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“10 motivos para conhecer Malta”

Há alguns poucos anos era raro ouvir falar de Malta, mas depois que ondas de intercambistas descobriram essa pérola do mediterrâneo (e a possibilidade de trabalhar lá enquanto estudam), o destinos acabou se tornando também foco do turismo. Mas por quê? Nesse post eu vou te contar 10 motivos para conhecer Malta (e se apaixonar por ela).

“Por que Malta?”

Falando em dados oficiais, Malta é um país independente (não, não faz parte da Itália) situado no sul da Europa, em meio ao Mar Mediterrâneo, e consiste em um arquipélago formado por três ilhas principais (as únicas habitadas): Malta, Gozo e Comino.

Dentre as três, Malta é a maior ilha e também o centro cultural, comercial e administrativo do país. Gozo, a irmã do meio, se dedica mais às atividades rurais e de pesca, além do turismo. Já Comino, com apenas 3,5 km² de extensão, é habitada por apenas quatro pessoas, mas, apesar disso, recebe uma grande quantidade de turistas durante o ano todo para conhecer as suas belíssimas praias, em especial a famosa “Blue Lagoon”.

Malta possui, ao todo, apenas 316 km² de extensão, levando o título de 5º menor país da Europa. Apesar disso, possui mais de 400 mil habitantes, o que faz do arquipélago um dos países com a maior densidade demográfica do mundo.

Há indícios de que as ilhotas são habitadas desde cerca de 5200 a.C. Nem preciso dizer que elas têm muita história pra contar, né?

Com uma linha do tempo de fazer brilhar os olhos de qualquer historiador, Malta sofreu, naturalmente, a interferência de diversas culturas muito distintas, o que lhe rendeu uma identidade cultural (linguística, arquitetônica, gastronômica, etc.) muito particular.

Por isso, o motivo mais genuíno e óbvio para você conhecer esse país é que Malta é um lugar único.

Apesar disso, estas não são, nem de longe, as únicas razões pra você querer conhecer Malta. Por isso, reuni aqui 10 MOTIVOS PARA VOCÊ IR E SE APAIXONAR, assim como eu, por esse pequeno país europeu:

1 · O CLIMA

Já falei em outro post sobre qual é a melhor época do ano para conhecer Malta, mas a verdade sobre este pequeno país é que, basicamente, não há tempo ruim.

O clima em Malta é típico do Mediterrâneo. O verão é quente, seco e muito ensolarado. O outono e a primavera, muito similares, trazem temperaturas ainda quentes, mas mais agradáveis. O inverno, apesar de ser também a época de chuvas, não é tão rigoroso quanto na maior parte dos países do continente europeu. Bora tirar o biquíni (sunga) da gaveta?

2 · O IDIOMA

O maltês – que possui origem árabe e incorporou muitas palavras derivadas do inglês, francês e italiano – é, de fato, a língua materna do país. Se você acha que não conseguirá se comunicar com ninguém em maltês, você provavelmente está certo (em um mês eu não obtive êxito em pronunciar mais do que três palavras na língua).

Apesar disso, graças ao período de colonização britânica, o inglês, além do maltês, também é língua oficial do país. Não será incomum você ouvir locais se comunicando entre si somente em maltês, mas todos falam inglês e são alfabetizados desde criança nos dois idiomas.

Se você matou as aulas no Fisk e teme pelo seu bad english, também não há muito com o que se preocupar. Apesar da origem britânica, o “inglês maltês” não tem o sotaque tão carregado quanto o inglês da terra da rainha (eu diria que soa como um intermediário entre o inglês britânico e o norte-americano). Além disso, talvez pela grande quantidade de turistas e intercambistas no país, os malteses têm uma pronúncia mais pausada, limpa e clara, de fácil compreensão. Especialmente nos restaurantes, museus e demais empreendimentos ligados à área turística, as pessoas costumam se esforçar para entender o que você quer dizer, mesmo que seja por meio de mímica (quem nunca?).

3 · CUSTO BENEFÍCIO

Se comparado aos preços praticados nos demais países da Europa ocidental, Malta possui preços muito amigáveis para os turistas.

É possível almoçar em um restaurante, por exemplo, a um custo de €5 a €10 (prato principal + bebida não alcoólica); comer uma boa (e grande) fatia de pizza na rua por €2; e utilizar o transporte público por duas horas a um custo de €1,50. Hotéis e casas de temporada também tendem a oferecer um melhor preço em comparação a hospedagens da mesma categoria no Brasil.

