA ALBÂNIA: PRINCIPAIS ATRAÇÕES E PASSEIOS

Uma experiência completa em Berat passa por entender as diferentes camadas da cidade: o relevo, a arquitetura e a sua ocupação ao longo do tempo. Os pontos apresentados a seguir ajudam a organizar essa leitura.

Alguns espaços cobram ingresso, mas os valores costumam ser acessíveis em comparação a outras cidades europeias.

Abaixo, veja o que fazer em Berat, na Albânia:

Castelo de Berat (Kalaja)

Imagem panorâmica da área do Castelo de Berat, na Albânia

Foto: Leonid Andronov

Principal referência da cidade, o Castelo de Berat, também chamado de Kalaja, ocupa o topo de uma colina estratégica com vista para o vale do Rio Osum.

A ocupação desse ponto remonta à Antiguidade, quando já existiam assentamentos na região. Ainda assim, as primeiras fortificações estruturadas surgiram durante o período bizantino, entre os séculos IV e VI.

Mais tarde, sob domínio otomano, passou a incluir também ocupação civil, com casas, igrejas e mesquitas.

O que diferencia Kalaja de outros castelos na Europa é justamente essa continuidade do uso do espaço. Até hoje existem pessoas vivendo e trabalhando em comércios dentro das muralhas, o que transforma completamente a experiência de visita. Em outras palavras, em vez de um sítio arqueológico isolado, você visitará um espaço cheio de vida e com dinâmica própria.

As muralhas guardam ruas de pedra irregulares, casas ainda ocupadas, igrejas bizantinas, assim como algumas estruturas religiosas islâmicas.

Além disso, a área do Castelo de Berat se destaca pelas vistas amplas da cidade e do vale, sendo um excelente ponto para entender a relação entre os bairros históricos e o relevo.

Vale ter em mente que a subida até lá é íngreme e pode ser feita a pé ou de carro. Porém, recomendo a caminhada para aproveitar as paisagens do caminho. Se possível, organize seu roteiro para conhecer a área no fim da tarde, quando você encontrará a melhor luz para observar o conjunto.

Por fim, o acesso às muralhas do castelo é livre, embora algumas áreas possam ter cobrança simbólica.

Museu Iconográfico Onufri

Entrada do Museu Iconográfico Onufri, em Berat

Foto: Divulgação

Localizado dentro das muralhas do Castelo de Berat, o Museu Iconográfico Onufri ocupa uma antiga igreja e reúne um importante acervo de ícones religiosos da tradição ortodoxa, produzidos entre os séculos XVI e XVIII. O nome faz referência a Onufri, um dos principais iconógrafos dos Bálcãs nesse período.

Os ícones seguem a tradição bizantina da arte ortodoxa, com figuras frontais, composição simbólica, pouca profundidade e uso intenso de fundos dourados. No caso de Onufri, há um uso mais expressivo da cor, o que diferencia sua produção dentro desse conjunto mais rígido.

A entrada custa 400 lekë e, caso queira, há também um audioguia por mais 500 lekë. O museu abre de terça a sábado, das 9h às 16h, e domingo, das 10h às 15h. Caso sua visita aconteça entre 1 de maio e 30 de setembro, o espaço fica aberto direto das 9h às 18h.


Leia também:


Bairro Mangalem

Casas tícias do bairro de Mangalem, em Berat, Albânia

Foto: RossHelen

Principal cartão-postal de Berat, Mangalem é o bairro que consolidou a imagem da “cidade das mil janelas”. Suas casas brancas, alinhadas em sequência na encosta, formam um conjunto que costuma ser associado apenas à estética, mas que, na verdade, responde a uma lógica construtiva bastante funcional.

O bairro se expandiu principalmente entre os séculos XVII e XVIII, durante um período de maior estabilidade sob domínio otomano.

A disposição das casas, com múltiplas janelas voltadas para o vale, reflete não só uma busca por iluminação natural, mas também a adaptação ao relevo íngreme e a organização familiar da época, em que diferentes gerações ocupavam estruturas conectadas ou próximas.

Um detalhe menos evidente está no uso interno dessas construções. Muitas casas seguem o modelo tradicional otomano, com o espaço social concentrado nos andares superiores — onde ficam os ambientes de convivência, mais iluminados e com vista — enquanto os níveis inferiores eram usados para armazenamento, trabalho ou abrigo de animais.

As janelas amplas, além de funcionais, também tinham um papel social ao permitir observar a movimentação externa sem exposição direta, algo comum na organização doméstica daquele período.

Ponte de Gorica

Panorama da Ponte de Gorica, em Berat

Foto: Pixabay

A atual ponte de pedra que conecta as duas margens do Rio Osum, a Ponte de Gorica, foi construída em 1780, durante o período otomano, substituindo estruturas anteriores que existiam no mesmo local.

Sua construção responde à necessidade de transformar uma travessia constante em uma ligação durável, capaz de sustentar o fluxo diário de pessoas, mercadorias e atividades urbanas entre Mangalem e Gorica, que desde aquela época já estavam consolidados em lados opostos do rio.

Não deixe de apreciar esse cantinho da cidade no fim do dia, quando a mudança de luz altera a percepção do relevo, do rio e das construções.

Bairro Gorica

Imagem panorâmica do bairro histórico de Gorica, em Berat, Albânia

Foto: RossHelen

Do outro lado do Rio Osum, Gorica oferece uma leitura complementar de Berat. Se Mangalem concentra a imagem mais difundida da cidade, é a partir daqui que essa paisagem pode ser observada de frente, com mais clareza na organização das construções ao longo da encosta.

Historicamente, Gorica se desenvolveu em paralelo a Mangalem, com presença mais associada a comunidades cristãs durante o período otomano. Essa diferença ajuda a entender a distribuição das igrejas na cidade, embora hoje essa separação não seja tão evidente no cotidiano.

A travessia entre os dois lados pode parecer sutil à primeira vista, já que a arquitetura segue padrões semelhantes. A diferença está mais na forma como o bairro é vivido do que na aparência das construções.

Menos restaurado e com um caráter mais residencial, o bairro preserva uma relação mais direta com o cotidiano local. A presença de moradores, as intervenções mais discretas e a menor pressão do fluxo turístico definem a experiência de quem circula por aqui.

Mesquita do Rei (Xhamia e Mbretit)

Panorama da Mesquita do Rei, em Berat, Albânia

Foto: Arianit via Wikimedia Commons

Visitar algumas mesquitas também é uma experiência que vale a pena incluir na lista do que fazer em Berat, na Albânia. Localizada em Mangalem, a Mesquita do Rei foi construída no século XVI, durante a consolidação do domínio otomano na região, sendo uma das estruturas religiosas mais antigas da cidade.

Sua presença está diretamente ligada à reorganização urbana e religiosa desse período, quando estruturas islâmicas passaram a integrar o cotidiano da cidade.

A arquitetura é simples e funcional, sem grandes elementos decorativos. A visita é rápida e ajuda a contextualizar essa camada histórica.

Mesquita de Chumbo

Imagem panorâmica da Mesquita de Chumbo, em Berat

Foto: Arianit via Wikimedia Commons

Construída também no século XVI, a Mesquita de Chumbo está associada a uma fase de maior investimento otomano na cidade. Seu nome vem do revestimento original da cúpula, feito com chumbo — uma solução comum para proteção e durabilidade.

Localizada em uma área mais aberta, próxima ao rio, ela reforça a presença e a continuidade da arquitetura islâmica fora do núcleo mais denso e, além disso, é uma das mesquitas mais bem preservadas da ocupação otomana.

Igreja da Santíssima Trindade

Edifício da Igreja da Santíssima Trindade, na zona histórica de Berat

Foto: Getty Images

Além de mesquitas, Berat guarda igrejas interessantes que valem a visita e ajudam a entender sua história. É o caso da Igreja da Santíssima Trindade, localizada dentro das muralhas do castelo.

Construída no século XIV, ela antecede o período otomano e está ligada à tradição bizantina que marcou a região. Sua localização, integrada ao sistema defensivo, indica que estruturas religiosas também tinham papel estratégico e simbólico.

Catedral Ortodoxa de São Demétrio

Fachada da Catedral Ortodoxa de São Demétrio de Berat

Foto: Arianit via Wikimedia Commons

Situada na parte mais moderna de Berat, fora do castelo e dos bairros históricos, a Catedral Ortodoxa de São Demétrio é um marco do renascimento espiritual da Albânia pós-1990 – quando o regime comunista foi derrubado e a manifestação da fé foi novamente autorizada.