Outro ponto relevante é que boa parte das atrações das ilhas são naturais, públicas e gratuitas. Nosso bolso agradece!

4 · TRANSPORTE

Mais um motivo para conhecer Malta! Ainda darei algumas dicas sobre as opções de locomoção no país, mas, como falei no item anterior, o transporte público é bastante acessível e, além disso, serve muito bem todos os pontos turísticos de Malta. 

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5 · GASTRONOMIA

Se você é do time que gosta de se aventurar nas excentricidades culinárias do mundo (ou come o que tiver pela frente), poderá experimentar algumas iguarias maltesas como o pastizzi (um tipo de salgado folhado normalmente recheado de ricota ou ervilhas), a carne de coelho (de todas as formas que você puder imaginar), o gbejniet (um queijo de cabra bem apimentado e de nome impossível de pronunciar) e o imqaret (uma massinha frita recheada com tâmaras). 

Agora, se você prefere se manter naquela zona de segurança, também não precisa se preocupar: a paixão mundial está fortemente presente em Malta. Não, eu não estou falando do futebol, mas do melhor da cozinha italiana: MUITA PASTA. Mamma mia!

6 · VIDA NOTURNA

Um país tão pequeno e com cidades que parecem bairros deve oferecer programações noturnas super caídas, certo?…Errado!

Para os baladeiros de plantão, uma boa notícia: Malta possui, na cidade de St Julians, uma pequena região (chamada de Paceville, nome da sua principal rua) cravada de nightclubs badalados, quase todos com entrada gratuita, ou seja: se o primeiro não estiver bom, você ainda terá pelo menos mais umas dez chances de acerto.

Se você é da turma do barzinho, a cidade de Sliema é a melhor alternativa. Opções simples ou mais requintadas podem ser desfrutadas por toda a orla com um visual de tirar o fôlego. Anotou?

7 · PROXIMIDADE COM OUTROS PAÍSES EUROPEUS

Pensando em logística, seja para quem procura fazer um intercâmbio de inglês ou para quem pretende emendar vários destinos europeus em uma mesma viagem, Malta é sempre uma boa opção, já que oferece vôos diretos (e normalmente a preços acessíveis) às principais cidades do continente.

8 · MUITAS ATRAÇÕES EM UM CURTO ESPAÇO

A grande vantagem de se estar em um país de 316 km² de extensão é que, não importa onde você esteja, esse lugar nunca será longe demais do ponto turístico mais distante. Mas não se engane: Malta tem muito a oferecer! E não importa se você passará uma semana ou um mês no país, você ainda não o conhecerá por completo.

9 · ÓTIMO LUGAR PARA MERGULHO

Um outro motivo para conhecer Malta? Fazer um mergulho!

Você sabia que Malta é o 3º melhor destino do mundo para a prática de mergulho? É o que disse a revista americana Sport Diver no seu anual Sport Diver Awards de 2016.

As águas claras de Malta propiciam excelentes experiências de mergulho com snorkel ou tubos de oxigênio, garantindo, normalmente, visibilidade superior a 30 metros. Além disso, a fauna, as condições climáticas e as diversas embarcações naufragadas no país também contribuem para o enriquecimento da prática do esporte. Para os aventureiros, diversas empresas oferecem desde mergulhos de batismo para iniciantes a mergulhos profissionais e cursos técnicos com certificação (normalmente da Professional Association of Diving Instructors – PADI).

10 · CENÁRIOS CINEMATOGRÁFICOS

Você sabia que várias superproduções do cinema e da televisão foram gravadas em Malta? Pois é! O país serviu de cenário para filmes como Gladiador (2000), O Conde de Monte Cristo (2002), Alexandre (2004), Tróia (2004), Alexandria (2009), Capitão Phillips (2013), Guerra Mundial Z (2013), À beira mar (2015) e Assassin’s Creed (2016) e para séries como Game of Thrones (1ª Temporada) e The Crown (1ª Temporada).

Mas nada supera a produção feita para as gravações do musical “Popeye”, de 1980, com Robin Williams como protagonista. É que, muito embora a produção tenha sido um verdadeiro fracasso de bilheteria, a vila cenográfica construída em Malta para rodar o filme (com casinhas tortas e tudo) se mantém em pé até hoje e foi integralmente restaurada para receber turistas, levando, não à toa, o nome de Popeye Village. Parada obrigatória!

E aí, malas prontas?

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