Erguida sobre as fundações de um antigo templo destruído também dedicado a São Demétrio, sua arquitetura neobizantina contrasta com os demais templos religiosos de Berat.

Porém, seu interior não nega que algumas tradições artísticas da cidade foram preservadas. É o caso dos diversos ícones e afrescos coloridos que estabelecem um diálogo direto com as obras do mestre Onufri, que séculos antes já ornamentavam as igrejas locais.

Igreja de São Spiridon

Imagem aérea da Igreja de São Spiridon, em Berat, Albânia

Foto: Arianit via Wikimedia Commons

Em Gorica, a pequena Igreja Ortodoxa de São Spiridon ajuda a situar a presença cristã associada ao bairro.

Diferente das construções dentro do castelo, ela aparece integrada ao tecido residencial, sem mediação turística evidente.

Boulevard Republika

Pessoas caminhando na Boulevard Republika

Foto: Marie Volkert via Unsplash

O Boulevard Republika é um calçadão cheio de restaurantes, cafés e lojas. Localizado nas margens do Rio Osum, ele conecta o centro moderno de Berat ao bairro histórico Mangalem.

No fim da tarde e à noite, o movimento se intensifica, com mesas ao ar livre e uma dinâmica mais voltada ao convívio social. É um bom lugar para uma pausa entre visitas ou para observar o ritmo da cidade fora dos bairros históricos.

Museu Etnográfico

Edifício histórico do Museu Etnográfico de Berat, na Albânia

Foto: Divulgação

Localizado em uma casa tradicional otomana, o Museu Etnográfico de Berat apresenta aspectos da vida cotidiana na Albânia, com objetos, ambientes e referências a costumes locais.

Mais do que o acervo em si, o interesse está na própria estrutura da casa, que ajuda a entender a organização dos espaços domésticos.

O ingresso custa 300 lekë. Atenção: na data de publicação deste artigo, o museu está temporariamente fechado. Verifique as informações atualizadas antes da sua visita.

O QUE E ONDE COMER EM BERAT

Byrek, comida típica albanesa

Byrek | Foto: Getty Images

A gastronomia em Berat segue o padrão da cozinha da Albânia: pratos simples, baseados em ingredientes locais e combinações que misturam influências mediterrâneas, balcânicas e otomanas.

Entre os pratos mais frequentes estão o byrek (massa folhada recheada), o tavë kosi (cordeiro assado com iogurte, um prato bastante tradicional), o fërgesë (mistura cremosa de pimentão e queijo, geralmente servida quente) e as qofte (almôndegas grelhadas, geralmente acompanhadas de salada e iogurte).

Em Berat, os restaurantes mais conhecidos e requisitados se concentram principalmente em Mangalem e ao redor do centro moderno. No entanto, minha dica é: faça suas próprias descobertas para além dos endereços mais conhecidos.

Pequenos restaurantes familiares espalhados pelas ruas secundárias e bairros residenciais guardam agradáveis surpresas. São lugares simples, com poucos pratos do dia, onde a comida se aproxima mais do cotidiano local.

Abaixo, trago algumas boas opções de restaurantes para comer em Berat que provei e recomendo:

  • Restaurant Mangalemi: dentro do Hotel Mangalemi, em Mangalem, é um dos restaurantes mais conhecidos da cidade, com vista para as casas em cascata. Serve cozinha tradicional albanesa, com foco em pratos clássicos como byrek, carnes e ensopados;

  • Antigoni Restaurant: em Gorica, tem cardápio alinhado ao padrão local, com algumas variações regionais. Espaço simples, com foco em comida caseira;

  • Homemade Food Lili: fica em uma área residencial, fora do fluxo de turistas. Tem proposta mais caseira, com menu curto, muitas vezes definido no dia. A experiência se aproxima mais de uma refeição local do que de um restaurante formal;

  • Eni Traditional Food: outra opção fora do núcleo mais turístico. Cozinha simples, baseada em pratos do dia a partir dos ingredientes disponíveis na temporada, em um ambiente pequeno e sem formalidade.

COMO CHEGAR EM BERAT

Imagem panorâmica de estrada albanesa

Estrada da Albânia | Foto: Filip Bartos via Unsplash

Berat faz parte do roteiro de quem decide explorar o interior da Albânia. No meu caso, visitei Tirana, segui para o litoral, na Riviera Albanesa, e depois retornei à capital passando pelo interior, incluindo cidades como Gjirokastër e Berat.

Esse tipo de percurso acontece pelas estradas albanesas, seja utilizando ônibus, seja com carro alugado.

Como expliquei no tópico sobre transporte na Albânia no artigo com dicas sobre o país, a Albânia não possui um sistema de transporte público centralizado ou padronizado. Na prática, o transporte entre cidades costuma ser feito por ônibus e micro-ônibus operados por pequenas empresas locais.

Isso significa que viajar de ônibus pela Albânia exige um pouco mais de paciência e planejamento, mas também faz parte da experiência de conhecer o país de forma mais autêntica.

Agora, se a ideia for alugar um carro para ter mais liberdade, recomendamos a DiscoverCars, que compara preços entre locadoras e permite consultar avaliações de outros usuários.

Vale lembrar que, além da CNH brasileira, a legislação albanesa exige que motoristas estrangeiros também portem a Permissão Internacional para Dirigir (PID).

Saindo de Tirana, capital da Albânia, são cerca de 120 km até Berat. De carro, a viagem dura aproximadamente 2 horas, com estradas em bom estado. Já de ônibus, há saídas regulares, em trajetos que levam até 3 horas.

Para quem vem de Saranda, no litoral, o percurso é mais longo, com cerca de 5 horas de carro. De ônibus, a rota passa por Gjirokastër e exige baldeação até chegar a Berat.

Por fim, partindo de Gjirokastër, o trajeto leva em média 2 horas de carro e até 3 horas de ônibus. Nesse caso, é importante se planejar bem, já que há dias em que existe apenas uma saída disponível para esse trecho.

COMO SE LOCOMOVER EM BERAT

Pessoas caminhando à noite em cidade albanesa

Foto: Getty Images

Berat é uma cidade compacta, mas não necessariamente fácil de percorrer.

O centro histórico — incluindo Mangalem e Gorica — pode ser explorado a pé, mas exige disposição: as ruas são de pedra, com inclinações constantes.

Já o Castelo de Berat pode ser acessado a pé ou de carro. A subida é íngreme, mas caminhar permite uma leitura mais gradual da paisagem. Na prática, calçado confortável faz diferença.

Para deslocamentos mais curtos dentro da cidade, a melhor opção é usar os táxis. Na Albânia como um todo, táxis não costumam rodar com taxímetro – você terá que negociar o preço diretamente com o motorista (faça isso sempre antes de embarcar!).

Para dar uma estimativa de valores, espere pagar entre 300 e 500 lekë para corridas curtas dentro do centro e entre 500 e 700 lekë até o castelo. Tenha dinheiro em espécie para o pagamento.

Uma forma de evitar a negociação é usar o aplicativo VrapOn, que funciona de forma parecida com o Uber. Ele já trará uma estimativa do valor da corrida, mas, ainda assim, o preço pode sofrer pequenas alterações. Além disso, você deverá pagar com dinheiro em espécie.

O aplicativo Patoko, muito usado em diversas cidades da Albânia, também opera em Berat, mas ainda não há tanta oferta de motoristas quanto o VrapOn. Uma das vantagens do Patoko é que você pode cadastrar seu cartão para pagamento.

BAIXE O MAPA

Gostou das nossas dicas do que fazer em Berat, na Albânia? Abra o mapa no Google Maps do seu celular e não perca nenhuma atração na sua viagem!

O turismo em Berat, na Albania, se desenvolve principalmente em torno de seu conjunto histórico preservado e da leitura do território urbano como um todo.

É uma cidade que funciona bem como parte de um roteiro mais amplo, especialmente pela sua posição entre Tirana e o sul do país. Uma estadia curta já permite compreender sua organização e principais camadas históricas.

No meu caso, a visita partiu da curiosidade de conhecer o castelo habitado. Mas a experiência ganha mais sentido quando não se cria expectativa. Em comparação a cidades como Gjirokastër, Berat é mais discreta na forma como se revela — o que não diminui seu valor, apenas muda a forma de leitura.

Você sabia?

O Viaja que Passa ganha uma pequena comissão a cada reserva que você faz através dos links dos nossos parceiros. Você não paga nada a mais por isso e nos ajuda a continuar publicando conteúdos autorais e imparciais para ajudar na sua viagem!

Tags:  

«
»